A quarta-feira (6) será de cinema no Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros. Será o lançamento do curta-metragem ‘Angelus Novus anuncia na boca da noite a derrocada do anticristo’, de Luiz Borges. A programação é às 20h e compõe as comemorações dos 303 anos de Cuiabá.
O ingresso social são dois quilos de alimento não perecível, a ser destinado às instituições filantrópicas cadastradas junto à Assembleia Social. Não é necessário fazer troca prévia, basta vir com o donativo diretamente na portaria do Teatro Zulmira.
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Com 21 minutos de duração, o curta remete a um tempo marcado pela luta no enfrentamento à pandemia da covid-19. Você pode ver o trailer do filme no link https://youtu.be/e89CZmsVK9Y.
“A realização deste filme em meio à tamanha dor é um prazeroso reencontro com o público num dos momentos mais desafiadores e trágicos dos últimos anos. Fazer cinema neste momento é também uma resistência e uma celebração à vida”, destacou o diretor do filme, Luiz Borges.
Três núcleos dramáticos abordam importantes temas decorrentes dos impactos da pandemia, tais como o aumento da violência doméstica, o abandono da infância, o suicídio, o negacionismo e a mercantilização da fé.
Angelus Novus (em português, anjo novo) é o título latino de um desenho a nanquim, giz pastel e aquarela sobre papel, feito por Paul Klee em 1920.
“Abrir as portas para este filme é receber a grandiosidade do cinema mato-grossense, representada por nomes como de Luiz Borges, Lucia Palma, Júlio Carcará, Caio Ribeiro, Bia Correa, Péricles Anarcos e Maria Clara Bertúlio. Um elenco potente e uma produção de alto nível. Que sigam voando e que contem sempre conosco”, refletiu a diretora da Assembleia Social e do Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros, Daniella Paula Oliveira.
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O filme foi realizado com recursos da Lei Aldir Blanc, por meio de edital da Secretaria de Estado de Cultura, Esportes e Lazer (Secel/MT), e conta com apoio cultural da Prefeitura de Cuiabá, da Assembleia Social, do Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros, do Instituto de Geografia, História e Documentação da Universidade Federal de Mato Grosso (IGHD/UFMT), da Casa Aldeia e do Cineclube Coxiponés.
São apoiadores também a Prefeitura Municipal de Chapada dos Guimarães, as pousadas Vento Sul, do Didi, Bom Jardim e o Hotel Turismo, a Latitude Filmes e Equipamento e Fazer Bem.
Por dentro da história
No primeiro núcleo, Mauro (Júlio Carcará) é um palhaço idoso que tem uma relação homoafetiva recém-interrompida. Ele foi obrigado a fixar residência e viver solitariamente no Edifício Angelus Novus, o Palácio do Comércio, com seu cachorro Puxa Puxa, devido ao fechamento do circo, por conta do lockdown. Imerso nas próprias memórias, o único contato dele com o mundo é através do celular com a filha Maria, uma mulher trans, enfermeira, que trabalha na linha de frente no combate à pandemia, num hospital do interior do Estado.
No segundo núcleo, em virtude do fechamento de seu salão de beleza, Ana (Maria Clara Bertúlio) é obrigada a voltar a morar no apartamento de sua mãe, no mesmo edifício, com sua pequena filha Bela (estreando Ivy Caroline Felix). A mãe dela, Francisca (Bia Corrêa), é uma professora aposentada que sofre de diabetes. João (Péricles Anarkos), o marido de Ana, aguarda perícia do INSS para sua aposentadoria por invalidez. Desempregado, se entrega ao consumo abusivo de álcool. O casal vive uma relação tensa com crescentes episódios de violência.
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No último núcleo, Messias (Caio Mattoso), gerente de um frigorífico, e a esposa Dolores (Mariana Badan) vivem com o filho Amorésio (Caio Ribeiro), estudante universitário e ativista. As diferenças ideológicas invadem a relação dessa família. Num dia, Messias esconde a informação de sua família e dos fiéis da igreja – onde também é pastor – que está infectado por covid-19. Ele nega a existência da pandemia, porém explora e lucra com o desejo de proteção e cura dos seus discípulos.
