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Feicorte 2025: A Pecuária Brasileira em Evidência com o Tema “O Boi Brasileiro: Produtivo por Natureza”

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A Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne (Feicorte) promete ser um marco para o setor de pecuária em 2025, reunindo especialistas, técnicos e profissionais do setor para discutir o protagonismo da pecuária brasileira no cenário global. O evento acontecerá entre os dias 17 e 21 de junho, em Presidente Prudente (SP), e tem como foco a sustentabilidade e a qualidade da carne produzida no Brasil.

O Compromisso com a Pecuária Sustentável

A edição de 2025 da Feicorte será marcada pela discussão do tema “O Boi Brasileiro: produtivo por natureza”, que norteará o Fórum Feicorte. O evento abrirá com um importante anúncio do Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Agricultura do Estado, sobre novas iniciativas e ações estratégicas voltadas ao desenvolvimento da pecuária no estado. A proposta central do Fórum é evidenciar as práticas que têm transformado a produção de carne no Brasil, como o uso de genética avançada, o aproveitamento de subprodutos na alimentação, e os sistemas sustentáveis como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF).

Diede Loureiro, responsável pela curadoria técnica do Fórum, destaca a relevância de discutir temas como a eficiência, a sustentabilidade e o potencial de evolução da pecuária nacional, com foco na capacidade de adaptação da pecuária tropicalizada às exigências do mercado global e às metas ambientais.

Avanços na Produção e Exportação de Carne Bovina

O Brasil se consolidou como líder mundial na exportação de carne bovina, e este tema será explorado ao longo do evento. Será discutido como o modelo de produção brasileiro, que respeita o meio ambiente e reduz o uso de áreas de pastagem, tem permitido a produção de carne de alta qualidade, com um ciclo produtivo eficiente durante o ano todo. O Fórum abordará também a importância de práticas como a melhoria da idade de abate e a sustentabilidade da atividade.

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Simpósio Reprod’Oeste: O Futuro da Pecuária

A Feicorte 2025 incluirá o Simpósio Reprod’Oeste, que acontecerá no dia 20 de junho, com o tema “Estação de Monta: O Bezerro de 2027”. Em parceria com a Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), o simpósio contará com a participação do grupo de estudos em Reprodução Animal (ReprodOeste), abordando as inovações científicas e tecnológicas que impactam a reprodução e o manejo de bovinos de corte.

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Participações Internacionais: Perspectivas Globais para a Pecuária Brasileira

A programação do evento contará com a presença de renomados especialistas internacionais que compartilharão suas experiências e conhecimentos sobre as práticas de sucesso na pecuária tropicalizada. Entre os palestrantes, destaca-se Tommy Perkins, um dos principais especialistas mundiais em ultrassonografia de carcaça e melhoramento genético de bovinos de corte. Perkins é professor e pesquisador na West Texas A&M University e trará uma visão aprofundada sobre os avanços no melhoramento genético e na genômica dos bovinos.

Outro destaque será a participação de Dennis Serhienko, criador de um dos principais rebanhos Charolês do Canadá. Serhienko, diretor do Programa de Corte da Semex Alliance, compartilhará sua expertise em genética de corte, com ênfase na precisão e no desenvolvimento de rebanhos de excelência.

Beef Hour: Inovações no Mercado da Carne

A Beef Hour, um dos principais espaços de discussão e networking da Feicorte, retorna em 2025 com uma programação focada nos próximos passos do mercado de carne bovina. A curadoria de Roberto Grecellé, sócio da Prado Estratégia para Agronegócios, garantirá debates estratégicos e painéis técnicos sobre temas como genética, tecnologia de produção e as expectativas do consumidor final.

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A programação da Beef Hour incluirá, no dia 18 de junho, o painel “Genética para o Steak Perfeito”, abordando os avanços nas raças bovinas no Brasil. Já no dia 19, será a vez do painel “Tecnologia para Qualidade”, que trará inovações industriais para garantir a qualidade da carne. No dia 20, o painel “Cabeça de Consumidor” discutirá as tendências de consumo e o comportamento do cliente no mercado da carne. Além disso, o público poderá participar de experiências sensoriais e degustações de cortes premium, que serão oferecidas por marcas renomadas.

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Encerramento da Feicorte 2025

O último dia da Feicorte 2025, 21 de junho, será marcado por uma celebração aberta ao público. O evento “Beef Hour Origens” incluirá estações gastronômicas e shows ao vivo, proporcionando uma experiência única para todos os presentes.

Roberto Grecellé destaca que a Feicorte 2025 trará uma entrega ainda mais técnica e alinhada com os desafios e demandas atuais do setor. “Cada detalhe da programação foi pensado com responsabilidade e critério, para oferecer um conteúdo de alto nível, com especialistas que vivem o setor na prática”, afirma.

