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EDUCAÇÃO

MEC debate Política Nacional de Leitura e Escrita no Congresso

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Para debater a Política Nacional de Leitura e Escrita (PNLE), o Ministério da Educação (MEC) participou, na terça-feira, 1º de julho, de audiência pública realizada pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados. O MEC foi representado pela Secretaria de Educação Básica (SEB).  

A PNLE foi criada pela Lei nº 13.696/18 e busca garantir o acesso democrático ao livro, à leitura, à escrita e às bibliotecas públicas. A sua implementação ocorre por meio da atuação conjunta do MEC e do Ministério da Cultura (Minc), em parceria com os estados, os municípios e a sociedade civil. 

A diretora de Apoio à Gestão Educacional da SEB/MEC, Anita Stefani, destacou que o Ministério tem atuado de forma estratégica para garantir a efetivação da PNLE, com ações concretas voltadas ao fortalecimento da leitura, da escrita e do acesso ao livro no país. Entre as iniciativas recentes, estão a inclusão de bibliotecas comunitárias e públicas na distribuição de acervos do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), prevista no Decreto nº 12.021/2024; a retomada do Prêmio Viva Leitura, com edital aberto até 11 de julho; e a criação de mais de 143 mil cantinhos de leitura nas salas de aula dos 1º e 2º anos e na educação infantil, no contexto do Compromisso Criança Alfabetizada. 

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Stefani também mencionou a realização da reunião inaugural dos colegiados do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), em 30 de junho, e a inclusão de obras voltadas à produção de texto nos editais do PNLD para o ensino médio e os anos iniciais. A diretora anunciou ainda que o texto do novo PNLL entrará em consulta pública a partir de 7 de julho, com o objetivo de ampliar a participação social na definição de metas para a política. “O PNLL terá metas ambiciosas que demonstram um compromisso prático e concreto com o tema. É importante que o Plano Nacional de Educação, que já está em discussão aqui no Congresso, dialogue com essas metas da política”, afirmou. 

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Na educação básica, conforme a diretora, o MEC atua desde a educação infantil até o ensino médio, na lógica do incentivo à leitura. “Quando falamos de tempo integral, da ampliação do horário escolar, do PNLD para ampliar o acervo literário para as escolas, da alfabetização na idade certa, tudo isso é incentivo à formação de leitores. “Todas as ações que o MEC trabalha, de alguma forma, afetam a questão do livro, da leitura. E essa é uma premissa, pois entendemos a educação como central nesse processo”, concluiu Stefani.  

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O debate foi solicitado pela deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS). No pedido, a parlamentar argumentou que, para atingir os objetivos da política, ela precisa ser constantemente debatida e aprimorada, “considerando os desafios e as novas demandas sociais e tecnológicas que impactam a leitura e a escrita no país”. A discussão contou ainda com representantes do MinC; da Câmara Brasileira do Livro (CBL); do Conselho Federal de Biblioteconomia e Coordenador da Comissão de Bibliotecas Escolares; da Associação Gaúcha de Escritores (AGES); da Associação Brasileira de Livros e Conteúdos Educacionais (Abrelivros); e do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL). 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB 

Fonte: Ministério da Educação

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EDUCAÇÃO

Diagnóstico Equidade 2026 mostra avanço das políticas de educação étnico-racial

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Os dados do Diagnóstico Equidade 2026, realizado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), mostram que as estratégias de equidade racial estão cada vez mais presentes nos estados e municípios brasileiros. Entre 2024 e 2026, o percentual de redes municipais que declararam contar com áreas especificas para a gestão dessas ações passou de 15% para 42%; entre as redes estaduais, o indicador chegou a 100% em 2026.  

Esse diagnóstico é uma iniciativa criada em 2024 pelo MEC, pondo fim a uma lacuna de dados cuja ausência comprometia a capacidade estatal de promoção da equidade. Em sua segunda edição, o diagnóstico manteve participação próxima à universalidade, com resposta ao questionário de 97% das redes municipais e 100% das redes estaduais. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa. 

Do ponto de vista institucional, por exemplo, houve um aumento no percentual de redes de ensino com áreas específicas para fazer a gestão de ações de equidade racial. Entre 2024 e 2026, o número saiu de 15% para 42% entre os municípios, e alcançou 100% em 2026 entre as redes estaduais. Além disso, a presença de normativa local relacionada à promoção da educação para as relações étnico-raciais (Erer) passou de 43% para 55% entre municípios e de 74% para 93% entre as redes estaduais. 

