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Panorama Econômico Brasileiro: Negociações Fiscais, Inflação e Comércio Exterior em Destaque

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Um novo relatório do Rabobank, “No aguardo das negociações – Brasil semanal”, divulgado em 09 de junho de 2025, oferece uma análise aprofundada sobre os recentes desenvolvimentos econômicos no Brasil e no cenário global. O documento aborda desde negociações comerciais internacionais até indicadores domésticos de inflação, produção industrial e balança comercial, além de detalhar as discussões sobre a política fiscal e as perspectivas do Banco Central.

Cenário Internacional e Nacional: Um Misto de Incertezas e Resiliência

Internacionalmente, as atenções se voltam para as negociações comerciais entre Estados Unidos e China, visando resolver disputas sobre tarifas e minerais. O presidente Trump, por sua vez, elevou as tarifas de aço e alumínio para 50% em uma medida para apoiar fabricantes nacionais e garantir a segurança do país.

No âmbito doméstico, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, destacou a resiliência da economia brasileira, defendendo a manutenção de juros elevados para ancorar as expectativas de inflação. As negociações entre o Governo e o Congresso para definir alternativas à elevação do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) também seguem em curso. A incerteza tarifária e geopolítica persiste, impactando o otimismo inicial do ano. O real brasileiro, no entanto, demonstrou apreciação de 2,9% frente ao dólar na última semana, o melhor desempenho entre 24 moedas emergentes, com o dólar encerrando a semana em R$ 5,5600. O Rabobank projeta o dólar a R$ 5,90 até o final de 2025.

Inflação: IGP-DI em Desaceleração e Preços ao Produtor em Queda

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou uma forte desaceleração em maio, recuando 0,85% na comparação mensal. Os preços ao produtor, especialmente de grãos, carne e minério de ferro, foram os principais responsáveis por essa queda. A inflação ao produtor (IPA) diminuiu 1,38% em maio, impulsionada pela queda no preço do milho, farelo de soja, bovinos e minério de ferro. Para o final de 2025, a projeção para o IGP-M é de 4,5% ao ano.

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Produção Industrial: Leve Alta e Desempenho por Categorias

A Produção Industrial (PI) de abril surpreendeu negativamente com um aumento de apenas 0,1% na comparação mensal, frustrando as expectativas de mercado e do Rabobank. Em base anual, houve uma variação negativa de 0,3%, interrompendo uma sequência de dez meses de crescimento. Onze das 25 atividades pesquisadas registraram alta, com destaque para as indústrias extrativas (+1,0%), bebidas (+3,6%) e veículos automotores. No acumulado do ano, a produção industrial registra alta de 1,4%.

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Na análise por categorias econômicas, bens de consumo semi e não duráveis apresentaram retração, enquanto bens de capital (+1,4%), bens intermediários (+0,7%) e bens de consumo duráveis (+0,4%) registraram avanço em abril.

Balança Comercial: Superávit em Queda e Impacto das Importações

A balança comercial de maio registrou um superávit de US$ 7,2 bilhões, uma redução em relação às projeções de mercado e do Rabobank. As exportações totalizaram US$ 30,1 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 22,9 bilhões. Em termos anuais e ajustados por dias úteis, as exportações caíram 0,1%, e as importações cresceram 4,7%. O superávit acumulado em 12 meses atingiu US$ 63,4 bilhões.

A incerteza tarifária global e a atividade econômica aquecida, que impulsiona as importações, são fatores que influenciam esse cenário. As exportações de agropecuária e mineração tiveram queda em maio, enquanto a indústria de transformação apresentou alta. As importações de adubos/fertilizantes e veículos automotores se destacaram. Apesar de uma safra de soja promissora, que deve impulsionar as exportações , o Rabobank ajustou levemente sua projeção de saldo comercial para 2025 de US$ 76,9 bilhões para US$ 74,7 bilhões devido à retração nos preços das commodities.

Política Fiscal: Acordos para Substituir Aumento do IOF

Após reuniões, o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e líderes do Congresso chegaram a um acordo sobre medidas para substituir parte do decreto que aumentou o IOF. As propostas incluem o aumento da tributação sobre apostas esportivas e o fim da isenção de Imposto de Renda sobre Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), com validade a partir de 2026. Essas medidas serão implementadas via medida provisória. O impacto fiscal do texto será diminuído em um terço, compensado pela Medida Provisória, que prevê um aumento de receita de R$ 19,1 bilhões em 2025 e R$ 38,2 bilhões em 2026.

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A incidência do IOF sobre risco sacado será alterada, extinguindo a alíquota fixa e recalibrando a diária. A revisão dos gastos tributários prevê um corte de 10%, sem afetar itens como cesta básica, Simples Nacional e Zona Franca de Manaus. Contudo, não houve acordo sobre a inclusão de mudanças no Fundeb e no Benefício de Prestação Continuada (BPC) no pacote.

Banco Central: Flexibilidade e Cautela nas Decisões sobre Juros

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reafirmou a importância de juros elevados para atingir a meta de inflação e a resiliência da economia. Ele destacou que o BC está focado na discussão do ciclo de alta de juros, evitando antecipar debates sobre flexibilização, e ressaltou a necessidade de manter flexibilidade nas decisões futuras para preservar a credibilidade. Galípolo também afirmou que a diretoria do BC não pré-determinou a taxa final de juros e que a desancoragem das expectativas de inflação no Brasil é influenciada por fatores domésticos.

