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Petroleiros prometem ‘greve histórica’ se Petrobras for privatizada

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Petroleiros prometem 'greve histórica' se Petrobras for privatizada
Felipe Moreno

Petroleiros prometem ‘greve histórica’ se Petrobras for privatizada

O coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, afirmou nesta quinta-feira (12) que a categoria fará “a maior greve da história” caso o presidente Jair Bolsonaro (PL) paute a privatização da Petrobras.

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“Ao invés de buscar um ‘bode expiatório’ para enganar a população, fingindo preocupação, Bolsonaro deveria assumir o papel de mandatário e acabar com essa política de preços covarde, que vem levando o povo cada vez mais à miséria”, declarou Bacelar pelo Twitter.

“Bolsonaro, repito: você vai ver a maior greve da história da categoria petroleira caso ouse pautar a privatização da Petrobrás”, continuou.

 

 

Neste mês, a Petrobras  reajustou em 8,87% o preço do diesel nas refinarias. Com isso, o preço médio do combustível para as distribuidoras passou de R$ 4,51 para R$ 4,91 por litro.

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Desde 2016, a estatal baseia seus preços de acordo com a cotação do petróleo no mercado internacional. É a chamada política de Preço de Paridade Internacional (PPI).

A fala de Deyvid Bacelar é uma dura reação à  declaração do novo ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida. Em seu primeiro discurso, ele afirmou que pediria estudos ao ministro Paulo Guedes, da Economia, sobre a privatização da Petrobras e da PPSA, responsável pelo Pré-sal.

“Meu primeiro ato como ministro de Minas e Energia é solicitar ao ministro Paulo Guedes que leve ao conselho do PPI a inclusão da PPSA no PND [Plano Nacional de Desestatização] para avaliar as alternativas para a sua desestatização”, disse Sachsida.

“Ainda como parte do meu primeiro ato, solicito também o início dos estudos tendentes à proposição das alterações legislativas necessárias à desestatização da Petrobras”.

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O economista, que trabalhava como secretário especial do Ministério da Economia, é um dos homens de confiança de Guedes. Ele assumiu o novo cargo após a exoneração de Bento Albuquerque no último dia 11. Albuquerque deixou o Ministério de Minas e Energia diante das pressões sobre os sucessivos aumentos nos preços dos combustíveis.

Mesmo com as sinalizações, a privatização da Petrobras parece sofrer resistência no Congresso Nacional,  inclusive pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

O parlamentar disse ontem que não considera que a desestatização da companhia “esteja no radar”, porque “o momento é muito ruim para isso”.

“Eu acho importante que tenhamos um estudo aprofundado sobre possibilidades relativamente à Petrobras. Mas não considero que esteja no radar ou na mesa de discussão neste momento a privatização da empresa porque o momento é muito ruim para isso”, afirmou ele após participar de uma reunião com secretários de Fazenda dos estados.

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Troca na Petrobras eleva risco de interferência, dizem analistas

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Caio Paes de Andrade foi o nome escolhido para comandar a empresa
Michel Jesus / Câmara dos Deputados

Caio Paes de Andrade foi o nome escolhido para comandar a empresa

Após o governo anunciar a troca na presidência da Petrobras, bancos e corretoras avaliam que a percepção sobre o risco de interferência política na empresa aumenta, o que deve ser negativo para as ações. Para algumas casas, a indicação de Caio Paes de Andrade ainda pode esbarrar no estatuto da empresa.

Ainda assim, as instituições descartam, no momento, alterações drásticas na política de preços praticada pela petroleira. E boa parte delas mantém a recomendação de compra para os papéis da empresa.

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Para isso, os analistas destacam o conjunto de dispositivos legais que protegem a empresa, como a Lei das Estatais, e seu estatuto, além do pouco tempo que o indicado terá até o fim do ano, quando ocorrem novas eleições.

Nome passa?

Os analistas do Itaú BBA, Monique Greco e Eric de Mello, relembram que membros executivos do conselho de administração da companhia precisam de pelo menos dez anos de experiência com liderança, preferencialmente no setor, o que não é o caso de Paes de Andrade.

Na mesma linha, os analistas do UBS BB, Luiz Carvalho, Matheus Enfeldt e Tasso Vasconcellos destacam que o nome dele pode enfrentar resistências internas. 

“Paes ainda precisa ser avaliado pelos mecanismos de governança adequados e as notícias do início de abril (que apresentaram Paes como potencial candidato ao cargo) alegaram que ele não atendia aos critérios regulatórios estabelecidos na Lei das Empresas Estatais e que sua nomeação pode ser questionada por acionistas minoritários”, destacam.

