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PEIXOTO DE AZEVEDO

Peixoto: Acusados de ataque que matou dois vão a júri em novembro

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O julgamento pelo Tribunal do Júri da empresária Inês Gemilaki, do filho dela, o médico Bruno Gemilaki Dal Poz, e do cunhado, Eder Gonçalves Rodrigues, foi marcado para 18 de novembro de 2026, em Sinop (500 km ao Norte). Os réus respondem pelo ataque a uma residência que terminou com duas pessoas mortas e outras duas feridas em Peixoto de Azevedo (691 ao Norte). A decisão foi proferida pela juíza Giselda Regina Sobreira de Oliveira Andrade, que também manteve a prisão preventiva dos três acusados. O documento impõe restrições de acesso ao plenário de julgamento.

O crime ocorreu em 21 de abril de 2024, durante um almoço de família na residência de Erneci Afonso Lavall. Segundo a denúncia, Inês e Bruno entraram pelos fundos do imóvel armados, enquanto Eder teria dado suporte à ação. Durante o ataque, foram efetuados diversos disparos.

Pilso Pereira da Cruz e Rui Luiz Bogo foram atingidos e morreram. José Roberto Domingos e Erneci Afonso Lavall também foram baleados, mas sobreviveram. Toda a ação foi registrada por câmeras de segurança instaladas na residência.

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Conforme a denúncia, o ataque teria sido motivado por um conflito envolvendo uma dívida de Inês com Erneci, relacionada a um contrato de locação. As defesas dos acusados, no entanto, contestam a motivação apontada pelo Ministério Público e sustentam que havia um contexto anterior de animosidade, ameaças e cobranças.

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Após o crime, Inês, Bruno e Eder chegaram a ser considerados foragidos, mas se entregaram à Polícia Civil em 23 de abril de 2024, dois dias após o ataque.

Os três foram pronunciados pela Justiça para responder por homicídios qualificados, com as qualificadoras de motivo fútil e recurso que dificultou a defesa das vítimas, além de tentativas de homicídio qualificadas. As defesas recorreram da decisão de pronúncia, mas os recursos não foram acolhidos. O processo retornou à primeira instância após o encerramento das possibilidades de recurso.

Na decisão mais recente, a juíza manteve a prisão preventiva dos três e autorizou a produção e a exibição das provas requeridas pelas partes durante o julgamento.

Julgamento

O Tribunal do Júri será realizado em 18 de novembro, às 8h, no Plenário do Júri do Fórum da Comarca de Sinop. A sessão será presencial.

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A Justiça também estabeleceu regras específicas para o acesso ao plenário, que possui capacidade para 60 pessoas. Serão reservadas cinco vagas para profissionais de imprensa, uma por veículo. O credenciamento deverá ser feito até as 14h do dia 16 de novembro.

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A decisão determina ainda que apenas a Assessoria de Imprensa do Tribunal de Justiça de Mato Grosso poderá realizar gravações de áudio e vídeo da sessão. O material poderá posteriormente ser cedido aos demais veículos de comunicação.

Os órgãos de imprensa não poderão realizar gravações ou atividades jornalísticas dentro do plenário durante o julgamento. Também foi proibida a entrada de aparelhos eletrônicos, como celulares, gravadores e notebooks, para pessoas que não atuem diretamente nos trabalhos da sessão.

Gazeta Digital

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PEIXOTO DE AZEVEDO

Justiça de Sinop marca data para julgar médico, mãe e mais um por duplo homicídio em Peixoto de Azevedo

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A Justiça de Sinop marcou para o dia 18 de novembro deste ano o júri popular do médico Bruno Gemilaki Dal Poz e sua mãe Inês Gemilaki, além de Éder Gonçalves Rodrigues. Os três são acusados de matar Pilson Pereira da Silva, de 69 anos, e Rui Luiz Bogo, de 81, durante confraternização em Peixoto de Azevedo (197 km de Sinop), em abril de 2024.

Na mesma decisão, a juíza Giselda Regina decidiu que os réus deverão continuar na cadeia. “Observando o que consta dos autos, entendo que ainda perduram os requisitos ensejadores da segregação cautelar, eis que não houve alteração no quadro fático que justifique a restituição da liberdade aos acusados, não havendo motivos para alterá-la. Assim, por verificarem-se presentes os requisitos e pressupostos necessários à manutenção da prisão preventiva”, afirmou a magistrado.

Recentemente, a Justiça de Mato Grosso condenou o trio ao pagamento de R$ 267,9 mil em indenizações por danos materiais e morais a empresário, proprietário da residência, que sobreviveu ao ataque a tiros ocorrido na casa dele e que matou Pilson e Rui Luiz. A decisão foi do juiz João Zibordi Lara, da 2ª Vara do município, que reconheceu a responsabilidade solidária dos três pela invasão ao imóvel, disparos de arma de fogo, destruição de bens e pelos danos psicológicos causados ao autor.

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Na sentença, o magistrado determinou o pagamento de R$ 27,9 mil por danos materiais, referentes aos reparos realizados na residência, incluindo reposição de vidros, cortinas, reforma de sofá e pintura, além de R$ 240 mil por danos morais. Embora tenha reconhecido que Erneci contribuiu para a escalada do conflito ao admitir que enviou terceiros para realizar cobrança extrajudicial de uma dívida já discutida judicialmente, o juiz entendeu que essa conduta não justificava a reação armada dos réus. Por isso, aplicou redução de 20% sobre o valor inicialmente fixado para os danos morais, em razão da culpa concorrente da vítima.

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Na decisão, o juiz destacou que as provas documentais, testemunhais e audiovisuais comprovaram que os três réus invadiram a residência armados durante uma confraternização familiar, efetuaram diversos disparos e causaram destruição no imóvel, além de provocar intenso abalo emocional ao proprietário e às pessoas presentes. O magistrado ressaltou que a ação resultou na morte de duas pessoas, deixou uma terceira ferida e transformou o imóvel em cenário de violência extrema, circunstâncias que justificaram a condenação.

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A sentença também manteve a responsabilidade solidária dos três condenados, estabelecendo que todos respondem integralmente pelos prejuízos causados. Além das indenizações, eles foram condenados ao pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios, fixados em 10% sobre o valor atualizado da condenação. Ainda cabe recurso da decisão.

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