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Safra de arroz no Rio Grande do Sul registra alta produtividade, mas preços seguem pressionados

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A safra de arroz 2025/26 foi concluída no Rio Grande do Sul com resultados expressivos em produtividade e qualidade dos grãos, consolidando mais um ciclo de forte desempenho da rizicultura gaúcha. Apesar dos números positivos nas lavouras, os produtores enfrentam um cenário desafiador no mercado, marcado por preços baixos, dificuldade de comercialização e margens cada vez mais apertadas.

As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar, que confirma o encerramento da colheita em todo o Estado. Segundo dados do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), a área cultivada alcançou 891.908 hectares na temporada.

Produção elevada aumenta pressão sobre o mercado

Embora a safra tenha apresentado excelentes resultados agronômicos, a elevada oferta do cereal no mercado tem dificultado a recuperação dos preços pagos ao produtor.

De acordo com a Emater/RS-Ascar, a liquidez permanece reduzida, limitando o poder de negociação dos rizicultores e dificultando a comercialização dos estoques. O cenário é agravado pelo fato de que as cotações atuais seguem abaixo dos custos de produção em diversas regiões produtoras.

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A combinação entre oferta abundante e demanda insuficiente para absorver o volume disponível tem mantido o mercado pressionado desde o encerramento da colheita.

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Alta dos fertilizantes preocupa produtores para a próxima safra

Outro fator que vem gerando preocupação entre os produtores gaúchos é a valorização dos insumos agrícolas, especialmente dos fertilizantes.

Segundo a Emater, o aumento dos custos de produção tem deteriorado a relação de troca e elevado a cautela dos agricultores em relação ao planejamento da próxima temporada.

Diante desse cenário, muitos produtores já avaliam estratégias para reduzir riscos e otimizar investimentos, enquanto acompanham a evolução do mercado e dos custos de produção.

Preparação para a próxima safra avança no Estado

Com a colheita encerrada, os trabalhos de preparação das áreas para o próximo ciclo produtivo já começaram em diversas regiões do Rio Grande do Sul.

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Na região administrativa da Emater em Bagé, produtores de São Borja aproveitam o período de clima seco para intensificar as operações de manejo e preparo das áreas destinadas ao cultivo de arroz na próxima safra.

Em São Gabriel, parte das áreas colhidas está sendo utilizada para pastejo animal, enquanto outras recebem a implantação de azevém, fortalecendo os sistemas de integração entre lavoura e pecuária.

Essa estratégia contribui para melhorar a utilização das áreas agrícolas durante a entressafra, além de agregar benefícios ao solo e à produção pecuária.

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Preço da saca volta a recuar no mercado gaúcho

O mercado de arroz registrou nova queda nas cotações ao longo da última semana.

Levantamento realizado pela Emater/RS-Ascar aponta que o preço médio da saca de 50 quilos apresentou retração de 0,95% em relação à semana anterior.

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A cotação média passou de R$ 58,66 para R$ 58,10 por saca, reforçando o cenário de pressão sobre a rentabilidade dos produtores.

Setor busca recuperação das cotações

Apesar dos bons resultados obtidos no campo, o setor arrozeiro gaúcho segue atento à necessidade de recuperação dos preços para garantir maior equilíbrio econômico à atividade.

A expectativa dos produtores é que a redução gradual da oferta ao longo dos próximos meses contribua para melhorar a liquidez do mercado e favorecer uma reação das cotações.

Enquanto isso, o avanço dos custos de produção e a instabilidade dos preços continuam sendo os principais desafios para a sustentabilidade da cadeia produtiva do arroz no Rio Grande do Sul.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Encefalites equinas ameaçam rebanhos no Brasil e reforçam importância da vacinação preventiva

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Com um rebanho estimado em cerca de 5,8 milhões de equinos, o Brasil figura entre os maiores criadores de cavalos do mundo. A atividade movimenta bilhões de reais anualmente e desempenha papel estratégico em segmentos como esporte, lazer, trabalho e reprodução. Nesse cenário, a prevenção de doenças que afetam a saúde dos animais é considerada fundamental para a sustentabilidade da equideocultura nacional.

Entre os principais desafios sanitários do setor estão as encefalites equinas, enfermidades virais que afetam o sistema nervoso central e podem causar sérios prejuízos aos criadores. As doenças exigem atenção permanente de proprietários, médicos-veterinários e profissionais ligados à cadeia produtiva dos equinos.

Encefalites equinas representam risco para a saúde animal

As principais enfermidades desse grupo incluem a Encefalite Equina do Leste (EEE), a Encefalite Equina do Oeste (WEE) e a Encefalite Equina Venezuelana (VEE). Todas são transmitidas principalmente pela picada de mosquitos dos gêneros Culex e Aedes, que atuam como vetores dos vírus causadores da doença.

Os animais infectados podem apresentar sintomas neurológicos graves, alterações comportamentais, perda de coordenação motora, dificuldade de locomoção e redução significativa do desempenho físico. Em casos mais severos, a doença pode evoluir para óbito.

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Por se tratar de enfermidades que afetam diretamente o sistema nervoso, especialistas alertam para a importância da adoção de medidas preventivas contínuas ao longo de todo o ano.

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Cavalos de competição exigem atenção redobrada

Animais que participam regularmente de provas, exposições, leilões e competições equestres estão entre os mais expostos aos riscos sanitários.

O deslocamento frequente para diferentes regiões aumenta o contato com ambientes variados e pode elevar a exposição aos mosquitos transmissores, especialmente em locais com condições favoráveis à proliferação dos insetos.

Raças de grande relevância para a equideocultura brasileira, como o Quarto de Milha e o Mangalarga Marchador, somam mais de 700 mil animais registrados no país e movimentam mais de R$ 9 bilhões por ano em atividades relacionadas ao setor.

Diante desse cenário, a manutenção de protocolos sanitários rigorosos é considerada essencial para preservar a saúde e o desempenho dos animais.

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Vacinação é a principal ferramenta de prevenção

Especialistas destacam que a vacinação continua sendo a medida mais eficiente para reduzir os riscos associados às encefalites equinas.

Além da imunização, outras práticas de manejo sanitário contribuem para o controle da doença, como a eliminação de criadouros de mosquitos, o controle de insetos nas propriedades, a drenagem de áreas com água parada e o acompanhamento rigoroso do calendário sanitário dos animais.

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Segundo Chester Batista, gerente técnico de Equinos da Zoetis Brasil, a prevenção deve ser tratada como prioridade dentro das propriedades.

“A vacinação associada a um manejo sanitário adequado contribui para proteger a saúde dos equinos, preservar seu desempenho e garantir o bem-estar dos animais ao longo de toda a vida produtiva”, ressalta.

Sanidade fortalece a competitividade da equideocultura

O avanço da equideocultura brasileira tem aumentado a necessidade de investimentos em sanidade animal, especialmente em um mercado cada vez mais profissionalizado e exigente.

A adoção de programas preventivos, aliada ao acompanhamento veterinário constante, reduz riscos sanitários, minimiza perdas econômicas e contribui para o desenvolvimento sustentável da atividade.

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Além de proteger os animais contra enfermidades de alto impacto, a prevenção fortalece a segurança sanitária dos plantéis e ajuda a manter a competitividade do setor, que segue entre os mais relevantes da pecuária nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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