Para o UBS, a troca na presidência tem caráter político e do ponto de vista de governança é negativa, já que Paes de Andrade seria o terceiro presidente em apenas um ano.

Equilíbrio difícil

Para o BTG Pactual, a nova mudança reforça a dificuldade do governo de encontrar um ponto de equilíbrio entre os interesses da União e os estatutos internos da companhia. 

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O banco avalia que novos aumentos de combustíveis dificilmente serão aceitos, colocando em teste a política de preços.

Os analistas Pedro Soares e Thiago Duarte ressaltam ainda que até agora os próprios mecanismos da Petrobras impediram mudanças drásticas na política de preços, mas que o governo cada vez mais percebe que absorve todo o impacto político das elevações e tem pouco controle sobre as decisões diárias da companhia.

“Embora a governança corporativa da Petrobras tenha evitado até agora interferências mais diretas, tememos que o verdadeiro teste ainda esteja por vir. Em última análise, achamos que o novo CEO enfrenta um dilema difícil: como preservar seu próprio emprego seguindo as políticas da empresa e sem comprometer a disponibilidade de combustível do Brasil?”, escreveram os analistas Pedro Soares e Thiago Duarte, O banco destaca que o impacto das sucessivas mudanças na presidência não foi tão negativo para as ações pela manutenção na diretoria da companhia. Caso o governo realize trocas, como vem sinalizando, a percepção de risco pode aumentar. 

O BTG Pactual tem recomendação neutra para Petrobras, com preço-alvo em US$ 15 para os recibos de ação (ADRs) negociados na Bolsa de Nova York. Segundo os analistas do Itaú, a nova troca no comando da petrolífera é ligada aos reajustes recentes nos combustíveis, mesmo que a paridade com os preços internacionais não tenha sido alcançada.

“Os preços domésticos estão consistentemente abaixo da paridade e o intervalo nos reajustes é mais longo do que o necessário para garantir condições competitivas na importação por distribuidoras independentes”, ressaltam.

Na avaliação do Credit Suisse, as mudanças constantes na presidência da Petrobras aumentam a percepção de riscos para o caso de investimento da empresa, principalmente porque as alterações foram anunciadas após os ajustes nos preços de combustíveis. 

“Embora a mudança ainda precise ser votada e aprovada pela governança da empresa, acreditamos que o anúncio provavelmente será recebido negativamente pelo mercado devido a possíveis interrupções e algumas preocupações de interferência política”, destacam os analistas Regis Cardoso e Marcelo Gumiero.

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Para o Goldman Sachs, apesar de a mudança ser negativa, os estatutos da Petrobras e as leis brasileiras reduzem a possibilidade de intervenções do governo.

“Nos mantemos positivos em relação a Petrobras, apesar do fluxo de notícias envolvendo a ação, porque vemos a tese atrativa, com um rendimento de dividendos de 35% em 2022, com espaço limitado para intervenções”, ressaltam os analistas Bruno Amorim, João Frizo e Guilherme Costa Martins.

Política de preços

Para o UBS BB, a mudança não deve gerar alterações na estratégia de preços da estatal, uma vez que o mandato do novo indicado será curto. Os analistas do banco também ressaltam o alinhamento dele com o ministro da Economia Paulo Guedes.

Da mesma forma, os analistas da XP não veem a nova troca de comando como uma mudança na política de preços de combustíveis. Ainda assim, eles avaliam a alta rotatividade como negativa.

“Ainda vemos a Lei das Estatais e o estatuto da Petrobras blindando a empresa de subsidiar combustíveis como no passado, independentemente de quem é o CEO. Em segundo lugar, Caio é fortemente ligado a Paulo Guedes, que não é a favor de mudanças na política de preços de combustíveis da Petrobras”, destacam os analistas Andre Vidal e Junia Gama, em relatório.

Para a Ativa Investimentos, a nova mudança sinaliza o desconforto do acionista majoritário com a forma que a empresa vem sendo tocada.

“A chegada de Caio poderá significar a aplicação de política de preços de derivados ainda mais espaçada, abrindo espaço para a vigoração mais perene de preços defasados frente aos praticados no mercado internacional”, destaca a Ativa.

A corretora afirma ainda que aguardará mais informações para definir se reverá seu posicionamento perante as ações da companhia.

No caso do Credit, os analistas afirmam que, no curto prazo, não esperam alterações significativas na política de preços ou na estratégia geral da empresa focada em águas ultraprofundas e no pré-sal.

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