Após 15 dias da inauguração do novo prédio da Escola Estadual Patriarca da Independência, no Distrito de Progresso, em Tangará da Serra, servidores e estudantes destacam a satisfação em utilizar o espaço depois da reforma geral e ampliação do refeitório. A nova estrutura foi entregue à comunidade escolar em 14 de junho, após receber investimento do Governo de Mato Grosso na Ordem de R$ 5,7 milhões.
A professora Geni Serrano, com 34 anos de experiência na escola, relata que nunca tinha visto uma transformação tão grande na unidade de ensino como essa. “Mesmo após de duas semanas da entrega, ainda continuo impressionada com tanto investimento que a escola recebeu”.
Aos 64 anos, a professora destacou a forma como a educação está sendo conduzida de uns tempos para cá. “O entusiasmo é outro e a energia também. Aqui a gente pode circular pelas áreas comuns do ambiente externo como se fosse um passeio”, completou.
Os estudantes também elogiaram as melhorias na estrutura da escola, com sanitários novos, salas de aula climatizadas e a biblioteca com um novo acervo de livros.
Emilly Vitória Picci Guzanini, do 3º ano do Ensino Médio, destacou a motivação extra para frequentar a escola.
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“A estrutura da escola está muito boa, cada novo dia que passo aqui é uma experiência muito boa, e me sinto mais motivada a vir para a escola”.
A estudante lembrou que o prédio anterior onde estavam estudando era locado, praticamente um barracão, no entanto, diante do empenho da gestão, da equipe pedagógica e dos professores, a espera pela nova estrutura e a vontade de estudar falou mais forte. “Nunca desistimos”, falou Emilly.
Opinião compartilhada por Ricardo Afonso Oliveira, do 2º ano do Ensino Médio. “Só tenho a agradecer pela dedicação de todos da nossa escola. Temos materiais didáticos atualizados a cada dois meses e ainda o Chromebook, que facilitam muito o estudo. Na mudança do antigo prédio provisório que usamos durante a reforma, para esta escola novinha, já deu para sentir que aqui o ambiente é outro”.
A técnica em nutrição escolar Erika Girão disse que a nova estrutura do refeitório facilita o trabalho e proporciona mais segurança. “Fazer a alimentação dos estudantes em um ambiente como esse, nos proporciona até mais segurança evitando acidentes de trabalho”.
No entendimento da servidora, o refeitório é uma das partes que os estudantes mais gostam da escola porque é o local que serve a comida que eles tanto gostam. “A escola tem um cardápio variado, orientado pelas nutricionistas. Servimos saladas, frutas, proteínas e tudo o que é nutritivo e que eles gostam”, completou, fazendo questão de apontar para o aparelho de ar-condicionado da cozinha com semblante de felicidade estampado no rosto.
A reabertura da escola representa um marco significativo na comunidade”. Foto: Michel Alvim/Secom-MT
A diretora da escola, professora Juliana Araújo do Carmo, enfatizou que a reabertura da escola representa um marco significativo na comunidade, refletindo os valores, história e compromissos com a educação. “O novo momento da escola está contribuindo para um ambiente educacional mais acolhedor e propício ao aprendizado”.
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Na avaliação do Diretor Regional de Educação do polo Tangará da Serra, Saulo Scariot, a Escola Estadual Patriarca da Independência se destaca não apenas como um prédio de concreto, mas como um espaço de aprendizado, crescimento e de comunidade.
“Aqui, os estudantes não apenas adquirem conhecimento acadêmico, mas também desenvolvem habilidades para a vida, valores éticos e senso de responsabilidade. É o que chamamos de educação integral”, finalizou
Além da reforma no prédio, que incluiu troca do telhado, janelas, portas, pisos, rede elétrica e hidráulica, reforma da quadra poliesportiva, calçadas e ampliação do refeitório a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) também investiu quase R$ 1 milhão na aquisição de aparelhos de ar-condicionado, Chromebooks, eletrodomésticos, mobiliários como mesas, cadeiras, estantes, sofás, entre outros equipamentos de uso coletivo.
Mato Grosso pratica a menor alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do país sobre o etanol hidratado. No estado, a alíquota é de 10,5%, enquanto nos demais estados a carga tributária varia entre 12% e 22%.
O preço dos combustíveis pago pelo cidadão é influenciado por diversos fatores da cadeia produtiva, que vão desde o valor do petróleo no mercado internacional até os custos de distribuição, revenda e a incidência de tributos federais e estaduais, que variam conforme o produto.
Entre os benefícios concedidos na cadeia de combustíveis, destaca-se o setor de aviação, que conta com redução da base de cálculo do ICMS sobre o querosene de aviação (QAV), resultando em carga tributária entre 2,72% e 7%, com finalidade de fomentar a aviação regional, conforme critérios previstos na legislação.
Também recebem incentivos o gás natural (GNV), com carga reduzida de 2%, e o etanol anidro produzido no estado, que conta com abatimento de R$ 0,23 por litro no valor do ICMS devido.
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Apesar de compor o preço final, o tributo estadual é apenas um dos elementos do valor pago pelo consumidor. Entre os principais fatores que influenciam o preço estão o custo de produção ou importação do combustível, a política de preços das refinarias, além das despesas com transporte, armazenamento e a margem de lucro de distribuidores e postos revendedores.
Além disso, também há incidência de tributos federais, como PIS/Cofins, que integram a composição do preço.
A forma de tributação também influencia essa composição. Para combustíveis como gasolina, etanol anidro, diesel, biodiesel e gás liquefeito de petróleo (GLP), o ICMS segue o modelo ad rem, definido pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), com valor fixo em reais por litro. Nesses casos, o imposto é recolhido uma única vez na cadeia, geralmente na etapa de produção ou importação.
Já para o querosene de aviação (QAV), o etanol hidratado e o gás natural (GNV e GNL), a tributação é sobre o valor do produto. Nesses casos, o cálculo do ICMS utiliza o Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final (PMPF), apurado pela Secretaria de Fazenda (Sefaz), que reflete os preços efetivamente praticados no mercado.
Assim, quando há redução nos preços ao consumidor, o PMPF também diminui, resultando em menor base de cálculo do ICMS e, consequentemente, em menor valor de imposto a ser recolhido. Da mesma forma, aumentos nos preços praticados levam à elevação do indicador.