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SAÚDE

Ministério da Saúde apoia lançamento de manual inédito de Acreditação de Saúde Digital: Telemedicina e Telessaúde

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O Ministério da Saúde (MS) participou, nesta terça-feira (19), durante a Feira Hospitalar em São Paulo, do lançamento do Manual de Acreditação de Saúde Digital: Telemedicina e Telessaúde, desenvolvido pela Organização Nacional de Acreditação (ONA). 

A publicação estabelece uma referência nacional para apoiar instituições públicas e privadas na organização, avaliação e qualificação de serviços digitais de saúde, com foco em qualidade assistencial, segurança do paciente, governança, interoperabilidade e melhoria contínua. 

Por meio da Secretaria de Informação e Saúde Digital, o MS contribuiu tecnicamente com a construção do instrumento, reforçando o papel da pasta na formulação e no fortalecimento das políticas nacionais de informação e saúde digital. A participação da Secretaria também busca aproximar os processos de acreditação das diretrizes públicas do Sistema Único de Saúde (SUS), da integração do cuidado, da segurança da informação e da ampliação do acesso da população a serviços de saúde com qualidade. 

Para a secretária de Informação e Saúde Digital do MS, Ana Estela Haddad, a construção de critérios nacionais para a acreditação em Saúde Digital é estratégica para garantir que o avanço tecnológico ocorra com responsabilidade, sustentabilidade e compromisso com o cuidado. 

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“O desafio é construir um modelo de certificação que dialogue com o sistema público de saúde, da atenção primária aos hospitais e serviços de urgência, sem perder a capacidade de absorver as melhores práticas que estão sendo desenvolvidas. A Saúde Digital precisa avançar com sustentabilidade, qualidade e segurança, tanto para o público quanto para o privado”, afirmou. 

O manual é apresentado como o primeiro instrumento nacional de acreditação em telemedicina e telessaúde, desenvolvido com rigor técnico, alinhamento a padrões internacionais e adaptação ao contexto brasileiro. A proposta considera as especificidades do SUS, da saúde suplementar, do setor privado e da organização federativa do país, apoiando a construção de um ecossistema integrado, sustentável e escalável de Saúde Digital. 

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Segundo o professor Chao Lung Wen, chefe da Disciplina de Telemedicina da Faculdade de Medicina da USP e curador técnico do manual, a publicação representa um marco estruturante para o futuro da Saúde Digital no Brasil. Para ele, o instrumento vai além de um checklist técnico e atua como indutor de transformação institucional, ao estimular integração do cuidado, linhas assistenciais, qualificação profissional permanente, interoperabilidade, uso responsável de inteligência artificial e conexão com a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS)

“Não estamos avaliando apenas a prática assistencial. Estamos incentivando o compromisso das instituições com a integração do cuidado, com as políticas públicas de saúde e com o fomento à pesquisa, desenvolvimento e inovação, contribuindo para a construção de um ecossistema sólido de Saúde Digital no Brasil rumo a 2030”, destacou Chao Lung Wen. 

A construção do manual contou com etapa de validação prática em ambientes reais de serviço, com avaliação da aplicabilidade dos requisitos em diferentes cenários de atenção. O objetivo foi assegurar que os padrões estejam alinhados a uma assistência digital segura, eficiente e escalável, independentemente do porte, contexto ou nível de complexidade da instituição. 

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De acordo com o superintendente técnico da ONA, Péricles Góes da Cruz, o processo de validação foi determinante para o aprimoramento dos requisitos e para a consolidação de diretrizes que devem orientar a acreditação em Saúde Digital no país. 

“O processo foi fundamental para os ajustes finais dos requisitos e para a proposta de novas diretrizes que irão nortear a acreditação em saúde digital no Brasil. Assim, consolidamos um modelo que prioriza o acesso seguro, a excelência e a incorporação de tecnologias inovadoras”, afirmou. 

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A gerente geral de Operações da ONA, Gilvane Lolato, ressaltou que a metodologia considera a integração do ecossistema de saúde, desde a gestão de pessoas no ambiente digital até a jornada completa do paciente, incluindo assistência, tratamento, monitoramento remoto, infraestrutura tecnológica e interoperabilidade entre sistemas.

