O Governo de Mato Grosso, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), em parceria com a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), lançou a Chamada Pública Fapemat nº 04/2026 – Subvenção Econômica à Inovação -Startup Mato Grosso, iniciativa voltada ao fortalecimento do ecossistema de inovação e ao desenvolvimento tecnológico do Estado.
O edital prevê o investimento de até R$ 1,5 milhão em recursos não reembolsáveis, destinados ao fomento de projetos inovadores desenvolvidos por empresas com potencial de geração de novos produtos, serviços e processos tecnológicos. A expectativa é selecionar até 10 empresas brasileiras sediadas em Mato Grosso, que receberão recursos para transformar ideias inovadoras em soluções capazes de alcançar o mercado nacional e ampliar a competitividade regional.
A iniciativa busca fomentar setores estratégicos alinhados às políticas públicas de ciência, tecnologia e inovação do Estado, contribuindo para a diversificação da economia e o fortalecimento do empreendedorismo inovador em Mato Grosso.
Entre as áreas prioritárias contempladas pelo edital estão, Agropecuária e Agroindústria, Biodiversidade e Biotecnologia; Educação, Energia e Recursos Energéticos Renováveis, Logística de Transporte, Recursos Hídricos e Mudanças Climáticas, Recursos Minerais, Saúde, Segurança Pública, Tecnologia da Informação, Comunicação e Turismo.
Cada empresa poderá solicitar até R$ 150 mil em recursos de subvenção econômica para execução dos projetos, que deverão resultar em produtos, bens, serviços ou processos inovadores, novos ou significativamente aprimorados, com potencial de certificação, produção e comercialização ao final da execução.
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Além do apoio financeiro, as empresas selecionadas terão acesso a uma série de benefícios oferecidos pelo Parque Tecnológico Mato Grosso (Seciteci), incluindo espaço de coworking no Centro de Inovação, diagnóstico de maturidade em gestão e inovação, capacitações, workshops, apoio em propriedade intelectual, transferência de tecnologia e conexões com potenciais mercados e investidores.
Poderão participar empresas brasileiras de qualquer porte sediadas em Mato Grosso, com faturamento bruto anual de até R$ 16 milhões, constituídas entre dois e dez anos e que tenham registrado atividade operacional durante o ano de 2025. Também será permitida a participação de startups enquadradas no regime do Inova Simples, instituído pela Lei Complementar nº 167/2019.
As propostas deverão ser submetidas exclusivamente pela plataforma eletrônica SIGFAPEMAT até o dia 31 de julho de 2026, às 23h59. O resultado final está previsto para ser divulgado em 16 de setembro de 2026, com início das contratações a partir de 17 de setembro.
Para o presidente da Fapemat, “o programa representa mais um passo na consolidação de Mato Grosso como ambiente favorável ao empreendedorismo inovador e ao desenvolvimento de soluções tecnológicas capazes de gerar emprego, renda e competitividade para o Estado, reforçando sua estratégia de transformar conhecimento científico em oportunidades de negócios, estimulando a aproximação entre pesquisa, tecnologia e setor produtivo e fortalecendo o papel da inovação como vetor do desenvolvimento econômico e social mato-grossense”, ressaltou Marcos de Sá.
Deputado afirma ter repassado R$ 600 mil para o curso de Arquitetura e Urbanismo, mas NOB citada para comprovar a transferência não foi apresentada.
A implantação de uma turma especial de Arquitetura e Urbanismo da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) em Rondonópolis foi anunciada com previsão de R$ 1,2 milhão. A proposta previa R$ 600 mil destinados pelo deputado estadual Sebastião Rezende e outros R$ 600 mil pela Prefeitura.
Sebastião Rezende afirma que os R$ 600 mil foram repassados e depositados na conta da Prefeitura. Segundo ele, uma Nota de Ordem Bancária (NOB) comprova a transferência. A NOB não foi apresentada publicamente.
Os outros R$ 600 mil também não têm, até o momento, um documento público que estabeleça a obrigação da Prefeitura.
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A proposta foi discutida entre o deputado Sebastião Rezende e o então ex prefeito José Carlos do Pátio. O combinado era que o deputado destinaria R$ 600 mil e a Prefeitura colocaria outros R$ 600 mil.
A reportagem investigou e não foi encontrado pela Prefeitura qualquer documento assinado pela gestão anterior. O acordo entre os dois, porém, foi apenas verbal. Não foi apresentado convênio, termo ou outro documento da gestão anterior que determine o pagamento dos R$ 600 mil pelo município.
Sem esse registro, não há documento que obrigue a atual administração a cumprir o acordo feito entre o deputado e o ex-prefeito.
A estimativa inicial de R$ 1,2 milhão também não representa necessariamente o custo atual do projeto. A implantação de um curso de Arquitetura e Urbanismo envolve despesas como equipamentos e outras necessidades da universidade. O valor atualizado precisa ser informado pela Unemat.
No caso do recurso atribuído do Sebastião Rezende, falta a apresentação da NOB citada pelo deputado. No caso da contrapartida municipal, falta um documento que comprove que a Prefeitura tenha que assumir formalmente o pagamento.
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A apresentação desses documentos permitirá verificar quanto foi repassado, quando o dinheiro chegou aos cofres municipais e se existe uma obrigação financeira deixada pela administração de José Carlos do Pátio para a atual gestão.
Essas ações não significam que a Prefeitura tenha assumido o compromisso de R$ 600 mil discutido na gestão anterior.O prefeito Cláudio já disse publicamente que entregaria por meio do doação o prédio para a Unemat no entanto a instituição não se manifestou, fazendo que o núcleo passa-se de 7 cursos para apenas 2, impactanto o acesso dos estudantes da região ao ensino superior gratuito.