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EDUCAÇÃO

Escolas mobilizam alunos para o Enem 2025

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O prazo para solicitar a isenção da taxa de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 já começou. Neste momento, as escolas assumem o papel fundamental de incentivar os estudantes concluintes a participarem do exame e, melhor ainda, a fazê-lo de forma gratuita. O envolvimento de diretores, coordenadores pedagógicos e professores é essencial para que os alunos vejam o Enem como uma oportunidade de ingresso na educação superior. 

Com um planejamento detalhado e ações contínuas ao longo do ano letivo, uma escola da rede estadual de Goiás tem se destacado na mobilização dos estudantes para o Enem 2025. A proposta vai além de preparar para a prova: busca conscientizar e engajar os alunos acerca da importância do exame para o seu futuro acadêmico e profissional. 

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O Colégio Estadual Olavo Bilac, localizado em Goiânia, tem investido em uma série de iniciativas, que vão desde simulados mensais e aulões preparatórios até o uso de tecnologia educacional com inteligência artificial voltada ao desenvolvimento de competências essenciais, como leitura, escrita, pensamento crítico e criatividade. 

Estudantes se preparam para o Enem 2025. Foto: Arquivo do Colégio Estadual Olavo Bilac
Estudantes se preparam para o Enem 2025. Foto: Arquivo do Colégio Estadual Olavo Bilac

 Segundo a diretora do Colégio, Ana Catarina de Assis, o engajamento segue um cronograma anual com metas definidas que envolve planejamento de aulas focado nas competências cobradas pelo exame, reuniões com a equipe docente, aulões preparatórios, simulados e monitoramento do desempenho dos alunos. 

“Os professores têm trabalhado em conjunto com os coordenadores pedagógicos para criar um ambiente de apoio. Eles oferecem tutoriais e aulas extras focadas nas áreas mais desafiadoras do exame”, destacou. Além disso, a direção escolar estimula os educadores a manterem um diálogo aberto com os estudantes sobre suas dúvidas e preocupações em relação ao Enem 2025. 

“A escola desempenha um papel fundamental na conscientização dos alunos, pois é o ambiente onde eles recebem orientação e informações relevantes sobre o Enem. É nossa responsabilidade não apenas preparar os alunos academicamente, mas também ajudá-los a entender como o exame pode abrir portas para o futuro deles”, concluiu a diretora. 

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O estudante Lukas Vinícius de Souza faz parte do grupo de estudantes que solicitou a isenção da taxa de inscrição do Enem. Para ele, o processo foi simples. “Recebi auxílio da escola por meio de tutoriais e instruções didáticas que facilitaram a compreensão de todos os passos. Isso fez toda a diferença”, conta. 

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Segundo Lukas, questões familiares e sociais foram determinantes para a solicitação da isenção. A gratuidade da inscrição representa uma oportunidade para estudantes que, assim como ele, veem no Enem 2025 uma chance para o futuro. 

IsençãoOs interessados em pedir isenção da taxa de inscrição do exame e justificar ausência na edição de 2024 devem realizar os procedimentos pela Página do Participante até o dia 25 de abril.  

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Está prevista gratuidade para pessoas que se enquadrem nos seguintes perfis: 

  • Estudantes matriculados no 3º ano do ensino médio em escola pública (em 2025); 

  • Pessoas que fizeram todo o ensino médio em escola pública ou com bolsa integral em escola privada e que possuam renda igual ou inferior a um salário mínimo e meio; 

  • Pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica, de família de baixa renda, com registro no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) do Governo Federal. 

Os participantes do programa Pé-de-Meia também podem solicitar isenção da taxa de inscrição. 

Já a justificativa de ausência é para o participante que conseguiu a isenção da taxa de inscrição no Enem 2024, mas faltou aos dois dias de aplicação e deseja pedir isenção na edição de 2025. O resultado da solicitação de isenção será divulgado no dia 12 de maio. O período de recursos para quem tiver o pedido negado será de 12 a 16 de maio. 

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Vale destacar que a aprovação da solicitação de isenção e da justificativa de ausência não garante a participação no exame. Os interessados devem realizar a inscrição no exame, posteriormente, na Página do Participante. 

Confira o cronograma abaixo: 

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Solicitação de isenção da taxa/Justificativa de ausência 14 a 25 de abril 

Resultado das solicitações de isenção da taxa/Justificativa de ausência12 de maio 

Período de recursos– 12 a 16 de maio 

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Resultado dos recursos– 22 de maio 

Enem– O Exame Nacional do Ensino Médio avalia o desempenho escolar dos estudantes ao final da educação básica. Ao longo de mais de duas décadas de existência, o Enem tornou-se a principal porta de entrada para a educação superior no Brasil, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e de iniciativas como o Programa Universidade para Todos (Prouni). 

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Instituições de ensino públicas e privadas utilizam o Enem para selecionar estudantes. Os resultados são utilizados como critério único ou complementar dos processos seletivos, além de servirem de parâmetro para acesso a auxílios governamentais, como o proporcionado pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). 

Os resultados individuais do Enem também podem ser aproveitados nos processos seletivos de instituições portuguesas que possuem convênio com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para aceitarem as notas do exame. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal. 

 

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Assessoria de comunicação Social do MEC, com informações do Inep 

Fonte: Ministério da Educação

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EDUCAÇÃO

Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

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Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

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A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

Multimídia

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 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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