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Médicos selecionados no edital do Agora Tem Especialistas devem formalizar participação até 2 de abril

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O programa Agora Tem Especialistas vai ganhar o reforço de mais 1.057 médicos em todas as unidades da federação. Para garantirem a participação, os profissionais devem formalizar a participação e os gestores municipais homologar os selecionados até 2 de abril no Sistema de Gerenciamento de Programa (SGP). A iniciativa promove ações de provimento e aprimoramento de médicos especialistas em regiões prioritárias e áreas estratégicas para o Sistema Único de Saúde (SUS), por meio do aperfeiçoamento da força de trabalho na Atenção Especializada à Saúde. 

A formação e a distribuição de mais profissionais especialistas na rede pública de saúde integram o projeto Mais Médicos Especialistas, uma das ações do programa Agora Tem Especialistas para reduzir o tempo de espera no SUS por consultas, exames e cirurgias. Ao selecionar mais médicos especializados, o programa do Governo do Brasil amplia a capacidade de atendimento da rede pública de saúde, garantindo mais equidade no acesso aos serviços de saúde e maior resolutividade no atendimento à população.

Os profissionais selecionados pelo programa irão atuar no SUS, com o acompanhamento de especialistas da Rede Ebserh e de hospitais vinculados ao Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional (Proadi-SUS). A carga semanal prevê 16 horas de prática assistencial e outras quatro horas dedicadas à formação, distribuídas em 16 cursos de aprimoramento em áreas como cirurgia, ginecologia, anestesiologia e otorrinolaringologia, entre outras.

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Os cursos terão duração de 12 meses e abordarão temas considerados estratégicos para o SUS, incluindo diagnóstico, tratamento e realização de procedimentos. Entre os conteúdos previstos estão cirurgias oncológicas e minimamente invasivas, endoscopia, colonoscopia, ecocardiografia, radioterapia, oncologia clínica, ultrassonografia mamária, anestesiologia perioperatória, colposcopia e doenças do trato genital inferior.

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Para o médico especialista: passo a passo de formalização

1. Acessar o SGP
– Login com CPF (sem pontos ou traços) e senha
– Senha padrão para o primeiro acesso: 12345678

2. Selecione “PROFISSIONAL” e em seguida “CARREGAR PERFIL”

3. Clicar na bandeira do “Mais Médicos Especialistas”

4. No resumo da adesão deverá “editar os dados bancários” e poderá gerar o termo de compromisso

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5. Deverá inserir os dados bancários, com conta corrente do Banco do Brasil

Para o gestor: passo a passo da homologação

1. Acessar o SGP
– Login com CPF (sem pontos ou traços) e senha.
– Senha padrão para o primeiro acesso: 12345678

2. Selecionar a opção “Gestor Municipal” e, em seguida, clicar em “Carregar Perfil”. – Observação: mesmo que o cadastro seja estadual, o sistema exibirá a informação como gestor municipal

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3. Clicar na bandeira do “Mais Médicos Especialistas”

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4. Na tela “Resumo da Adesão”, selecionar “Profissionais” e, em seguida, “Homologação”

5. Selecionar o símbolo correspondente ao nome do(a) profissional a ser homologado(a). – Será exibida a lista com todos os profissionais cadastrados, indicando a situação (homologado, pendente ou não iniciado)

6. Inserir, obrigatoriamente, UF, CRM e RQE do(a) profissional e validar as informações

7. Responder à pergunta: “O(A) profissional iniciou ou iniciará as atividades no município?”- Selecionar “Sim”

– Observação: caso a resposta seja “Não”, o profissional não será homologado no sistema

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8. Fechar o pop-up de informação sobre a data de início das atividades

9. Informar a data de início das atividades, selecionar os documentos pessoais obrigatórios e indicar o CNES da unidade do profissional. Em seguida, clicar em “Homologar”

Consulte o edital para adesão ao Projeto Mais Médicos Especialistas

Victor Almeida
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Ministério da Saúde apresenta modelo de atenção à saúde indígena no México

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Em agenda oficial na Cidade do México, a comitiva do Ministério da Saúde compartilhou a experiência do Brasil na gestão do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS). O encontro acontece na mesma semana em que a política pública voltada à saúde dos povos indígenas completa 27 anos. No Brasil, o subsistema integrado ao Sistema Único de Saúde (SUS) atende a mais de 821 mil indígenas, em todas as cinco regiões do país.

A Secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Lucinha Tremembé, esteve à frente da apresentação do tema durante reunião com representantes do governo mexicano. Segundo ela, o SasiSUS possui princípios que promovem a escuta ativa, fomentam o diálogo e a participação direta dos povos indígenas nas decisões.

“O acesso à saúde é um direito de todos e o Brasil construiu um subsistema que realmente prioriza e valoriza a história dos povos indígenas, e é por isso que nossas experiências interessam a outras nações. O SasiSUS é mais do que uma política de Estado; esse modelo fortalece a saúde com equidade, promove a cidadania e o controle social, com respeito às especificidades, às culturas e aos saberes tradicionais”, ressaltou.

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O diálogo entre representantes do Brasil e do México também abordou temas como medicina tradicional indígena, participação de parteiras nos sistemas de saúde, direitos humanos, formação de especialistas e interculturalidade. O intercâmbio de conhecimentos sobre desafios e experiências amplia as possibilidades futuras de cooperação técnica entre os países.

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Como funciona o SasiSUS

Criado em 23 de setembro de 1999, o SasiSUS conta com 34 Distritos Especiais de Saúde Indígena (DSEI), que estão distribuídos em todo o território nacional. Esse modelo promove a atenção integral à saúde de forma intercultural e alinha a medicina contemporânea com os saberes tradicionais. Dentro das aldeias, as Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) são o ponto inicial de atenção primária para os povos indígenas.

A rede de assistência ligada ao subsistema também contempla o suporte de polos-base, localizados em aldeias estratégicas e possuem a função de organizar os fluxos de atendimentos, além de prestar apoio administrativo e assistencial para as equipes de saúde. Quando são necessários serviços especializados ou de média e alta complexidade, os usuários indígenas são encaminhados para as unidades de média e alta complexidade do SUS. Enquanto recebem atendimento nos centros urbanos, os pacientes indígenas e seus acompanhantes são acolhidos pelas Casas de Apoio à Saúde Indígena (CASAI) até o retorno às suas aldeias de origem.

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Ao todo, são 1.211 UBSI, 388 polos-base e 70 Casai. Os atendimentos no SasiSUS são realizados por equipes multidisciplinares de saúde indígena, compostas por médicos, enfermeiros, dentistas, técnicos, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais. Também há atuação de Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e de Saneamento (AISAN), que promovem a ponte linguística e cultural entre os povos e os demais profissionais de saúde.

Rayane Bueno
Ministério da Saúde

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Fonte: Ministério da Saúde

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