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Além disso, Galípolo defendeu que o IOF não deve ser usado para arrecadação ou apoio à política monetária, buscando isonomia nas alternativas de crédito. Ele confirmou que o BC está analisando dados, incluindo os da política fiscal, para a próxima reunião do Copom em 18 de junho, e que não são esperados “movimentos bruscos” na taxa Selic, com a instituição agindo conforme os dados.

Mercado Financeiro: Câmbio, Commodities e Renda Fixa

O dólar americano se depreciou em relação a pares do G10 na última semana, enquanto o índice de moedas de mercados emergentes (MSCI EMFX) subiu. O real brasileiro se destacou com uma apreciação de 2,9% frente ao dólar. O índice de commodities (CRY) subiu 2,8%, com o preço do petróleo Brent aumentando 4,1%, e as commodities agrícolas e metálicas também apresentaram performance positiva. O S&P500 teve alta, enquanto o Ibovespa registrou queda.

No mercado de renda fixa, o rendimento da Treasury de 10 anos caiu, e a probabilidade de um aperto monetário por parte do Federal Reserve dos EUA na reunião de 18 de junho de 2025 é baixa. Os juros futuros (DIs) brasileiros registraram alta em diversos vencimentos. A incerteza tarifária e geopolítica persiste, impactando o otimismo do início do ano. O real brasileiro continua sensível às incertezas globais (como menor espaço para corte de juros nos EUA e riscos geopolíticos) e locais (dúvidas sobre a sustentabilidade do marco fiscal). No entanto, a fraqueza global do dólar foi mais pronunciada do que o esperado.

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Próximos Eventos Chave na Economia

Para a próxima semana, a atenção se volta para a divulgação do IPCA de maio no Brasil, com projeção de alta de 0,30%. Na quinta-feira, serão divulgadas as vendas do varejo de abril, com projeção de recuo. Na sexta-feira, o volume de serviços de abril será revelado. Na região, o Chile divulga exportações, importações e balança comercial de maio, a Colômbia o IPC de maio, e o Peru mantém a taxa básica de juros. A Colômbia também apresentará vendas do varejo, produção manufatureira e industrial de abril.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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MPA informa encerramento da temporada de pesca do pargo em 2026

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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) informa que, conforme o acompanhamento da temporada de pesca do pargo ( Lutjanus purpureus ) em 2026, as capturas da espécie atingiram o patamar de 90% do limite anual estabelecido para a atividade. Com o alcance desse percentual, fica encerrada, a partir de 19/09/2026, a temporada de captura do pargo pelas embarcações autorizadas a operar nas modalidades de permissionamento 1.8, 1.9 e 1.10.

A Portaria Interministerial MPA/MMA nº 66, de 27 de julho de 2026, estabeleceu o limite anual de captura de até 2.750 toneladas de pargo e determinou o encerramento da temporada quando as capturas atingirem 90% desse limite, correspondente a 2.475 toneladas. A limitação de captura é uma forma de contribuir para a recuperação da espécie, que tem grande importância econômica no país e está ameaçada de extinção.

O encerramento decorre do acompanhamento realizado pelo MPA por meio dos instrumentos oficiais de monitoramento da atividade pesqueira.

As embarcações autorizadas que estiverem em atividade de pesca no mar na data do encerramento deverão retornar e realizar o desembarque do pargo em até dez dias corridos, contados a partir da data de encerramento da temporada. Após esse prazo, ficam proibidas a captura, a retenção a bordo e o desembarque da espécie.

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O encerramento da temporada de captura do pargo não impede a utilização das Autorizações de Pesca Complementares para a captura das demais espécies nelas previstas, desde que observada a legislação aplicável.

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Declaração de Estoque

Em razão do encerramento da temporada antes do início do período anual de defeso, a Declaração de Estoque de pargo deverá ser apresentada ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em até sete dias corridos após o término do prazo concedido às embarcações para retorno e desembarque.

Entre o término do prazo autorizado para desembarque e 15 de fevereiro de 2027, o transporte, o armazenamento, o processamento e a comercialização de pargo somente poderão ocorrer quando o produto estiver devidamente registrado em Declaração de Estoque apresentada no prazo e nas condições estabelecidas pela legislação.

Espécie ameaçada

O pargo (Lutjanus purpureus) é uma espécie categorizada como “Em Perigo” de extinção na Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção para Peixes e Invertebrados Aquáticos, definida pela Portaria MMA 1.667/2026.

A categoria indica que a espécie enfrenta risco muito alto de extinção na natureza, caso medidas de proteção e manejo não sejam intensificadas. Por isso, é necessário um Plano de Recuperação da espécie, que estabelece diretrizes, objetivos e medidas para promover a conservação e recuperação de espécies ameaçadas aquáticas, reconhecendo a possibilidade de uso sustentável da espécie. Entre as medidas de recuperação do Plano está a definição de um limite de captura anual da espécie.

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Painel de acompanhamento

O painel disponibilizado pelo MPA apresenta o histórico da produção de pargo registrada entre 2021 e 2026, a partir dos dados obtidos pelos instrumentos oficiais de monitoramento da atividade pesqueira. Acesse aqui o Painel de acompanhamento da pesca do pargo.

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O Ministério da Pesca e Aquicultura reafirma seu compromisso com a sustentabilidade dos recursos pesqueiros e com a continuidade da atividade pesqueira. As medidas de ordenamento, monitoramento e controle adotadas integram esse compromisso e buscam assegurar o uso sustentável do recurso, contribuindo para a recuperação do estoque da espécie e para a manutenção da atividade pesqueira em bases sustentáveis ao longo do tempo.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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