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BRICS defende multilateralismo para enfrentar mudança do clima e pede aumento do financiamento vindo de países desenvolvidos

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Os líderes do BRICS reafirmaram, neste domingo (6/7), o compromisso com o multilateralismo como caminho para enfrentamento a desafios globais como a mudança do clima. Também reforçaram a demanda a países desenvolvidos pelo aumento dos fluxos de financiamento a nações em desenvolvimento para a transição energética, proteção da biodiversidade e combate à crise climática e à desertificação. Os pleitos integram a declaração adotada durante a 17ª cúpula do bloco que começou neste domingo (6/7) no Rio de Janeiro (RJ).

Na seção “Combatendo a Mudança do Clima e Promovendo o Desenvolvimento Sustentável, Justo e Inclusivo”, os chefes de Estado e governo do BRICS conclamam os países a cumprirem os acordos assumidos no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês) e do Acordo de Paris. Um dos principais objetivos do tratado internacional, ratificado por 196 nações, é conter o aumento da temperatura do planeta a 1,5ºC grau em relação aos níveis pré-industriais. 

Reconhecem, nesse sentido, a necessidade de promover transições energéticas justas, ordenadas, equitativas e inclusivas e de reduzir as emissões de gases do efeito estufa.

Além disso, expressam apoio à Conferência do Clima que ocorre em Belém (PA) sob a liderança brasileira (COP30) e manifestam o compromisso para que ela seja “bem-sucedida, que impulsionará o progresso na implementação da UNFCCC e de seu Acordo de Paris.” 

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Também prometem manter o engajamento na negociação em curso de um instrumento internacional juridicamente vinculante, justo, eficaz e equilibrado sobre a poluição plástica, inclusive no ambiente marinho, levando em consideração as necessidades e prioridades dos países em desenvolvimento. 

Financiamento e Fundo Florestas Tropicais para Sempre

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Os líderes do BRICS destacam que a garantia, a países em desenvolvimento, de financiamento climático acessível “com a urgência adequada e sob custos viáveis” é essencial para facilitar trajetórias de transições justas que combinam ação climática com desenvolvimento sustentável. Enfatizam também que a mobilização de recursos sob a UNFCCC e o Acordo de Paris “é uma responsabilidade dos países desenvolvidos para com os países em desenvolvimento”.

Nesse escopo, encorajam potenciais países doadores a anunciarem contribuição ambiciosas para o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês), mecanismo inovador para proporcionar a nações com florestas tropicais pagamentos em larga escala, previsíveis e baseados em desempenho, com o objetivo de manter e ampliar a cobertura florestal – oferecendo incentivos positivos alinhados ao planejamento fiscal nacional. 

Apresentado pelo Brasil na COP28, nos Emirados Árabes Unidos, e com entrega prevista para a COP30, o TFFF tem se consolidado como novo modelo global de financiamento climático por ter sido proposto pelo Sul Global e propor a destinação de ao menos 20% dos aportes levantados para populações indígenas e povos e comunidades tradicionais.

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A demanda dos líderes do BRICS pelo aumento do financiamento público e privado vindo de países desenvolvidos ocorre também para a promoção da conservação e do uso sustentável da biodiversidade, no âmbito da Convenção sobre Diversidade Biológica, e do enfrentamento à desertificação, sob a Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca.

A Cúpula terá ainda a adoção da Declaração-Marco dos Líderes do BRICS sobre Finanças Climáticas. 

Declaração de ministros de Meio Ambiente

A seção “Combatendo a Mudança do Clima e Promovendo o Desenvolvimento Sustentável, Justo e Inclusivo” se baseou nas discussões do Grupo de Trabalho (GT) de Meio Ambiente do BRICS, que resultaram em declaração conjunta adotada pelos ministros de Meio Ambiente do grupo em abril em Brasília (DF).

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“Fortalecendo a Cooperação do Sul Global para uma Governança mais Inclusiva e Sustentável”

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Com o mote “Fortalecendo a Cooperação do Sul Global para uma Governança mais Inclusiva e Sustentável”, a Declaração do Rio de Janeiro sela o compromisso do BRICS com o fortalecimento do multilateralismo, a defesa do direito internacional e a busca por uma ordem global mais equitativa. O documento reflete meses de articulação intensa, com mais de 200 reuniões e 200 novos mecanismos de cooperação criados ou fortalecidos em áreas como combate à fome, mudança do clima e tecnologias emergentes.

Sobre o BRICS

O BRICS é um agrupamento formado por 11 países membros: Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã. Serve como foro de articulação político-diplomática de países do Sul Global e de cooperação nas mais diversas áreas. 

Os países do BRICS representam 48% da população mundial, 36% do território do planeta, 40% do PIB global e 21,6% do comércio (TradeMap; Banco Mundial). A corrente de comércio do Brasil com o BRICS totalizou US$ 210 bilhões, representando 35% do total em 2024.

Leia a Declaração de Líderes da 17ª Cúpula do BRICS: versões em português e em inglês

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Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051

Acesse o Flickr do MMA

 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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BRASIL

Presidente sanciona Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta quarta-feira (16/9), a lei que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). O principal objetivo é ampliar a agregação de valor em território nacional, estimulando a pesquisa e a lavra, bem como o beneficiamento, a transformação e a mineração urbana. A medida visa garantir a soberania sobre o uso desses recursos naturais para o desenvolvimento econômico, tecnológico e social do país.