A Feicorte 2025 será, sem dúvida, uma oportunidade única para fortalecer o papel do Brasil no mercado global de carne bovina, promovendo a troca de conhecimentos e a implementação de práticas inovadoras no setor de pecuária.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Plano Brasil Soberano: Governo amplia crédito para fertilizantes

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Fabricantes de fertilizantes, produtores de matérias-primas intermediárias e mineradoras que abastecem o setor poderão contratar capital de giro pelo Plano Brasil Soberano. A mudança amplia o alcance do programa e procura dar fôlego financeiro a uma cadeia considerada estratégica para o agronegócio brasileiro.

Projetos industriais e tecnológicos ligados ao beneficiamento, refino e transformação de minerais críticos e estratégicos também terão acesso a recursos com custo reduzido. O encargo da fonte de financiamento caiu para 3% ao ano, ante percentuais que chegavam a 8% na aquisição de máquinas e equipamentos e a 6,5% em determinados investimentos.

A decisão foi tomada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em reunião extraordinária realizada no fim de agosto. O colegiado também prorrogou por 12 meses o prazo para apresentação dos pedidos de financiamento ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As empresas elegíveis poderão protocolar as solicitações até 31 de dezembro de 2027.

Para o produtor rural, o efeito não será direto. As linhas são destinadas às empresas que produzem, processam ou fornecem insumos para a fabricação de adubos. O objetivo é melhorar as condições financeiras da indústria e reduzir riscos de interrupção no abastecimento do campo.

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A inclusão do capital de giro atende a uma característica do setor. Muitas empresas precisam pagar antecipadamente pelas matérias-primas importadas, arcar com frete, armazenagem e processamento e somente depois receber pelas vendas realizadas aos produtores ou distribuidores.

Esse intervalo exige grande disponibilidade de caixa. Quando o crédito fica caro ou escasso, as empresas podem reduzir compras, estoques e produção. A consequência chega às propriedades na forma de menor oferta, dificuldade para programar entregas e maior exposição às oscilações de preços.

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Antes da mudança, as empresas da cadeia de fertilizantes podiam recorrer ao Plano Brasil Soberano principalmente para comprar máquinas ou executar projetos de investimento. Agora, os recursos também poderão financiar despesas necessárias ao funcionamento diário das operações.

A medida ganha importância porque o Brasil importa mais de 80% dos fertilizantes que utiliza. Essa dependência deixa a produção agrícola vulnerável ao câmbio, às cotações internacionais, aos custos marítimos e a conflitos capazes de interromper rotas ou restringir a oferta mundial.

O país responde por cerca de 8% do consumo global de fertilizantes e ocupa a quarta posição entre os maiores consumidores. Soja, milho e cana-de-açúcar representam mais de 73% da demanda nacional, o que transforma o insumo em um componente decisivo dos custos das principais cadeias agrícolas.

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O crédito mais barato para minerais estratégicos procura estimular investimentos em etapas que ainda são pouco desenvolvidas no Brasil. O país possui reservas minerais importantes, mas parte do material extraído é exportada sem processamento ou não chega a ser transformada internamente nos produtos necessários à agricultura.

Ao apoiar o beneficiamento, o refino e a transformação dentro do país, o governo tenta ampliar a capacidade industrial e diminuir a dependência de produtos acabados vindos do exterior. O resultado, entretanto, dependerá da execução dos projetos, que podem exigir licenciamento, infraestrutura, tecnologia e vários anos até o início da produção.

O percentual de 3% ao ano não representa necessariamente a taxa final que será paga pelas empresas. Ele corresponde ao custo da fonte de recursos e já considera a remuneração do BNDES. Nas operações indiretas, realizadas por bancos credenciados, ainda podem existir encargos do agente financeiro e custos relacionados ao risco do tomador.

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Por isso, a medida também não garante uma queda imediata no preço do fertilizante vendido ao agricultor. As cotações continuarão sujeitas ao câmbio, aos preços internacionais, ao frete, à oferta mundial de nutrientes e à demanda no período de plantio.

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O ganho mais provável no curto prazo é a melhora das condições para que fabricantes e fornecedores mantenham estoques e cumpram contratos. No longo prazo, se os investimentos aumentarem a produção e o processamento de matérias-primas no Brasil, o setor poderá reduzir a exposição a crises externas e ganhar maior previsibilidade.

O acesso às linhas será restrito aos segmentos definidos conjuntamente pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e pelo Ministério da Fazenda. A relação de atividades autorizadas consta das portarias que regulamentam o Plano Brasil Soberano.

Criado para apoiar empresas afetadas pelo aumento das tarifas norte-americanas e pela instabilidade do comércio internacional, o programa passa a alcançar uma cadeia diretamente ligada à segurança produtiva do país. Para o campo, o efeito concreto será medido pela capacidade da política de ampliar a oferta interna, evitar falta de insumos e reduzir a dependência que hoje transforma qualquer crise internacional em custo adicional dentro da porteira.

Fonte: Pensar Agro

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