Os dados também mostram crescimento percentual de redes municipais que realizam campanhas de declaração racial, ação para promover o reconhecimento e a valorização das identidades étnico-raciais, bem como para permitir análises educacionais racializadas cada vez mais precisas. O levantamento revela que este crescimento foi de 66% para 86% em dois anos nas redes municipais, e de 63% para 93% nas redes estaduais. 

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Houve também uma redução do percentual de estudantes sem declaração racial no Censo Escolar entre 2023 e 2025, representando uma queda de 24% para 10%, sendo que o indicador vinha se mantendo constante em torno de 26%, nos anos anteriores.  

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Os novos dados apresentam um crescimento da maturidade de organização das redes em diferentes frentes e que a temática da equidade racial entrou no centro da agenda da política pública, demonstrando as ações da Pneerq e de mecanismos indutores, tais como o Selo Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva e a complementação-VAAR Fundeb da União. 

O Diagnóstico Equidade 2026 tem o objetivo de identificar diferentes aspectos da implementação de políticas equitativas no país, particularmente aquelas ligadas à promoção da educação para as relações étnico-raciais, em cumprimento à Lei 10.639/03, modificada pela Lei 11.645/08, e ao fortalecimento da educação escolar quilombola. 

Equidade racial no planejamento educacional – No indicador de incorporação da equidade racial como objetivo presente no Plano de Ações Articuladas (PAR), as redes municipais passaram de 30% para 67%. Nas redes estaduais, o avanço foi de 56% para 93%. Esse panorama revela a preocupação crescente das redes de ensino em planejar e buscar apoio técnico e financeiro para estratégias de enfrentamento das desigualdades. 

Formação em relações étnico-raciais – Outro indicador que apresentou avanço foi o percentual de redes municipais de ensino que ofereceram formações, seminários, oficinas e palestras sobre equidade racial, passou de 48%, no ano de 2024, para 69%, em 2026. Todas as redes estaduais declararam realizar essa oferta. Esse resultado demonstra que o tema da equidade racial também foi inserido no planejamento formativo das secretarias, ação crucial para trabalhar a difusão de práticas pedagógicas antirracistas entre os professores da rede pública. 

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Monitoramento das Leis de Erer – O diagnóstico permitiu identificar o acompanhamento da implementação das leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008. O indicador passou de 18% para 34% para as redes municipais, e de 30% para 59% para as redes estaduais. O monitoramento permite às redes identificarem escolas onde há maior dificuldade de execução de práticas pedagógicas de educação para as relações étnico-raciais e gargalos operacionais, e assim planejar de forma mais efetiva as estratégias para cumprimento das leis. 

Identificação e resposta ao racismo e injúria racial – Cresceu também a adoção de protocolos para casos de racismo ou injúria racial nas redes estaduais, de 59% para 93% (mais de 30 pontos percentuais). Nas redes municipais, o percentual saiu de 36% para 53%. Nesse contexto, o Ministério da Educação publicou, em 2026, uma série de protocolos nacionais, os quais podem servir de referência para o trabalho das escolas públicas. 

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Práticas de gestão – O conjunto de perguntas com menor avanço no período foi o relacionado à dimensão das práticas de gestão das redes de ensino em relação a suas escolas. Acerca da evolução das respostas sobre protocolos de resposta ao racismo e de campanhas de declaração racial, que fazem parte desta dimensão, o Diagnóstico de Equidade 2026 permitiu identificar que alguns indicadores cruciais ainda não avançaram como o esperado. 

Os pontos de atenção para o próximo ciclo estão na implementação de estratégias de incentivos às escolas e aos professores para a implementação da educação para as relações étnico-raciais, bem como a consideração de conhecimentos sobre Erer nos processos seletivos de professores e diretores escolares. No período, passou de 44% para 74% o percentual de redes estaduais que incluíram a avaliação de conhecimentos sobre relações étnico-raciais nos processos de escolha da gestão escolar. 

Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às Secretarias de Educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Educação para as Relações Étnico-Raciais (Erer) e 12 sobre Educação Escolar Quilombola (EEQ). 

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Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.  

As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo. 

Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi

Fonte: Ministério da Educação

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