A iniciativa busca, ainda, criar condições para que minerais considerados críticos ou estratégicos contribuam para a industrialização, a inovação tecnológica, a segurança energética e tecnológica, a sustentabilidade e o desenvolvimento regional. 

A política prevê mecanismos de financiamento e de incentivos fiscais para estimular a agregação de valor, exigindo das empresas investimentos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), cumprimento de contrapartidas socioambientais e uso de produtos e mão de obra locais, além de outras exigências.

CONSELHO NACIONAL — A lei também cria o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), órgão vinculado à Presidência da República, que será o principal espaço de coordenação, planejamento e acompanhamento da PNMCE. O Conselho deverá reunir representantes do Executivo Federal, dos demais entes federativos, do setor privado e da academia. 

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O presidente Lula também assinou o decreto que regulamenta a estrutura, o funcionamento e as competências do CIMCE. Entre as atribuições do Conselho está a formulação do Plano Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, instrumento que deve orientar as prioridades nacionais para o setor. 

O CIMCE também atuará na seleção e habilitação de projetos, podendo aprovar e habilitar aqueles considerados prioritários, além de participar da análise e homologação de determinadas reorganizações e mudanças de controle societário relacionadas aos ativos minerais. 

Caberá ao Conselho, ainda, definir e atualizar a lista de minerais críticos e estratégicos, permitindo que a política acompanhe mudanças tecnológicas, econômicas, geopolíticas e industriais. O CIMCE terá outras atribuições, entre elas a de definir diretrizes para a aplicação de recursos destinados à diversificação econômica dos territórios impactados pela atividade mineral. 

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Ao mesmo tempo, a lei preserva as competências da Agência Nacional de Mineração (ANM), mantendo suas atribuições regulatórias, fiscalizatórias e de outorga.

CRÉDITO FISCAL — Com o objetivo de estimular e fortalecer as etapas da cadeia produtiva que transformam o recurso mineral em produtos de maior conteúdo tecnológico e econômico, a lei cria o Programa Federal de Beneficiamento e Transformação de Minerais Críticos e Estratégicos (PFMCE). 

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Com ele, as empresas poderão transformar em crédito fiscal até 20% de seus gastos com beneficiamento, transformação e mineração urbana. O programa terá limite fiscal de R$ 1 bilhão por ano entre 2030 e 2034, e os projetos deverão ser previamente aprovados pelo CIMCE.

FUNDO GARANTIDOR — A política também cria o Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM), visando reduzir riscos e ampliar a capacidade de investimento no setor. O FGAM poderá receber aporte de até R$ 2 bilhões da União, além de recursos de estados, municípios e entes privados.

PESQUISA E RASTREABILIDADE — Na lei, constam instrumentos para aproximar o setor mineral de universidades, startups, instituições científicas e centros de pesquisa por meio da Rede Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Formação Profissional em Minerais Críticos e Estratégicos (RNMCE). O projeto prevê mecanismos de rastreabilidade da cadeia produtiva, abrangendo origem, licenças ambientais, outorgas, transporte e reciclagem, inclusive na mineração urbana. 

ESTRUTURA DO CIMCE — A estrutura do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE) tem em sua composição três instâncias de atuação: 

Pleno – instância superior de formulação de política, orientação estratégica, planejamento e deliberação normativa do Conselho, composto por: Ministro de Estado Chefe da Casa Civil da Presidência da República, presidente do conselho; Ministro de Estado de Minas e Energia; Chefe do gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República; Ministro de Estado da Agricultura e Pecuária; Ministro de Estado da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos; Ministro de Estado da Secretaria Geral da Presidência da República; Ministro de Estado do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; Ministro de Estado da Fazenda; Ministro de Estado do Planejamento e Orçamento; Ministro de Estado das Relações Exteriores; Ministro de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação; Ministro de Estado da Defesa; Ministro de Estado do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

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Também participam com direito a voto um representante legal dos estados e do Distrito Federal, um representante dos municípios, dois representantes do setor privado e um representante de instituições de ensino superior. Tais membros e seus suplentes serão designados pelo presidente do Conselho e possuem mandato de dois anos.

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Comitê Executivo – grupo responsável pela aprovação, classificação e priorização dos projetos submetidos ao CIMCE, composto por um representante de cada um dos órgãos: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, que o presidirá; Casa Civil da Presidência da República; Ministério de Minas e Energia; Ministério da Fazenda; Ministério do Planejamento e Orçamento; Ministério das Relações Exteriores; Ministério da Defesa; Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação; e Ministério de Meio Ambiente e Mudança do Clima.

Secretaria Executiva – responsável, no âmbito do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços como estrutura técnico-administrativa, pela organização dos trabalhos e pela coordenação da instrução das matérias submetidas ao Pleno e ao Comitê Executivo. Suas principais atribuições compreendem: Cadastro e Habilitação de Projetos; Política, Fomento e Parcerias; e Triagem de Investimentos. 

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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