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Campanha ‘Leitura que Transforma’ ganha adesão da Igreja Assembleia de Deus Cuiabá

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Em uma reunião que contou com a presença de cerca de 300 pastores da Igreja Assembleia de Deus de Cuiabá, no Grande Templo, em Cuiabá, na manhã desta segunda-feira (29), o Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/MT) firmou mais uma importante parceria na campanha de arrecadação de livros do Projeto ‘Leitura que Transforma’, que tem o objetivo de montar bibliotecas nos presídios e centros socioeducativos do estado.
 
Na ocasião, o supervisor e o coordenador do GMF, respectivamente, desembargador Orlando Perri e juiz da 2ª Vara Criminal de Cuiabá, Geraldo Fidelis, foram recebidos pelo presidente da Assembleia de Deus Cuiabá, pastor Silas Paulo de Souza. A presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), Gisela Alves Cardoso, também participou da reunião, que teve como objetivo apresentar o projeto ‘Leitura que Transforma’ aos líderes religiosos, que aderiram à ideia e se comprometeram em colocar uma caixa em cada congregação para arrecadar exemplares de livros até o próximo dia 10 de junho.
 
O pastor Silas Paulo convidou todos a doarem livros que tenham lido e que recomendam a leitura para outras pessoas. “Aquele livro que mexeu com o intelecto, com a mente de uma pessoa, é esse livro que eles estão precisando. Vamos distribuir caixas para cada congregação para que vocês tragam livros bons para ajudar. Vamos fazer esse trabalho que é muito importante”, disse, destacando que mais de 400 igrejas estarão engajadas nesse propósito.
 
O líder espiritual ressaltou ainda que “o errar é do ser humano” e que “cada um tem o seu passado”, mas que a mudança de vida é possível, inclusive mencionando que a igreja é composta por pessoas que já estiveram em conflito com a lei. Na oportunidade, o pastor Silas enalteceu a iniciativa do Poder Judiciário de oportunizar aos reeducandos essa ressocialização. “Isso que vocês estão fazendo é muito importante! É um trabalho diferenciado”, avaliou.
 
O desembargador Orlando Perri afirmou que a leitura é transformadora e que, além disso, a Igreja também pode contribuir com o suporte espiritual às pessoas privadas de liberdade e em processo de deixar o sistema prisional. “O que nós desejamos é conscientizar os pastores para que abracem não apenas o reeducando em si, mas as famílias dos reeducandos. É um momento muito especial quando o reeducando deixa o sistema prisional. Eles precisam ser amparados por toda a sociedade e precisam de amparo espiritual e, por isso, falamos com os pastores que eles não podem esquecer essas ovelhas”, apelou.
 
O juiz Geraldo Fidelis explica que o GMF está mantendo contato com igrejas de diversas denominações no sentido de firmar parcerias e prestar assistência aos recuperandos. “Isso é muito importante porque eles têm contato direto com o cidadão e são formadores de opinião. É preciso desmistificar situações do sistema penitenciário, aproximando ao Poder Judiciário. Por isso é muito importante esse diálogo aberto, sem amarras, sem separações”.

Campanha de arrecadação de livros – A campanha de arrecadação de livros para o Projeto ‘Leitura que Transforma’, do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/MT), começou em maio e vai até o dia 5 de agosto. Todo o montante arrecadado será repassado ao GMF, que posteriormente irá montar espaços para leitura nas unidades prisionais e socioeducativas, localizadas em Cuiabá, Barra do Garças, Cáceres, Lucas do Rio Verde e Sinop. A meta do GMF é arrecadar 2 mil livros. A campanha é realizada pelo Poder Judiciário, por meio do GMF, juntamente com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT), e Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Desembargador Orlando Perri discursa ao microfone, em pé. Ele está usando calça jeans, camisa azul quadriculada e paletó azul marinho. Terceira imagem: Caixa de papelão forrada com papel laranjada com estampa de livros e nuvens e um cartaz azul da campanha de doação de livros. O cartaz traz a imagens de livros empilhados e os dizeres: “Livro para Ser Livre – A ressocialização Pela leitura” e as logomarcas dos realizadores da campanha (Poder Judiciário, GMF, OAB-MT, Sesp e Governo de Mato Grosso). 
 
Celly Silva/Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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MATO GROSSO

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

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Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

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Veja a Representação

Fonte: Política

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