A Assembleia Legislativa instalou, na tarde desta quarta-feira (22), comissão especial para acompanhamento das obras da Ferrovia Estadual Senador Vicente Vuolo, especialmente do trecho que vai ligar Juscimeira a Cuiabá. Na reunião, também foi realizada eleição para o comando do colegiado.
O deputado Júlio Campos foi eleito presidente, enquanto Claudio Ferreira (PL) foi escolhido para ocupar a vice-presidência. Campos criticou a empresa responsável pelo empreendimento e mostrou preocupação com eventual atraso na entrega do trecho que atenderá a capital.
“Lamentavelmente, a Rumo, empresa que recebeu a concessão para a construção dessa ferrovia até Lucas do Rio Verde, pediu a licença ambiental apenas no trecho Rondonopólis – Juscimeira, esquecendo do ramal que vem para Cuiabá”, explicou o parlamentar. Ele lembrou ainda que o prazo para a ferrovia chegar a Cuiabá termina no fim de 2025.
Também são membros titulares da comissão especial os deputados Juca do Guaraná (MDB), Max Russi (PSB), além de Wilson Santos (PSD), que será o relator. São suplentes Dilmar Dal Bosco (União), Thiago Silva (MDB), Lúdio Cabral (PT), Elizeu Nascimento (PL) e Fabio Tardin (PSB).
Advertisement
“Estamos juntos nesse trabalho agora. Vamos acompanhar e cobrar a Rumo, para que realmente coloque no papel o pedido de licença junto a Sema [Secretaria Estadual de Meio Ambiente] para início das obras no trecho Juscimeira-Cuiabá, que é muito importante para todos nós, cuiabanos e mato-grossenses”, garantiu Júlio Campos. “Nós temos uma pesquisa já feita que diz que o terminal de Cuiabá terá uma movimentação de carga acima de 20 milhões de toneladas, de produção da economia cuiabana e do que que é consumido em Cuiabá. Então, a baixada cuiabana dá respaldo econômico para essa ferrovia”, completou.
Familiares do senador que dá nome à ferrovia acompanharam a reunião e se comprometeram a colaborar com os trabalhos da Assembleia, por meio do Fórum Pró-Ferrovia. “Estamos muito felizes com a instalação e posse dessa comissão especial, criada pela Assembleia para acompanhar junto a Rumo Logística todo o desenrolar da obra”, afirmou Gleyde Vuolo.
No primeiro semestre de 2026, a Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária (CFAEO) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) analisou 67 proposições, realizou 11 reuniões e promoveu quatro audiências públicas.
A CFAEO exerce papel estratégico no processo legislativo, especialmente na análise de proposições relacionadas às finanças públicas, arrecadação, despesas, dívida pública, contratos e instrumentos de planejamento do estado.
Entre as 67 proposições encaminhadas à comissão no primeiro semestre estão 39 projetos de lei; 11 emendas a projetos de lei; nove substitutivos integrais; seis projetos de lei complementares; e dois projetos de resolução.
Além da análise das proposições, a comissão realizou 11 reuniões, sendo uma de instalação e posse dos membros, uma ordinária e nove extraordinárias, para apreciação de matérias, análise de pareceres, deliberação sobre proposições e acompanhamento de demandas relacionadas à execução orçamentária e financeira de Mato Grosso.
Advertisement
A atuação da comissão também foi marcada pela realização de quatro audiências públicas, destinadas à apresentação das metas fiscais pela Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) e das metas físicas e do Relatório Anual de Gestão (RAG) referente ao segundo exercício do Plano Plurianual (PPA) 2024/2027 pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag).
As audiências públicas integram os mecanismos de transparência da ALMT e permitem que informações sobre receitas, despesas, metas e resultados sejam apresentadas e debatidas com a sociedade.
Audiência pública para apresentação das metas físicas referentes ao 2º semestre de 2025, realizada em maio.
Foto: ANGELO VARELA / ALMT
Advertisement
O relatório registra ainda a aprovação de quatro Leis Ordinárias, uma Lei Complementar e duas Resoluções. Entre as normas de destaque, está a Lei nº 13.346/2026, que autoriza o Poder Executivo a conceder financiamento à Associação dos Camelôs do Shopping Popular.
Outro resultado relevante foi a Lei nº 13.467/2026, que alterou a legislação do Fundo Estadual de Equilíbrio Fiscal de Mato Grosso (FEEF/MT) e prorrogou a vigência em caráter transitório. Conforme destacado no relatório, a medida contribui para assegurar a continuidade da destinação de recursos à saúde pública até o início da vigência da Reforma Tributária Nacional.
A comissão também concentrou esforços para melhorias à área social. O relatório destaca a derrubada do Veto Total nº 32/2026, aposto ao projeto que concede isenção da Taxa de Segurança Contra Incêndio (TACIN) à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) em Mato Grosso (Lei nº 13.491/2026).
Além da análise de proposições, a CFAEO acompanhou as contas públicas, os instrumentos de planejamento e a execução orçamentária de Mato Grosso. “Tivemos mais um semestre bastante produtivo. Para o segundo semestre, temos as audiências públicas das peças orçamentárias, tanto da LDO quanto da LOA, e também das Metas Físicas e Metas Fiscais, conforme cronograma de audiência pública da Assembleia”, disse o consultor do Núcleo Econômico, Ricardo Araújo de Andrade.
Para o calendário do segundo semestre, já estão previstas as seguintes atividades:
Advertisement
24/09 – Audiência pública de apresentação das Metas Fiscais – Sefaz, referente ao 2º quadrimestre de 2026, às 14h.
15/10 – Audiência pública de apresentação das Metas Físicas – Seplag, referente ao 1º semestre de 2026, às 9h e às 14h.