Produção
A equipe de arte do filme ficou sob a competência de Júlio Tavares, figurino de Jane Klitzke e maquiagem de Deia Okamura; na direção de som, Yuri Kopcak; a trilha sonora original é do músico Danilo Bareiro e a montagem e a direção de fotografia são assinadas por André Luís da Cunha; na edição de som e mixagem, Micael Guimarães.
Os demais 35 membros da equipe são genuinamente profissionais de Mato Grosso. A produção executiva é assinada por Daniele Borges e Paula Dias é responsável pela direção de produção.
Serviço
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Lançamento do filme ‘Angelus Novus anuncia na boca da noite a derrocada do anticristo’
Na tarde desta quarta-feira (26), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou mais uma reunião para ouvir depoentes e avançar na apuração de possíveis irregularidades em contratos da Secretaria de Estado de Saúde (SES) firmados durante a pandemia de Covid-19.
A ex-secretária adjunta de Gestão Hospitalar da SES, Carolina Campos, prestou depoimento na condição de investigada. Também foi ouvido, por videoconferência, o ex-diretor do Hospital Regional de Cáceres, Onair Azevedo Nogueira, na condição de testemunha. As duas oitivas ocorreram em sessão reservada.
O depoimento do ex-secretário de Estado de Saúde Gilberto Figueiredo, que não compareceu à sessão, foi reagendado para a próxima quarta-feira (2), às 14h. Segundo a CPI, a convocação foi remarcada após a defesa alegar compromissos.
Carolina Campos afirmou que solicitou que sua oitiva fosse realizada de forma reservada para evitar que o conteúdo do depoimento fosse utilizado no contexto eleitoral. “Minha posição nesse processo sempre foi técnica. Pedi que essa condição fosse respeitada”, disse, em entrevista concedida após a oitiva.
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Carolina destacou ainda que respondeu às 70 perguntas feitas pelos integrantes da comissão e que apresentou documentos e esclarecimentos que, segundo ela, já haviam sido levados anteriormente às autoridades responsáveis pelas investigações no Ministério Público e no judiciário.
A ex-secretária adjunta também declarou que decisões judiciais anteriores já haviam afastado sua participação nas acusações investigadas. Segundo Carolina, ela nunca chegou a ser ré e apresentou provas ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para demonstrar que não tinha envolvimento com as irregularidades apuradas.
Ao ser questionada sobre os contratos sem licitação investigados pela CPI, Carolina afirmou que não era responsável por licitações, compras ou pagamentos dentro da Secretaria de Estado de Saúde. De acordo com seu relato, sua atuação se restringia à gestão dos hospitais regionais.
Após a oitiva, a comissão informou que as respostas serão analisadas pela equipe responsável pelos trabalhos. A CPI investiga denúncias de irregularidades em licitações e contratos da Secretaria de Estado de Saúde realizados entre 2019 e 2023, que resultaram na Operação Espelho, da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso.
Outro assunto discutido durante a reunião foi a possibilidade de suspensão dos trabalhos da CPI durante o período eleitoral. Um requerimento foi apresentado propondo que as atividades sejam interrompidas até o fim das eleições. A medida ainda não foi submetida à votação e foi encaminhada à Procuradoria da CPI para análise jurídica e elaboração de parecer sobre sua legalidade.
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Os trabalhos da CPI da Saúde foram prorrogados por mais 180 dias pelo plenário da Assembleia Legislativa. Instalada em 4 de março, a comissão tinha prazo inicial de 180 dias, com encerramento previsto para 4 de setembro. Com a prorrogação, os trabalhos poderão prosseguir até 4 de março de 2027.
Além de Gilberto Figueiredo, que deverá ser ouvido na próxima quarta-feira, a comissão informou que o secretário Juliano Melo também é esperado para prestar depoimento na mesma data.
A CPI tem como objetivo reunir informações e documentos de investigados e testemunhas para esclarecer as possíveis irregularidades relacionadas aos contratos da Secretaria de Estado de Saúde.