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Proteção digital ganha reforço com novas regras, fiscalização de plataformas e ações de inteligência artificial

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Brasília, 13/5/26 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) consolidou, no primeiro quadrimestre de 2026, uma série de ações estratégicas no campo dos direitos digitais e da proteção de crianças, adolescentes e mulheres no ambiente on-line.

As ações integram o eixo 3 do Relatório de Gestão Quadrimestral e abrangem desde a regulamentação do Estatuto da Criança e do Adolescente Digital (ECA Digital) até ações de fiscalização contra plataformas que descumprem a legislação vigente.

Regulamentação

Em 18 de março de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um pacote de três decretos que operacionalizam a Lei nº 15.211/2025, conhecida como ECA Digital. As medidas criam uma estrutura integrada de proteção no ambiente virtual.

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O Decreto nº 12.880/2026 regulamenta a lei de forma substantiva, estruturando três frentes de operacionalização: verificação de idade com preservação de privacidade, regras para coibir a adoção de design manipulativo em aplicativos digitais e criação da Política Nacional de Promoção e Proteção dos Direitos da Criança e do Adolescente na Polícia Federal. O instrumento reforça que verificação de idade não se confunde com verificação de identidade e combate práticas de design manipulativo em plataformas digitais.

O Decreto nº 12.881/2026 reestrutura a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), consolidando sua autonomia funcional, técnica, decisória, administrativa e financeira. A medida amplia a capacidade da agência de regulamentar, fiscalizar e aplicar sanções previstas no ECA Digital.

Já o Decreto nº 12.882/2026 institui, na estrutura da Polícia Federal (PF), o Centro Nacional de Proteção à Criança e ao Adolescente, responsável por receber e triar denúncias, coordenar respostas operacionais com órgãos competentes e produzir inteligência sobre padrões de violação de direitos digitais.

É a primeira vez que plataformas serão obrigadas a reportar crimes diretamente às autoridades policiais brasileiras, o que reforça a soberania nacional sobre o tema da proteção da infância.

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Influenciadores mirins

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Em paralelo à regulamentação, o MJSP constituiu, em 1º de abril de 2026, o Comitê Interinstitucional sobre Trabalho Artístico de Crianças e Adolescentes em Plataformas Digitais, por meio da Portaria Sedigi/MJSP nº 1/2026. O órgão reúne entidades do sistema de Justiça, do Poder Executivo e da sociedade civil para tratar da proteção de criadores mirins — tema que ganhou relevância após acordo firmado entre o Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério Público Estadual (MPE) e a Meta, em março deste ano.

O Comitê trabalha na elaboração de diretrizes para alvarás judiciais de atividade artística de crianças e adolescentes em ambiente digital e de mecanismos de monitoramento do trabalho infantil digital.

Também foi concluído, em 29 de abril de 2026, um ciclo de reuniões bilaterais com YouTube, TikTok, Instagram, Twitch e Kwai.

Classificação Indicativa

O primeiro ciclo completo da política de Classificação Indicativa sob o novo eixo de interatividade, introduzido pela Portaria MJSP nº 1.048/2025 e pelo Decreto nº 12.880/2026, registrou 2.204 atos de classificação entre 17 de março e 28 de abril de 2026, com média de 22 atos por dia.

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A análise técnica para classificação das redes sociais, de jogos e de aplicativos passa a levar em conta, além do conteúdo, fatores de risco associados à interatividade, o que resultou em alguns casos na reclassificação para faixas etárias mais elevadas.

Jogos digitais com mecanismos de recompensa aleatória (loot boxes) passam a ser não recomendados para menores de 18 anos por conta dessa funcionalidade. Conteúdos televisivos com publicidade de apostas também tiveram restrição de horário.

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Guia do Usuário Brasileiro de Inteligência Artificial

O MJSP elaborou o Guia do Usuário Brasileiro de Inteligência Artificial — Definições, Direitos e Governança de IA no Brasil, documento elaborado em linguagem acessível. O instrumento foi submetido à consulta pública na plataforma Brasil Participativo entre 20 de março e 4 de maio de 2026, com lançamento oficial previsto para junho deste ano.

Estruturado em três eixos — fundamentos conceituais, explicação de sistemas algorítmicos e direitos e governança —, o guia representa a primeira iniciativa voltada diretamente ao cidadão no eixo regulatório do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA 2024–2028).

