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AGRONEGÓCIO

Produtoras de leite se destacam com inovação e sustentabilidade no campo

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Protagonismo feminino no setor lácteo brasileiro

A participação das mulheres no agronegócio tem crescido de forma significativa, especialmente na cadeia produtiva do leite. De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária, 98% dos municípios brasileiros contam com produtores de leite, o que impulsiona uma produção anual superior a 34 bilhões de litros, colocando o Brasil como o terceiro maior produtor do mundo.

Segundo a Secretaria de Política Agrícola, a tendência é que até 2030 os produtores que investirem em tecnologia, gestão eficiente e inovação técnica ganhem ainda mais espaço no mercado. Nesse contexto, mulheres têm se destacado ao liderar propriedades com foco em produtividade e sustentabilidade.

Exemplos de transformação: vencedoras do Prêmio Mulheres do Agro

O Prêmio Mulheres do Agro, promovido pela Bayer em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), reconhece iniciativas femininas que se destacam pela adoção de práticas modernas e sustentáveis no campo. Três produtoras se destacaram nas últimas edições por suas ações inovadoras:

Alessandra Barth – Sítio São Jorge (PR)

Ex-professora, Alessandra assumiu a gestão do Sítio São Jorge em Ipiranga (PR) em 2021 e transformou a propriedade com a implementação de tecnologias voltadas à eficiência e sustentabilidade.

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  • Tecnologia aplicada: uso de softwares de controle financeiro e zootécnico, inseminação artificial, genotipagem de animais e colares de monitoramento para o rebanho.
  • Sustentabilidade: uso de energia solar e reaproveitamento de dejetos animais para adubação.
  • Resultados: economia de mais de 90% na conta de energia elétrica e melhoria da qualidade do solo para a silagem.
  • Bem-estar animal: foco em nutrição, conforto e saúde do rebanho.
  • Reconhecimento: conquistou o 3º lugar na categoria pequena propriedade em 2023.

Alessandra ressalta que o prêmio validou seu trabalho e encoraja outras mulheres a mostrar suas iniciativas: “Uma vaca que não está bem e não está confortável, não produz”.

Lisiane Rocha Czech – Fazendinha Sofia (PR)

À frente da Fazendinha Sofia, em Teixeira Soares (PR), desde 1992, Lisiane modernizou completamente a gestão da propriedade.

  • Estrutura: 182 hectares e 402 animais da raça holandesa.
  • Tecnologia e gestão: uso de genética avançada, manejo de pragas, energia fotovoltaica e logística reversa de embalagens.
  • Economia de energia: redução de 90% nos custos com eletricidade.
  • Compromisso ambiental: plantio direto e bem-estar animal com estruturas adequadas.
  • Compartilhamento de conhecimento: organizou em março um dia de campo com 200 produtoras brasileiras e 35 alemãs.
  • Reconhecimento: 3º lugar na categoria grande propriedade em 2024.

Para Lisiane, a atividade leiteira é desafiadora e exige atualização constante: “Precisamos estar sempre atualizadas, trocar experiências e buscar capacitação”.

Maria Lúcia Bessa – Fazenda São Tomaz (GO)

Autodidata na gestão da Fazenda São Tomaz, em Rio Verde (GO), Maria Lúcia implementou uma abordagem baseada na agricultura regenerativa.

  • Práticas sustentáveis: adubação orgânica, energia solar, reflorestamento de nascentes e pastagem rotacionada.
  • Impacto ambiental: preservação da biodiversidade e dos recursos hídricos, além da recuperação do solo.
  • Eficiência energética: significativa economia com energia solar.
  • Foco na qualidade: equilíbrio entre produtividade, inovação e respeito ao meio ambiente.
  • Reconhecimento: 2º lugar na categoria média propriedade em 2024.

“Priorizamos a qualidade do produto, buscando sempre equilibrar eficiência, inovação e respeito ao meio ambiente”, afirma Maria Lúcia.

Nova parceria fortalece protagonismo feminino no campo

Para a edição de 2025, o Prêmio Mulheres do Agro conta com o apoio institucional da Nestlé, que fortalece a valorização das mulheres no setor leiteiro. A empresa já atua com programas como o Força da Moça e o Nature por Ninho, focados em sustentabilidade e inclusão na cadeia do leite.

“Acreditamos que fortalecer o papel da mulher no campo é essencial para o avanço do agronegócio brasileiro”, afirma Bárbara Sollero, Head de Agricultura Regenerativa da Nestlé Brasil.

Segundo Priscila Araújo, especialista em sustentabilidade da Bayer, a parceria com a Nestlé reforça o compromisso com práticas ambientais, sociais e de governança (ESG):

“É a união de forças para um futuro mais equitativo e sustentável no campo brasileiro.”

