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Goiás amplia ações sustentáveis com projeto de preservação hídrica em Anápolis

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Iniciativa fortalece a sustentabilidade no campo

O Governo de Goiás deu mais um passo rumo à sustentabilidade no meio rural com a adesão ao Programa Produtor de Água de Anápolis (PPA Anápolis). O projeto tem como foco ampliar a oferta e melhorar a qualidade da água por meio de práticas como recuperação da vegetação nativa, conservação do solo e melhorias no saneamento rural.

Ações já em andamento

Até o momento, cerca de 88 hectares já foram contemplados com ações de conservação nas bacias hidrográficas do Ribeirão Piancó, Rio das Antas e Rio Caldas, no município de Anápolis (GO). O programa alia desenvolvimento econômico à proteção ambiental, valorizando o papel do produtor rural como protagonista na preservação dos recursos hídricos.

“É uma ação estruturante que alia produção sustentável, recuperação do Cerrado e garantia de água para o presente e o futuro. Goiás avança mais uma vez na agenda sustentável”, destacou Pedro Leonardo Rezende, secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Acordo de cooperação técnica fortalece o projeto

Para consolidar a implementação do programa, será firmado um Acordo de Cooperação Técnica entre diversas instituições. A parceria pretende impulsionar soluções sustentáveis na gestão hídrica e no desenvolvimento rural, reforçando Goiás como referência em práticas agropecuárias de baixo impacto.

Participam do acordo:

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  • Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa)
  • Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad)
  • Emater Goiás
  • Saneago
  • Secretaria Municipal de Obras e Meio Ambiente de Anápolis
  • The Nature Conservancy (TNC)
Programa busca garantir segurança hídrica

Criado para enfrentar o risco de déficit hídrico na região — que levou o Governo de Goiás a decretar emergência no abastecimento em 2021 —, o PPA Anápolis contempla bacias estratégicas para a cidade e para o Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA), polo relevante da economia local.

Metas do programa até 2029

A previsão é beneficiar diretamente 100 propriedades rurais nos próximos anos, com metas ambiciosas:

  • 1.000 hectares de Cerrado conservados
  • 500 hectares restaurados ecologicamente
  • 1.000 hectares com práticas conservacionistas do solo
  • 500 km de estradas rurais readequadas
  • 100 imóveis com sistemas de saneamento básico instalados
Fazenda pioneira já mostra resultados

A Fazenda Três Pontas é uma das propriedades pioneiras no programa. No local, já foram realizadas ações como terraceamento, construção de cacimbas e readequação de estradas vicinais, com foco na redução da erosão, maior infiltração da água no solo e preservação dos mananciais que abastecem a cidade e a indústria.

Apoio técnico e incentivo ao produtor rural

A adesão ao programa é voluntária, e os produtores participantes recebem assistência técnica da Seapa e da Emater Goiás para a elaboração dos Projetos Individuais de Propriedade (PIP), com foco em práticas sustentáveis. Também há possibilidade de incentivo financeiro por meio do Pagamento por Serviços Ambientais (PSA).

“O Programa Produtor de Água oferece apoio técnico para que o produtor aplique soluções adequadas à sua realidade e contribua com a recarga dos aquíferos. Mais do que conservar, é garantir água para todos e agregar valor à atividade rural”, explicou Stella Miranda, gerente de Sustentabilidade Agropecuária da Seapa.

A iniciativa reforça o compromisso de Goiás com o desenvolvimento rural sustentável e a preservação dos recursos hídricos, assegurando benefícios ambientais e econômicos tanto para os produtores quanto para a sociedade.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Pesca industrial em debate no Pará

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O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, cumpriu nesta quarta-feira (23), em Belém (PA), agenda com representantes da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) para discutir propostas voltadas à sustentabilidade e ao fortalecimento da pesca industrial no estado. O encontro também tratou de medidas para ampliar as exportações brasileiras de pescado, abrir novos mercados e apoiar empresas do setor. 

Durante a reunião, a direção da FIEPA apresentou propostas de ações para a sustentabilidade da pesca industrial paraense. O ministro destacou que o Pará tem papel estratégico na cadeia nacional e reforçou a necessidade de ampliar as oportunidades para o pescado brasileiro no mercado internacional. “Estamos tratando aqui também das exportações. Isso fica muito claro com a política do Brasil Soberano: o Brasil não pode ficar refém de país nenhum. Por isso nós estamos trabalhando em ampliar nossas exportações e diversificar os caminhos do nosso pescado”, afirmou Edipo. 

O ministro também destacou que o Plano Brasil Soberano III inclui a cadeia do pescado e prevê medidas de apoio a empresas exportadoras impactadas pelo cenário econômico internacional. Segundo Edipo, são mais de R$ 18,5 bilhões disponíveis para o público alcançado pela iniciativa. “Quero chamar todas as empresas que foram impactadas a procurar as instituições financeiras e o BNDES para que possam realmente alcançar esse recurso e salvaguardar as empresas exportadoras de pescados”, disse. 

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Na agenda com o setor produtivo, também foram discutidas estratégias para ampliar a presença do pescado brasileiro no exterior, com destaque para a abertura de mercados na Europa e no Reino Unido e o fortalecimento das relações comerciais com países da América do Sul, como Peru, Colômbia e Argentina. “Temos uma missão e um compromisso de ampliar o consumo de pescado interno, mas também ampliar as nossas exportações”, ressaltou o ministro. 

Crédito para pescadores e aquicultores 

Outro tema tratado foi o acesso ao crédito por pescadores e aquicultores, por meio do Pronaf Azul, iniciativa que reúne linhas específicas para o público das águas, incluindo Pronaf B, Pronaf Mais Alimentos e Pronaf Custeio. Edipo reforçou a importância de que os projetos sejam acompanhados por profissionais de assistência técnica e extensão rural, para que pescadores e aquicultores possam acessar as melhores condições de financiamento e evitar o endividamento. 

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O Pará tem uma das maiores concentrações de trabalhadores ligados à atividade pesqueira do país. Dados do Painel Unificado do Registro Geral de Atividade Pesqueira (RPG) apontam mais de 454 mil pescadores registrados no estado, além de 1.352 aquicultores, evidenciando a dimensão social e econômica da cadeia da pesca e da aquicultura paraense. 

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Apoio às populações das águas 

A agenda também abordou medidas de apoio às populações que vivem da pesca diante dos impactos provocados por eventos climáticos e alterações nas condições dos rios. O ministro destacou que o Governo Federal trabalha na construção de políticas para reduzir os danos e garantir segurança alimentar e recursos às comunidades afetadas. 

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“Os rios não são apenas o local de trabalho, mas também as ruas dessa população. Então a gente precisa garantir que chegue alimento, chegue água potável, mas também que nós possamos construir uma política para salvaguardar e colocar recursos financeiros na mão e no bolso dessa população”, afirmou. Entre as medidas em discussão estão a possibilidade de criação de auxílio extraordinário e a antecipação do seguro-defeso, além da articulação para garantir a distribuição de cestas básicas às populações afetadas. 

A agenda em Belém integra a programação do ministro Edipo Araujo no Norte do país. Após os compromissos no Pará, o ministro segue para Manaus (AM), onde cumpre agenda voltada ao fortalecimento das políticas públicas para a pesca e a aquicultura na região. 

Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

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Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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