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Fiscalização ativa

O Ministério promoveu atuação direta de fiscalização sobre plataformas digitais em três frentes. Em março de 2026, o MJSP notificou o TikTok Brasil diante da disseminação de conteúdos misóginos associados à trend “caso ela diga não”, que simulavam agressões físicas contra mulheres, resultando na instauração de inquérito pela Polícia Federal.

Em abril, ofícios foram encaminhados ao Google Brasil e à Apple requisitando esclarecimentos sobre a disponibilização de aplicativos de apostas sem a verificação de idade exigida no ECA Digital, de modo a coibir o acesso por crianças e adolescentes a esses aplicativos.

Impacto estruturante

As ações do eixo 3 representam mudança estrutural na atuação do Estado brasileiro no ambiente digital, com regulação baseada em evidências, proteção estruturada de crianças e adolescentes, fiscalização ativa de grandes plataformas e fortalecimento dos direitos dos cidadãos diante de sistemas algorítmicos.

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O MJSP reforça que a construção de um ambiente virtual mais seguro passa por garantir que a legislação brasileira também seja corretamente aplicada na Internet.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Ministério do Turismo apresenta iniciativas para impulsionar investimentos no setor de parques, atrações e entretenimento

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O Ministério do Turismo apresentou nesta quarta-feira (13), durante o SINDEPAT Summit 2026 – principal evento do setor de parques, atrações e entretenimento do Brasil – duas importantes iniciativas que têm objetivo de estimular investimentos privados neste segmento.

O encontro, organizado pelo Sistema Integrado de Parques e Atrações Turísticas (Sindepat), segue até esta sexta-feira (14), no Rio de Janeiro, e reúne líderes, executivos, investidores, fornecedores e especialistas do setor.

O Ministério apresentou no SINDEPAT Summit 2026 o Portal de Investimentos (investimento.turismo.gov.br): uma plataforma digital que atua como um hub para conectar investidores, empreendedores e o poder público, facilitando a captação de recursos para o setor turístico brasileiro.

Atualmente, há 73 projetos mapeados no Portal, que representam um investimento total de R$ 5,62 bilhões e expectativa de gerar quase 100 mil empregos diretos. Há expectativa de mapear mais 30 projetos até o ano que vem.

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No Portal, há alguns parques mapeados, como o Parque Ecológico da Serra da Canastra, em Delfinópolis (MG); o Parque de Aventuras Taquarussu, em Mogi das Cruzes (SP); Parque Subaquático, em Balneário Piçarras (SC); e o Parque Astronômico das Missões, em São Miguel das Missões (RS).

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O Ministério também abordou o Programa de Atração de Investimentos Privados para o Turismo, publicado em março deste ano, que tem objetivo de mapear e acompanhar oportunidades de investimentos em destinos turísticos estratégicos, fornecer inteligência de mercado e promover o Brasil como destino competitivo para investimentos nacionais e internacionais em turismo.

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, falou sobre a importância da participação da pasta no evento.

“A participação do Ministério do Turismo em um evento dessa dimensão é estratégica e extremamente relevante para fortalecer o diálogo com o setor, que tem números expressivos e muito positivos. Precisamos trabalhar de forma conjunta para garantir que as empresas do ramo continuem atraindo turistas, movimentando a economia, gerando emprego e riqueza para o nosso país”, disse o ministro.

As ações do Ministério foram apresentadas pela diretora do Departamento de Investimentos, Crédito, Parcerias e Concessões no Turismo, Viviane de Faria.

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R$ 8,5 bilhões

Dados que compõem a 3ª edição do estudo Panorama Setorial e Novos Investimentos, do Sindepat, mostram que atualmente o setor conta com 854 empreendimentos no país, movimentando cerca de 140 milhões de visitantes no Brasil, gerando um faturamento de aproximadamente R$ 8,5 bilhões.

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Atividades e atrações

Ao longo de três dias de evento os participantes terão acesso a palestras, painéis estratégicos e cases de sucesso que revelam as principais tendências, desafios e oportunidades do mercado.

Ao todo, representantes de 14 países estão participando da edição 2026 do Sindepat Summit – quatro a mais em relação à última edição. Mais de 40 empresas estão apresentando novidades em produtos e serviços para o setor.

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Entre os temas abordados estão a formação de equipes de alta performance. a experiência do visitante como estratégia, receitas acessórias e suas oportunidades, e o uso de Inteligência Artificial em diferentes áreas de operações e serviços.

Por Lúcio Flávio
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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