Inscrições abertas até 31 de julho

Produtoras rurais interessadas em participar da edição 2025 do Prêmio Mulheres do Agro devem se inscrever pelo site oficial até 31 de julho. A premiação reconhece histórias inspiradoras e projetos que promovem desenvolvimento, inclusão e sustentabilidade no agronegócio.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Preço do milho segue estável no Brasil à espera da safrinha; exportações avançam mais de 70%

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O mercado brasileiro de milho registrou pouca movimentação ao longo da semana, refletindo a postura cautelosa de compradores e vendedores diante da proximidade da entrada mais intensa da segunda safra no país. A expectativa de aumento da oferta mantém o ritmo de negociações lento, enquanto produtores buscam sustentar os preços em meio ao avanço da colheita.

Segundo análise da Safras & Mercado, o cenário continua marcado por baixa liquidez e poucas alterações nas cotações, tanto no mercado físico quanto nas negociações futuras.

Compradores aguardam maior oferta da safrinha

Os consumidores seguem atuando de forma pontual, adquirindo apenas volumes necessários para reposição imediata. O comportamento demonstra conforto nos estoques e expectativa de que a colheita da segunda safra amplie a disponibilidade do cereal nas próximas semanas.

Do lado da oferta, os produtores avançam na comercialização da produção, mas mantêm resistência em aceitar preços considerados baixos. Em diversas regiões, as pedidas continuam acima dos valores ofertados pelos compradores, limitando o fechamento de novos negócios.

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A expectativa do mercado é que o avanço da colheita da safrinha aumente a pressão sobre os preços, principalmente nas regiões de maior produção.

Clima segue no radar dos agentes do mercado

As condições climáticas continuam sendo acompanhadas de perto pelos participantes do setor.

O mercado monitora a possibilidade de novas chuvas na Região Sul, em São Paulo, no sul de Minas Gerais e em áreas produtoras de Goiás. Apesar das especulações sobre eventuais impactos na produtividade, ainda não há confirmação de perdas relevantes.

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Outro fator observado é o risco de geadas. No entanto, as previsões meteorológicas atuais não indicam ocorrência de frio intenso capaz de provocar danos significativos às lavouras.

Relatório do USDA influencia expectativas globais

No cenário internacional, as atenções estiveram voltadas para a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

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O documento trouxe atualizações importantes para o mercado global de grãos e reforçou a percepção de ampla disponibilidade de milho, fator que continua pressionando os preços na Bolsa de Chicago.

A queda das cotações internacionais tem reduzido a competitividade do milho brasileiro nos portos, mesmo com a valorização do dólar frente ao real.

Exportações avançam em volume, mas preços médios recuam

Apesar dos desafios relacionados à paridade de exportação, os embarques brasileiros de milho apresentaram crescimento expressivo no início de junho.

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 126,061 mil toneladas de milho nos quatro primeiros dias úteis do mês, com média diária de 31,515 mil toneladas.

A receita acumulada alcançou US$ 29,451 milhões, com média diária de US$ 7,362 milhões.

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Na comparação com junho de 2025, os resultados mostram:

  • Alta de 57,9% na receita média diária;
  • Crescimento de 70,6% no volume médio diário exportado;
  • Queda de 7,4% no preço médio por tonelada.

O valor médio da tonelada exportada ficou em US$ 233,60.

Cotações do milho permanecem estáveis nas principais regiões produtoras

O preço médio da saca de milho no Brasil foi cotado em R$ 61,12 no dia 11 de junho, praticamente estável em relação aos R$ 61,14 registrados na semana anterior.

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Nas principais praças acompanhadas pelo mercado, os preços apresentaram poucas variações:

  • Cascavel (PR): R$ 60,00 por saca;
  • Campinas (SP/CIF): R$ 65,00 por saca;
  • Mogiana Paulista (SP): R$ 60,00 por saca;
  • Rondonópolis (MT): R$ 51,00 por saca;
  • Erechim (RS): R$ 69,00 por saca;
  • Uberlândia (MG): R$ 60,00 por saca;
  • Rio Verde (GO): R$ 58,00 por saca.

A estabilidade observada reforça o momento de transição vivido pelo mercado, que aguarda uma definição mais clara sobre o tamanho da safra e o ritmo efetivo da colheita.

Safrinha deve definir tendência dos preços nos próximos meses

O comportamento do mercado de milho nas próximas semanas dependerá diretamente do avanço da colheita da segunda safra, considerada a principal do país.

Caso a produtividade se confirme dentro das expectativas atuais, a entrada de grandes volumes no mercado poderá ampliar a oferta disponível e exercer pressão adicional sobre as cotações.

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Por outro lado, eventuais problemas climáticos ou atrasos na colheita podem limitar esse movimento e sustentar os preços por mais tempo.

Enquanto esse cenário não se define, compradores seguem cautelosos e produtores mantêm postura firme nas negociações, resultando em um mercado de baixa liquidez e pouca variação nos preços.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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