O manejo nutricional adequado durante a fase reprodutiva do algodão será determinante para o desempenho da safra 2025/26. Em um cenário de alta relevância econômica da cultura, falhas na nutrição das plantas podem impactar diretamente a produtividade, a qualidade da fibra e a rentabilidade do produtor.
Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção brasileira de algodão deve superar 4 milhões de toneladas nesta temporada, com exportações estimadas em 3,06 milhões de toneladas e cerca de 730 mil toneladas destinadas ao consumo interno. Para alcançar esse patamar, especialistas reforçam a importância do manejo eficiente entre a floração e a formação das maçãs — fase considerada crítica no ciclo da cultura.
De acordo com Bruno Neves, gerente técnico e de marketing da BRQ Brasilquímica, é nesse estágio que ocorre o enchimento das estruturas que darão origem à pluma, definindo o peso, o rendimento e o padrão tecnológico da fibra.
“Uma deficiência nutricional nesse período pode provocar abortamento de estruturas reprodutivas, reduzir a retenção de frutos e comprometer o peso final da pluma”, explica.
Macronutrientes são base para formação e enchimento das maçãs
Entre os nutrientes essenciais, o enxofre (S) tem papel fundamental na formação de aminoácidos e proteínas, indispensáveis ao desenvolvimento das cápsulas do algodão. Já o nitrogênio (N) atua na formação das maçãs e na manutenção da fotossíntese foliar.
O potássio (K), por sua vez, é determinante para a retenção dos frutos, o enchimento das maçãs e o alongamento das fibras — características diretamente ligadas à qualidade da pluma.
Micronutrientes influenciam pegamento e qualidade da fibra
Além dos macronutrientes, o manejo de micronutrientes também exige atenção. O boro (B) é essencial para a formação da parede celular e o pegamento das flores, contribuindo para a redução de perdas por abortamento.
Já o cálcio (Ca) e o magnésio (Mg) atuam no fortalecimento das estruturas das maçãs, auxiliando na prevenção de apodrecimento e favorecendo o enchimento adequado por meio da eficiência fotossintética.
“O planejamento nutricional deve considerar análise de solo, monitoramento foliar e estratégias de aplicação ao longo do ciclo, garantindo oferta contínua de nutrientes”, reforça Neves.
Tecnologias nutricionais ganham espaço no campo
Com a intensificação tecnológica no agronegócio, soluções nutricionais especializadas têm avançado nas lavouras. A BRQ Brasilquímica, com mais de três décadas de atuação, destaca produtos voltados ao aumento da eficiência nutricional e ao suporte nas fases críticas do cultivo.
Entre as opções, o fertilizante líquido QualyFol Boro 10 oferece alta eficiência na absorção foliar de boro, com liberação gradual ao longo do ciclo. Já o QualyFol SK 30.30 combina enxofre e potássio em alta concentração, atendendo à demanda nutricional das plantas durante o enchimento das maçãs.
Segundo Renan Cardoso, CEO da empresa, a adoção de tecnologias nutricionais é um diferencial competitivo no campo.
“Investimos em soluções que aliam eficiência, praticidade e impacto direto nas fases mais sensíveis da cultura. O objetivo é garantir produtividade elevada, sustentabilidade e maior competitividade ao produtor”, afirma.
Planejamento é chave para o sucesso da safra
Diante dos desafios climáticos e da busca por maior eficiência produtiva, o manejo nutricional estratégico se consolida como um dos pilares para o sucesso da safra de algodão 2025/26. A correta nutrição das maçãs, especialmente, pode ser o fator decisivo entre uma produção mediana e resultados de alta performance no campo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio