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SAÚDE

Cirurgias cardiovasculares atingem recorde histórico no SUS

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O Sistema Único de Saúde (SUS) ampliou o acesso ao tratamento cardiovascular e realizou 326.569 cirurgias do aparelho circulatório em 2025, o maior volume dos últimos anos. Em comparação com 2022, quando foram registrados 180.293 procedimentos, o crescimento foi de 81,1%, o equivalente a 146.276 cirurgias a mais realizadas em todo o país.

Os dados refletem a expansão da assistência especializada em uma área estratégica para a saúde da população. A cardiologia está entre as prioridades do programa Agora Tem Especialistas, iniciativa do Ministério da Saúde voltada à ampliação do acesso a consultas, exames, cirurgias e outros procedimentos especializados nas áreas de maior demanda do SUS.

Por envolver atendimentos de alta complexidade, o acesso oportuno ao diagnóstico e ao tratamento das doenças cardiovasculares é fundamental para reduzir sequelas, evitar complicações e diminuir o risco de morte por doenças do coração e da circulação.

“Quando o paciente cardiovascular chega ao serviço especializado no tempo adequado, a rede tem mais condições de oferecer o cuidado necessário com qualidade e segurança. O aumento desses procedimentos demonstra o esforço do SUS para organizar essa resposta e ampliar o acesso da população à assistência especializada”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

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SUS amplia oferta em todas as regiões

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O avanço foi registrado em todas as regiões do país, com crescimento da oferta tanto nos grandes centros de referência quanto em estados que historicamente enfrentam maiores desafios de acesso aos serviços especializados.

Na Região Norte, o crescimento superou a média nacional em diversos estados, indicando maior acesso a tratamentos de alta complexidade em áreas marcadas por grandes distâncias e desafios logísticos. O Pará foi um dos destaques, com 5.500 cirurgias cardiovasculares a mais entre 2022 e 2025.

No Nordeste, Bahia e Paraíba estiveram entre os principais destaques do país. Juntas, as duas unidades da Federação somaram mais de 29 mil cirurgias cardiovasculares adicionais no período, reforçando a expansão da assistência na região.

O Sudeste respondeu por parcela significativa do crescimento nacional, com mais de 54 mil novas cirurgias cardiovasculares entre 2022 e 2025. São Paulo liderou o aumento em números absolutos, com 27.915 procedimentos adicionais.

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No Sul, o Paraná foi um dos principais destaques nacionais, com 16.388 cirurgias cardiovasculares a mais realizadas pelo SUS. Santa Catarina também registrou crescimento expressivo no período.

No Centro-Oeste, Goiás mais que dobrou o número de cirurgias cardiovasculares realizadas pelo SUS, enquanto o Distrito Federal praticamente triplicou sua produção.

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Os resultados mostram que a expansão da assistência cardiovascular ocorreu tanto em estados que já concentram grande volume de atendimentos quanto em regiões onde a oferta especializada ainda estava em processo de fortalecimento. Esse movimento contribui para reduzir desigualdades regionais e aproximar o atendimento especializado da população.

Agora Tem Especialistas

No componente cirúrgico, o Agora Tem Especialistas incorpora e amplia ações voltadas à redução das filas de espera, com organização da demanda em parceria com estados e municípios, definição de metas e monitoramento periódico dos resultados pelo Ministério da Saúde. A estratégia combina financiamento e planejamento para ampliar a capacidade de atendimento da rede pública onde a demanda é maior.

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O aumento da oferta de cirurgias observado nos últimos anos está alinhado a esse conjunto de ações, que busca ampliar a capacidade da rede pública e garantir que mais pacientes tenham acesso ao diagnóstico e ao tratamento em tempo oportuno.

Camila Marques
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Ministério da Saúde detalha processo de transição de insulina glargina para secretários municipais

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O processo de nacionalização da insulina análoga de ação prolongada, a glargina, no Sistema Único de Saúde (SUS) foi destacado pelo Ministério da Saúde(MS) nesta segunda-feira (13/7), durante o 39º Congresso Nacional do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), na capital gaúcha. O tema foi apresentado no seminário que abordou estratégias para organizar fluxos assistenciais, logística, dispensação e acompanhamento clínico a partir da perspectiva da regionalização da saúde pública.

Inicialmente, a nacionalização da glargina atenderá crianças e adolescentes de 2 a menores de 18 anos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com os tipos 1 e 2, explicou a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do (MS), Fernanda De Negri. “A gente começou separando por faixa etária justamente para poder fazer essa migração gradual. À medida que todos esses pacientes tiverem acesso à glargina, a gente ampliará o público-alvo”, informou.

A secretária ressaltou que a inclusão do medicamento foi necessária para mitigar o cenário de desabastecimento global da insulina NPH por parte dos fabricantes, já que a NPH ainda representa 90% da insulina utilizada no SUS.

Nesse cenário, o acesso à glargina em escala foi viabilizado por meio de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), instrumento do Ministério da Saúde que aproxima instituições públicas e empresas privadas para fomentar a produção pública nacional de tecnologias consideradas estratégicas para o SUS.

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“Essa janela de oportunidade da PDP veio justamente no momento em que nos possibilitou ter mais segurança para fazer essa migração de forma previsível e gradual, de modo a não deixar o paciente do SUS sem medicamento e, ao mesmo tempo, começar a oferecer uma insulina de maior qualidade”, reforçou.

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Em sua fala, Fernanda De Negri pontuou que a transição estabeleceu ainda ações de treinamento voltadas às equipes de Atenção Primária à Saúde (APS) e de Assistência Farmacêutica locais. Para apoiar esses processos, o Ministério da Saúde disponibilizou materiais técnicos e ofertou cerca de 130 oficinas em conjunto com o Conasems. 

Distribuição

O envio da insulina aos estados e municípios tem sido realizado com base no planejamento e nas solicitações periódicas das secretarias de saúde estaduais e municipais. Após o recebimento dos lotes em cada região, o medicamento estará disponível para a população nas farmácias da Atenção Primária, como as das Unidades Básicas de Saúde (UBS), de acordo com a organização de cada município.

Benefícios

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Os benefícios da glargina também foram destacados, entre eles está o maior tempo de ação, que garante cobertura de até 24 horas para a maioria dos pacientes. Além disso, o medicamento oferece mais segurança ao reduzir o risco de episódios de hipoglicemia, especialmente durante o período noturno. Outro diferencial é a estabilidade e a praticidade que proporciona: ela promove menor oscilação nos níveis de glicose no sangue e dispensa preparação prévia, diferentemente da insulina NPH, que exige agitação antes do uso.

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Projeto-piloto

A secretária ressaltou que a transição foi estruturada por um grupo de trabalho específico, composto por representantes de diversos setores. O planejamento incluiu a implementação de um projeto-piloto, iniciado em março deste ano no Amapá, Distrito Federal, Paraíba e Paraná, voltado a crianças e adolescentes (de 2 a 17 anos) com diabetes tipo 1, além de idosos com 80 anos ou mais que convivem com o tipo 1 e 2.

A iniciativa permitiu acompanhar a utilização da insulina glargina em condições reais de atendimento, avaliar aspectos operacionais, identificar gargalos logísticos e subsidiar os ajustes necessários para a implementação em todo o país.

Rodrigo Eneas
Roberta Paola
Ministério da Saúde

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Fonte: Ministério da Saúde

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