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Marina defende reforma do sistema de financiamento para proteção da biodiversidade

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A ministra Marina Silva defendeu nesta quinta-feira (31/10) maior financiamento global para a proteção da biodiversidade e uma reforma nos mecanismos que mobilizam esses recursos. Em entrevista coletiva na COP16 da Biodiversidade, em Cali, na Colômbia, a ministra afirmou que os instrumentos devem ser revistos para atender às demandas dos países em desenvolvimento e, em particular, das nações megadiversas. 

“Temos uma tragédia na Espanha em que choveu em algumas horas o que era para chover em um ano. Temos rios completamente secos na Amazônia. Temos uma grande quantidade de espécies que já entraram em extinção ou estão à beira dela. Não há mais tempo a perder. Já ficamos 32 anos discutindo qual é a arquitetura, o processo, a forma”, disse Marina. 

Segundo a ministra, “agora só há um caminho: criar meios ágeis, transparentes, com fluxos financeiros constantes e na quantidade adequada para a implementação do que necessitamos fazer”.

Um dos temas-chave das negociações da COP16 é o financiamento para a preservação da natureza: há dois anos, os países desenvolvidos comprometeram-se a mobilizar US$ 20 bilhões anuais até 2025 em recursos públicos para financiar a preservação da biodiversidade nos países em desenvolvimento. Segundo Marina, até o momento foram mobilizados aproximadamente US$ 200 milhões, com uma promessa de chegar a US$ 407 milhões. 

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“O financiamento está totalmente aquém do que foi o compromisso assumido de chegarmos a US$ 20 bilhões por ano, para viabilizar o que nós nos comprometemos em relação à redução de perda de biodiversidade, preservação, restauração e uso sustentável da biodiversidade”, disse a ministra. 

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O Brasil também defende mudanças na governança dos mecanismos de financiamento, com a criação de um novo fundo para a biodiversidade com maior representatividade e poder de decisório dos países em desenvolvimento. O instrumento atual funciona sob o Fundo Global de Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês), vinculado ao Banco Mundial.

No GEF, os países em desenvolvimento precisam fazer rodízio de assentos, enquanto as nações doadoras têm assentos fixos. Dezesseis países africanos têm um voto, e Brasil, Colômbia e Equador — países com mais biodiversidade no planeta — dividem uma cadeira.

A reforma, disse Marina, é importante para que “os organismos internacionais deem conta da nova complexidade e do sentido de urgência que o mundo está vivendo”:

“Existe a necessidade de uma mudança nesses mecanismos de financiamento, que não atingem as necessidades do Sul Global e particularmente de países biodiversos, que não se sentem adequadamente representados da forma como hoje tem sido operacionalizados esses mecanismos”, afirmou a ministra. 

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Outro debate central desta COP é a repartição justa e equitativa dos benefícios gerados pelo uso de recursos genéticos e da correspondente informação de sequência digital, assim como dos conhecimentos tradicionais associados dos povos indígenas e comunidades tradicionais. O Brasil defende a criação de um instrumento exclusivo para o pagamento desses recursos. 

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A ministra participou da entrevista coletiva acompanhada da ministra de Povos Indígenas, Sonia Guajajara; do secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco; da secretária de Bioeconomia do MMA, Carina Pimenta; da diretora de Meio Ambiente do MRE, Maria Angelica Ikeda; e do diretor de Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade do MMA, Bráulio Dias.

Entre outras agendas nesta quinta, Marina reuniu-se com a ministra do Meio Ambiente da Colômbia, Susana Muhamad, para tratar de aspectos relacionados às negociações da conferência. Também participou do encerramento do Pavilhão Brasil na COP16, em que houve apresentação de documento sobre contribuições do Brasil para as metas do Marco Global da Biodiversidade, disponível aqui.

 

Assessoria de Comunicação do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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BRASIL

Ministro Luiz Marinho visita Museu Hip-Hop e destaca qualificação profissional no setor cultural em Porto Alegre (RS)

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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, visitou, neste sábado (27), o Museu da Cultura Hip-Hop do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre (RS), onde conheceu o trabalho desenvolvido pela instituição, que oferece cursos de formação em gestão cultural com ênfase no movimento hip hop. As capacitações qualificam jovens trabalhadores gaúchos em áreas como captação de recursos, prestação de contas, elaboração e apresentação de projetos, além de estratégias de comunicação e marketing.

O ministro foi recebido pelo rapper e fundador do Museu da Cultura Hip-Hop do Rio Grande do Sul, Rafa Rafuagi, que, juntamente com os instrutores da escola, apresentou as ações desenvolvidas pelo espaço, que já formou duas turmas desde o ano passado.

“Começamos aqui em um terreno baldio e, a partir desse espaço, construímos nossa estrutura. Por meio do programa de qualificação profissional, estamos repassando nosso conhecimento aos jovens que se interessam pelo movimento hip hop”, afirmou Rafael, que atua na disseminação da cultura por meio da iniciativa.

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Os cursos foram iniciados em 2024, por meio de um Acordo de Cooperação Técnica entre o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e o Senac Nacional, com apoio da Associação da Cultura Hip-Hop (ACHE) e do Museu da Cultura Hip-Hop do Rio Grande do Sul.

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As formações são gratuitas e contam com o apoio da Gerência de Cultura do Sesc gaúcho e do Museu da Cultura Hip-Hop do Rio Grande do Sul. A primeira turma, direcionada aos integrantes do movimento hip-hop, teve como objetivo formar multiplicadores para disseminar o conhecimento em suas comunidades.

“A iniciativa fortalece não apenas o movimento hip hop, mas também diversos setores culturais, oferecendo oportunidades de empreendedorismo por meio das políticas de qualificação e das iniciativas solidárias”, destacou o ministro, que percorreu a história do movimento ao conhecer os diferentes espaços do museu.

Inclusão produtiva

O Acordo de Cooperação Técnica promove a inclusão produtiva e o empreendedorismo, aliados aos princípios da economia popular e solidária, como autogestão, cooperação, solidariedade, igualdade, sustentabilidade e valorização do trabalho humano.

Durante a visita, o ministro esteve acompanhado do superintendente Regional do Trabalho e Emprego do Rio Grande do Sul, Claudir Nespolo, que ressaltou a importância de investir no segmento.

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“São cursos gratuitos voltados à atuação em eventos e produção cultural, ampliando as oportunidades de geração de renda e inserção produtiva”, explicou o superintendente.

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A iniciativa prevê a oferta de até 3.800 vagas para o curso de Produção Cultural, por meio do Programa Manuel Querino de Qualificação Profissional do MTE.

Luiz Marinho destacou a importância da iniciativa para o setor cultural. “A oferta dos cursos amplia as oportunidades de inclusão produtiva na área cultural”, ressaltou o Luiz Marinho ao conversar com instrutores e jovens participantes da formação.

Para o fundador do Museu da Cultura Hip-Hop do Rio Grande do Sul, Rafa Rafuagi, “a falta de conhecimento técnico, muitas vezes, limita o acesso do setor a benefícios e parcerias oferecidas à área cultural”.

Confira os cursos gratuitos da Trilha Formativa em Gestão Cultural e inscreva-se: https://trilha.sc.senac.br/mte

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Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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