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Ibraoliva e COI promovem masterclasses exclusivas sobre azeites em Porto Alegre

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O Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva) e o Conselho Oleícola Internacional (COI) realizam, nos dias 5 e 6 de outubro, duas masterclasses exclusivas sobre azeites de oliva extra virgens em Porto Alegre. As iniciativas têm como foco profissionais dos setores de alimentação fora do lar e varejo, reunindo especialistas internacionais para discutir qualidade, usos e potencial de mercado do produto.

Programação detalhada

A primeira masterclass, voltada ao food service, ocorrerá no dia 5 de outubro, às 16h, no restaurante Mamma Mia, localizado no Cais Embarcadero, durante o evento Olivas no Cais, que vai de 3 a 5 de outubro.

Já a segunda edição, direcionada ao varejo, será realizada no dia 6 de outubro, também às 16h, na sede da Fecomércio-RS. Ambas as atividades contarão com a participação de renomados especialistas: María Juárez (COI, Espanha), Abderraouf Laajimi (COI, Tunísia), Susana Mattar (Universidad Católica de Cuyo, Argentina) e Ana Claudia Ellis (Universidad de la República, Uruguai).

Objetivo das masterclasses

Segundo o presidente do Ibraoliva, Flávio Obino Filho, o principal objetivo é capacitar supermercadistas e restaurantes sobre as diferenças sensoriais entre o verdadeiro azeite extravirgem e produtos com defeitos comercializados como extravirgens. “Queremos mostrar as diferenças gustativas e os benefícios reais dos azeites produzidos no Brasil em relação aos produtos que não possuem a mesma qualidade sensorial e nutricional”, explica.

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Apoio institucional

As masterclasses contam com o apoio de importantes entidades do setor, como a Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS), o Sindicato de Hospedagem e Alimentação de Porto Alegre e Região (Sindiha), o Sindicato do Comércio de Gêneros Alimentícios do Rio Grande do Sul (Sindigêneros), a Associação Gaúcha de Supermercados (Agas) e o Ministério da Agricultura e Pecuária.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul

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A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.

No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.

A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.

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O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.

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No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.

Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.

A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.

No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.

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O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.

No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.

Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.

O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.

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Fonte: Pensar Agro

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