Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
CARLINDA

EDUCAÇÃO

Guias orientam escolas para análise dos resultados do Ideb

Publicado em

O Ministério da Educação (MEC) promoverá, entre 8 e 11 de setembro, uma mobilização nacional para apropriação dos resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). A iniciativa, intitulada Dia D, busca garantir que as unidades de ensino separem um dia para realizar a leitura detalhada dos resultados da própria escola no Ideb, de forma a aprofundar as análises além da média geral. Para auxiliar na realização desse processo, a pasta disponibilizou, na página do Brasil Aprende+, quatro guias de apoio, cada um trazendo orientações específicas para redes de ensinogestorescoordenadores pedagógicos e professores

Os materiais buscam ressaltar a ideia de que, apesar dos avanços constatados no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) de 2025, redes e escolas crescem em ritmos diferentes. Dessa forma, o objetivo é reforçar a necessidade do fortalecimento do regime de colaboração para ampliar as oportunidades de ensino e reduzir as desigualdades.  

Os guias foram criados para serem utilizados como ponto de partida ou como complemento das estratégias estabelecidas pelas escolas, de maneira a subsidiar o planejamento e o redirecionamento de ações, com vistas à superação das defasagens de aprendizagem identificadas. Os dados encontrados no Dia D devem ser articulados com outros indicadores produzidos na própria escola, como os relatórios individuais e as avaliações internas, e com outros dados relacionados à redução de desigualdades, à promoção de equidade e de clima escolar positivo, além daqueles que as redes e comunidades escolares julgarem relevantes. 

Leia Também:  MEC abre adesão ao segundo ciclo do PDDE Equidade

A construção dos guias segue uma linha comum de raciocínio, com todos eles trazendo apresentação, explicação sobre o Dia D e seus objetivos, considerações sobre a importância de interpretar os dados, instruções de como construir o Dia D e informações sobre as responsabilidades compartilhadas. Além disso, cada um deles trará metodologias para as atividades particulares dos profissionais de educação, bem como orientações para o desenvolvimento dos planos de ação. 

Advertisement
Saiba Mais

Brasil Aprende+ – Vinculado ao Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens, o Brasil Aprende+ é uma estratégia de mobilização nacional que reúne União, estados, municípios e o Distrito Federal para melhorar a aprendizagem dos estudantes do ensino fundamental. O objetivo é identificar os desafios de cada território, chegar às escolas e ajudar as redes na construção de respostas para melhorar a aprendizagem dos estudantes. Para tal, visa transformar os dados do Índice de Aprendizagem da Educação Básica (Ideb) de 2025 em ações concretas dentro das redes e das escolas a partir de 2026. 

A iniciativa tem como foco, na esfera dos cerca de 5,7 mil municípios avaliados, os 442 que apresentaram média inferior a 5 nos anos iniciais do ensino fundamental (sendo que 320 deles registraram crescimento no Ideb enquanto cerca de 120 apresentaram queda ou permaneceram estagnados). Considerando essa diversidade, o MEC não vai tratar o conjunto como uma situação única, mas trabalhar para compreender as diferentes trajetórias e necessidades de cada rede. A mobilização será desenvolvida em oito etapas, com atuação conjunta entre a pasta e as redes de ensino, desde a análise dos resultados até o acompanhamento das ações realizadas nas escolas. 

Leia Também:  Evento do MEC celebra 23 anos da Lei de Libras

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB) 

Fonte: Ministério da Educação

Advertisement
Saiba Mais

Advertisement

EDUCAÇÃO

Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

Published

on

A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Advertisement
Saiba Mais

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

Leia Também:  MEC investiu mais de R$ 53,8 milhões em EPT em Alagoas

Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

Advertisement
Saiba Mais

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

Leia Também:  Publicação aborda educação integral e território

Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

Multimídia

Advertisement
Saiba Mais
 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

Advertisement
Saiba Mais
Continue Reading

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

POLÍTICA MT04/09/2026

Realidades do interior podem inspirar reportagens para o Troféu Parlamento

As diferentes realidades dos municípios de Mato Grosso podem render boas pautas para a segunda edição do Prêmio ALMT de...

POLÍTICA MT03/09/2026

Cultura, memória e cidadania marcam atividades do Instituto Memória no primeiro semestre de 2026

A valorização da história, da cultura e da cidadania marcou as ações desenvolvidas pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT)...

POLÍTICA MT02/09/2026

CPI da Saúde suspende oitivas durante período eleitoral

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) suspendeu, nesta quarta-feira (2), as...

POLÍTICA MT02/09/2026

Comissão de Saúde intensifica fiscalização de hospitais e obras no primeiro semestre

A Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) atuou, no primeiro semestre de...

CARLINDA01/09/2026

Influenciadora de Carlinda e Alta Floresta realiza sonho na Neo Química Arena e entrevista grandes nomes do futebol brasileiro

A influenciadora digital, ex professora e empresária Daiana Perez, natural de Carlinda, no norte de Mato Grosso, viveu um momento...

POLÍTICA MT01/09/2026

Mulheres em situação de violência podem buscar atendimento na Procuradoria da ALMT

Acolher, orientar e encaminhar são alguns dos principais papéis da Procuradoria Especial da Mulher (PEM) da Assembleia Legislativa de Mato...

CARLINDA31/08/2026

Trator de mais de R$ 212 mil leva trabalho de Flavinha ao Assentamento Pinheiro Velho, em Carlinda

O trabalho desenvolvido por Flavinha para a agricultura de Carlinda chegou diretamente ao Assentamento Pinheiro Velho, que recebeu um trator...

CARLINDA

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA