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SAÚDE

Abertas inscrições para estágios de residências voltados ao fortalecimento da equidade e da integralidade no acesso à saúde

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Está aberto o processo seletivo para residentes de programas de residência médica e de residência em área profissional da saúde (uni ou multiprofissional), credenciados pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) ou pela Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde (CNRMS). Os candidatos selecionados vão atuar na atenção à saúde das populações do campo, da floresta e das águas, os povos indígenas, às pessoas em situação de rua e às pessoas transgênero. A iniciativa do Ministério da Saúde, em parceria Hospital Sírio-Libanês (HSL), no âmbito do Proadi-SUS, busca contribuir para a integralidade do cuidado e o fortalecimento das políticas de equidade em saúde.

As inscrições podem ser feitas na página do processo seletivo até o dia 14 de março

Durante a formação, os residentes terão a oportunidade de vivenciar experiências práticas do Sistema Único de Saúde (SUS) a partir da integração ensino-serviço-comunidade. São 270 vagas distribuídas de abril de 2025 a fevereiro de 2026, sendo divididas entre as modalidades. Cada estágio terá duração de um mês e os participantes vão contar com ajuda de custo para transporte, hospedagem e alimentação. Confira os locais das vagas por modalidade:

  • População do Campo, da Floresta e das Águas: Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco e Pará;
  • Povos Indígenas: Pará, Ceará e Mato Grosso;
  • Pessoas em Situação de Rua: Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Sul e São Paulo;
  • Pessoas Transgênero: Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Pernambuco, Rio Grande do Sul e São Paulo.
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A ação representa o empenho do Ministério da Saúde para a efetivação e o fortalecimento da Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo, da Floresta e das Águas, Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas, Política Nacional para a População em Situação de Rua e Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais.

Para mais informações, as pessoas interessadas podem entrar em contato pelo e-mail: [email protected] 

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Sarah Maximo
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Ministério da Saúde apresenta modelo de atenção à saúde indígena no México

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Em agenda oficial na Cidade do México, a comitiva do Ministério da Saúde compartilhou a experiência do Brasil na gestão do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS). O encontro acontece na mesma semana em que a política pública voltada à saúde dos povos indígenas completa 27 anos. No Brasil, o subsistema integrado ao Sistema Único de Saúde (SUS) atende a mais de 821 mil indígenas, em todas as cinco regiões do país.

A Secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Lucinha Tremembé, esteve à frente da apresentação do tema durante reunião com representantes do governo mexicano. Segundo ela, o SasiSUS possui princípios que promovem a escuta ativa, fomentam o diálogo e a participação direta dos povos indígenas nas decisões.

“O acesso à saúde é um direito de todos e o Brasil construiu um subsistema que realmente prioriza e valoriza a história dos povos indígenas, e é por isso que nossas experiências interessam a outras nações. O SasiSUS é mais do que uma política de Estado; esse modelo fortalece a saúde com equidade, promove a cidadania e o controle social, com respeito às especificidades, às culturas e aos saberes tradicionais”, ressaltou.

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O diálogo entre representantes do Brasil e do México também abordou temas como medicina tradicional indígena, participação de parteiras nos sistemas de saúde, direitos humanos, formação de especialistas e interculturalidade. O intercâmbio de conhecimentos sobre desafios e experiências amplia as possibilidades futuras de cooperação técnica entre os países.

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Como funciona o SasiSUS

Criado em 23 de setembro de 1999, o SasiSUS conta com 34 Distritos Especiais de Saúde Indígena (DSEI), que estão distribuídos em todo o território nacional. Esse modelo promove a atenção integral à saúde de forma intercultural e alinha a medicina contemporânea com os saberes tradicionais. Dentro das aldeias, as Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) são o ponto inicial de atenção primária para os povos indígenas.

A rede de assistência ligada ao subsistema também contempla o suporte de polos-base, localizados em aldeias estratégicas e possuem a função de organizar os fluxos de atendimentos, além de prestar apoio administrativo e assistencial para as equipes de saúde. Quando são necessários serviços especializados ou de média e alta complexidade, os usuários indígenas são encaminhados para as unidades de média e alta complexidade do SUS. Enquanto recebem atendimento nos centros urbanos, os pacientes indígenas e seus acompanhantes são acolhidos pelas Casas de Apoio à Saúde Indígena (CASAI) até o retorno às suas aldeias de origem.

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Ao todo, são 1.211 UBSI, 388 polos-base e 70 Casai. Os atendimentos no SasiSUS são realizados por equipes multidisciplinares de saúde indígena, compostas por médicos, enfermeiros, dentistas, técnicos, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais. Também há atuação de Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e de Saneamento (AISAN), que promovem a ponte linguística e cultural entre os povos e os demais profissionais de saúde.

Rayane Bueno
Ministério da Saúde

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Fonte: Ministério da Saúde

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