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Avicultura de corte entra em recuperação no Brasil e ganha competitividade frente à carne bovina

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Avicultura de corte inicia fase de recuperação e melhora cenário de mercado

A avicultura de corte no Brasil apresenta sinais claros de recuperação, impulsionada por ajustes recentes na oferta e maior equilíbrio entre produção e demanda.

Segundo análise da consultoria Safras & Mercado, a reorganização nos níveis de alojamento de aves nas últimas semanas foi determinante para estabilizar o mercado e melhorar as perspectivas no curto prazo.

A expectativa é de continuidade desse movimento, com a carne de frango mantendo boa competitividade frente a outras proteínas, especialmente em relação à carne bovina.

Preços do frango seguem estáveis no atacado e distribuição

O mercado interno registrou estabilidade nos preços dos cortes de frango ao longo da semana nas principais praças, como São Paulo.

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Cortes congelados – atacado:

  • Peito: R$ 8,60/kg
  • Coxa: R$ 6,30/kg
  • Asa: R$ 10,30/kg

Distribuição:

  • Peito: R$ 8,90/kg
  • Coxa: R$ 6,50/kg
  • Asa: R$ 10,50/kg

Nos cortes resfriados, o comportamento também foi de estabilidade:

Cortes resfriados – atacado:

  • Peito: R$ 8,70/kg
  • Coxa: R$ 6,40/kg
  • Asa: R$ 10,40/kg
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Distribuição:

  • Peito: R$ 9,00/kg
  • Coxa: R$ 6,60/kg
  • Asa: R$ 10,60/kg
Mercado do frango vivo apresenta leve alta em algumas regiões

O levantamento mensal da consultoria aponta movimentos pontuais de alta no preço do frango vivo, refletindo ajustes regionais de oferta.

Principais praças:

  • São Paulo: R$ 4,50/kg (estável)
  • Rio Grande do Sul (integração): R$ 4,65/kg
  • Santa Catarina (integração): R$ 4,65/kg
  • Oeste do Paraná: R$ 4,60/kg

Altas registradas:

  • Mato Grosso do Sul: R$ 4,55/kg
  • Goiás: R$ 4,60/kg
  • Minas Gerais: R$ 4,65/kg
  • Distrito Federal: R$ 4,60/kg

Outras regiões:

  • Ceará: R$ 6,20/kg
  • Pernambuco: R$ 5,50/kg
  • Pará: R$ 6,40/kg
Exportações de carne de frango avançam em abril

No mercado externo, as exportações brasileiras de carne de frango seguem em ritmo positivo, reforçando o cenário de recuperação do setor.

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), nos primeiros 12 dias úteis de abril:

  • Receita total: US$ 507,1 milhões
  • Volume exportado: 271,2 mil toneladas
  • Preço médio: US$ 1.869,4 por tonelada
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Na comparação com abril de 2025:

  • +4,6% no valor médio diário
  • +2,7% no volume médio diário
  • +1,9% no preço médio
Competitividade do frango sustenta demanda interna e externa

O atual cenário reforça a competitividade da carne de frango, especialmente em períodos de pressão sobre o poder de compra do consumidor.

Com preços mais acessíveis em relação a outras proteínas, o frango tende a manter espaço relevante tanto no consumo doméstico quanto no mercado internacional.

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Perspectiva de curto prazo é positiva para o setor avícola

A combinação de ajuste de oferta, estabilidade de preços e avanço das exportações indica um ambiente mais favorável para a avicultura de corte no Brasil.

A expectativa do mercado é de continuidade da recuperação no curto prazo, com possibilidade de melhora gradual nas margens e maior previsibilidade para produtores e integradoras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Justiça Federal concede 10 anos para produtor pagar dívidas com a Caixa

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A 2ª Vara Federal Cível e Criminal de Cáceres (MT) determinou que a Caixa Econômica Federal reestruture o pagamento de uma dívida de crédito rural de R$ 925,6 mil, concedendo ao produtor um prazo de 10 anos para a quitação, com a primeira parcela fixada para março de 2027. A decisão, proferida pela juíza federal Ana Lya Ferraz da Gama Ferreira no dia 1º de julho de 2026, suspende a execução extrajudicial que estava em curso pelo banco e blinda o produtor contra restrições cadastrais, ao mesmo tempo em que veda a cobrança de juros moratórios ou multas sobre o saldo devedor.

O despacho afasta a mora — a inadimplência técnica — e obriga o banco a reformular o contrato, fundamentando-se na comprovação técnica de uma quebra superior a 50% na produtividade da safra de soja na propriedade. Ao analisar o pedido, o Judiciário entendeu que o contrato original, diante dos prejuízos climáticos, tornava-se inexequível, ameaçando a continuidade da atividade agrícola. A decisão rejeitou o argumento da Caixa, que invocava o princípio da liberdade contratual e a nova regulamentação do Conselho Monetário Nacional (CMN) para recusar o alongamento da dívida.

Impactos e desdobramentos

A decisão ocorre em um momento de tensão regulatória. No mesmo dia da sentença, entrou em vigor a Resolução nº 5.314 do CMN, que alterou o Manual de Crédito Rural (MCR) para conferir às instituições financeiras maior autonomia para decidir sobre prorrogações de dívidas, sob o critério de “conveniência e decisão” bancária. A sentença de Mato Grosso, portanto, não é apenas um caso isolado de cobrança, mas um sinal de alerta para o mercado financeiro: a autonomia concedida pelo CMN aos bancos não é absoluta perante o Judiciário.

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Embora o efeito desta decisão não seja automático para outros produtores — ou seja, não se trata de uma lei que obriga todos os bancos a alongarem dívidas em todo o país —, o caso funciona como um “leading case” ou precedente persuasivo. Advogados do setor agropecuário devem utilizar este entendimento em outros tribunais para demonstrar que, quando há comprovação de frustração de safra, o direito ao alongamento da dívida de crédito rural deve prevalecer sobre normas administrativas de conveniência bancária.

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O novo cenário de judicialização

Para o setor produtivo, a decisão abre uma porta de saída, mas exige cautela. O precedente demonstra que o Judiciário não agirá como um “cancelador” de dívidas. A magistrada só concedeu o benefício porque a defesa apresentou laudos técnicos irrefutáveis sobre a quebra de produtividade. Isso sinaliza que produtores que buscam o Judiciário para evitar a falência precisarão de governança impecável: contabilidade em dia, monitoramento climático e provas técnicas de que a inadimplência é fruto do clima, não de má gestão.

Para o sistema financeiro, a notícia traz um aumento no risco de “judicialização” do crédito rural. Se os tribunais consolidarem o entendimento de que a prorrogação de 10 anos é uma medida de justiça social e econômica, os bancos serão forçados a recalibrar suas carteiras de risco. O efeito prático disso pode ser uma maior seletividade na concessão de crédito, com exigências mais rigorosas de garantias, ou até mesmo um aumento nas taxas de juros para compensar a possibilidade de, em caso de quebra de safra, o pagamento ser alongado judicialmente por uma década.

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O caso segue para as instâncias superiores, já que a Caixa Econômica Federal deve recorrer da decisão. Até que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) pacifique o tema, o cenário será de insegurança jurídica, com produtores buscando amparo nos tribunais federais para garantir a viabilidade das lavouras em anos de insucesso climático.

Fonte: Pensar Agro

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