A entrega ocorre em um momento de expansão da Telessaúde no SUS. Entre 2025 e 2026, foram realizados 6,3 milhões de teleatendimentos, alcançando 79% dos municípios brasileiros, 20 dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas e 19 territórios quilombolas

O manual será disponibilizado em 1º de junho, no site da ONA. 

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Lançamento

Entre os participantes do lançamento estavam Fábio Leite Gastal, presidente da ONA; Péricles Góes da Cruz, superintendente técnico da ONA; Chao Lung Wen, chefe da Disciplina de Telemedicina da FMUSP e curador técnico do manual; Tatiane Batista Nascimento Chaves de Faria, representante do Ministério da Saúde; Fernando Augusto Marinho dos Santos Figueira, diretor do Departamento de Atenção Hospitalar, Domiciliar e de Urgência da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde; Marcelo Itiro Takano, da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo; Douglas Crispim, especialista em cuidados paliativos; Omar Mejia, do InCor-HCFMUSP; Carlos Carvalho, do Programa de Saúde Digital do HCFMUSP; Giovanni Guido Cerri, da FMUSP, InovaHC e ICOS; e Waleska Santos, presidente da Hospitalar. 

Max de Oliveira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua: SUS realizou mais de 700 mil atendimentos

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Nesta quarta-feira (19), Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua, o Sistema Único de Saúde (SUS) registra 701.682 atendimentos realizados pelas equipes de Consultório na Rua (eCR) em 2025. No primeiro semestre de 2026, foram outros 330.583 atendimentos. 

A data é lembrada em 19 de agosto em memória das vítimas do episódio conhecido como Massacre da Sé, ocorrido na madrugada de 19 de agosto de 2004, na Praça da Sé, em São Paulo. O episódio tornou-se referência na mobilização pela garantia de direitos e de políticas públicas destinadas à população em situação de rua. 

Atualmente, o Ministério da Saúde cofinancia 337 equipes de Consultório na Rua, que reúnem mais de 3,2 mil profissionais e estão presentes nas 27 unidades da Federação. As equipes atuam nos territórios onde essa população vive e circula, com ações de vacinação, testagem, atendimento em saúde, acolhimento e acompanhamento multiprofissional. 

As equipes podem ser compostas por médicos, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, entre outros profissionais. A atuação ocorre de forma articulada com as equipes de Saúde da Família e de Saúde Bucal e com os demais serviços da Rede de Atenção à Saúde. 

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Entre as condições que demandam atenção estão tuberculose, infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), transtornos mentais e problemas relacionados ao uso prejudicial de álcool e outras drogas. O atendimento também considera as vulnerabilidades sociais.  

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“Grande parte dessas pessoas vivenciou rompimentos de vínculos familiares e passa por sofrimentos psíquicos relacionados às condições precárias de moradia. Isso exige das equipes de Consultório na Rua uma escuta qualificada e um cuidado integral e intersetorial, com o objetivo de promover a autonomia dessas pessoas”, destaca o coordenador de Atenção às Populações em Situação de Vulnerabilidade, Fernando Pessoa de Albuquerque. 

Política Nacional 

Em junho deste ano, entrou em vigor a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da População em Situação de Rua (PNAIS-Rua), que estabelece princípios, diretrizes, responsabilidades dos entes federativos e prioridades para a organização das ações e dos serviços de saúde destinados a essa população no SUS. 

A política estabelece parâmetros para a atuação das Redes de Atenção à Saúde, a coordenação e a continuidade do cuidado e a articulação com outras políticas públicas destinadas à população em situação de rua. 

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Rede de cuidado 

Entre os dias 10 e 12 de agosto, profissionais, gestores, pesquisadores, estudantes, integrantes de movimentos sociais e representantes da sociedade civil participaram do 9º Encontro Nacional da Rede de Consultórios na Rua, em Foz do Iguaçu (PR). 

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A programação reuniu debates, troca de experiências e apresentação de práticas de cuidado desenvolvidas nos estados e territórios, além de discussões sobre acesso, acolhimento e continuidade do atendimento em saúde à população em situação de rua. 

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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