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MEC reinaugura centro e visita obras hospitalares em PE

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O ministro da Educação, Camilo Santana, e o presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), Arthur Chioro, inauguraram a ampliação das instalações do Centro de Pesquisa Clínica (CPC) no Recife (PE), nesta terça-feira, 15 de julho. O CPC é vinculado ao Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC-UFPE), cujas obras também foram visitadas pelas autoridades. Santana e Chioro foram acompanhados durante a visita pelo reitor da UFPE, Alfredo Gomes, e o superintendente do hospital, Filipe Carrilho.

Financiadas pelo governo federal, as reformas estruturais receberam investimento de R$ 50,9 milhões. Desse total, R$ 37,907 milhões são oriundos do Novo PAC e R$ 13,050 milhões são provenientes do Ministério da Educação (MEC), por meio da Ebserh.

15/07/2025 - Visita às obras do HU e descerramento de placa de Inauguração do Centro de Pesquisa Clínica (CPC) na UFPE. Fotos: Angelo Miguel/MEC

“Esse é o maior volume de investimentos em reforma desde 1979, quando o hospital foi criado. É um orçamento total de mais de R$ 80 milhões. Hoje, em execução, são mais de R$ 50 milhões para a primeira etapa da obra”, explicou o ministro, referindo-se à recuperação estrutural do subsolo; à reestruturação (retrofit) das instalações elétricas de média e baixa tensão; à implantação do Plano de Prevenção Contra Incêndio e Pânico (PPCIP); e à substituição dos elevadores

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Santana adiantou que já estão em fase de planejamento outras ações importantes, como a modernização e a ampliação do centro cirúrgico e da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Geral, além da criação da UTI Pediátrica, aumentando de 374 leitos para 464 leitos disponíveis.

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“Nossa vinda aqui é para inaugurar a ampliação do Centro de Pesquisas Clínicas, nesse hospital que é referência para todo o estado de Pernambuco, é uma forma de verificar a importância dos investimentos que o governo federal está fazendo na educação e nos hospitais universitários do país”, afirmou.

Responsável por incentivar e gerenciar a pesquisa clínica no HC-UFPE, o CPC oferece a oportunidade de acesso a terapias, tratamentos e medicamentos inovadores aos pacientes participantes de estudos. Inaugurado em dezembro de 2022, o espaço recebeu mais de R$ 500 mil em investimentos para sua ampliação e para a oferta de melhorias a estudantes e professores.

Hospitais Universitários – Os Hospitais Universitários federais são importantes centros de formação de recursos humanos na área da saúde e prestam apoio ao ensino, à pesquisa e à extensão das instituições federais de ensino superior às quais estão vinculados. Além disso, no campo da assistência à saúde, esses hospitais são centros de referência de média e alta complexidade para o Sistema Único de Saúde (SUS). A criação da Ebserh integra um conjunto de medidas adotadas pelo governo federal para a reestruturação dos hospitais vinculados às instituições federais de ensino superior. O HC-UFPE integra a Rede Ebserh desde 2013.

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Agenda – Ainda como parte das atividades em Pernambuco, na quarta-feira (16), o ministro fará uma conferência na 77ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e visitará o Laboratório de Bioprocessos e Bioprodutos (Nubiotec) da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informação da Ebserh

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Fonte: Ministério da Educação

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EDUCAÇÃO

Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

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Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

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A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

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 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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