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Projeto Paisagens Sustentáveis da Amazônia analisa avanços e desafios em Rondônia

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Entre os dias 9 e 13 de junho, ocorreu a Missão de Supervisão e Apoio à Implementação do Projeto Paisagens Sustentáveis da Amazônia (ASL Brasil) no estado de Rondônia, com o objetivo de acompanhar os avanços e desafios das ações em curso, promover o intercâmbio entre parceiros e fortalecer a atuação territorial na região. Coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o projeto integra uma estratégia de conservação que alia biodiversidade, sustentabilidade e inclusão social na Amazônia. 

Realizada semestralmente, a missão permitiu acompanhar ações voltadas à restauração da vegetação nativa, à regularização ambiental de imóveis rurais e ao fortalecimento de cadeias da sociobioeconomia e da gestão de unidades de conservação (UCs) federais e estaduais. As atividades são desenvolvidas em parceria com comunidades locais e demais atores envolvidos na execução do projeto nos territórios. 

“O que vimos em Rondônia reafirma a relevância de uma atuação coordenada entre os níveis federal, estadual e local. A missão permitiu verificar que o apoio promovido pelo projeto está contribuindo para resultados concretos na ponta, proporcionando um ambiente de inovação que viabiliza a construção de uma paisagem sustentável, com manutenção da conectividade, biodiversidade, renda e qualidade de vida, além da mitigação dos efeitos das mudanças do clima”, afirmou o coordenador técnico do ASL Brasil junto à Unidade de Coordenação do Projeto no âmbito do Secretaria Nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais (SBio) do MMA, Henrique Santiago. 

A iniciativa contou ainda com a presença de representantes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), do Banco Mundial, das agências executoras do ASL Brasil — Conservação Internacional (CI-Brasil) e Fundação Getulio Vargas (FGV Europe) —, dos governos estaduais do Acre, Rondônia e Pará, envolvidos na implementação do projeto, bem como lideranças comunitárias regionais. 

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Visitas em campo  

Durante cinco dias, o grupo de 35 pessoas percorreu áreas estratégicas do projeto no estado e visitou unidades de conservação, propriedades rurais, comunidades indígenas e centros de inovação em restauração.  

A programação incluiu os municípios de Porto Velho, Candeias do Jamari, Cacoal, Rolim de Moura e Machadinho D’Oeste, com visitas às UCs Floresta Nacional (Flona) do Bom Futuro, Flona de Jacundá, Reserva Extrativista (Resex) Castanheira e à Terra Indígena Karitiana.  

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Na Flona do Bom Futuro, localizada a cerca de 80 quilômetros de Porto Velho, estão sendo restaurados aproximadamente 285 hectares de floresta, em parceria com o ICMBio. Para proteger a área de incêndios, foram apoiadas ações de manejo integrado do fogo, como queimas prescritas autorizadas, atividades de educação ambiental com proprietários rurais e fortalecimento de brigadas.

Em Rolim de Moura, os participantes visitaram o Centro de Inovação em Restauração da ONG Ecoporé. No local, conheceram o viveiro de mudas, o estoque de sementes nativas e as atividades preparatórias para sua utilização em áreas protegidas e em propriedades privadas.  

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Um dos aprendizados da viagem foi demonstrar a importância da articulação interinstitucional e o apoio aos governos na implementação de políticas públicas.  

“Vimos, na ponta, um arranjo bem-sucedido entre diferentes atores, capaz de gerar renda para a população de Rondônia, regularizar imóveis e restaurar áreas degradadas”, avalia a diretora de Soluções para o Clima da CI-Brasil, Laura Lamonica.  “Além disso, com a identificação dos desafios encontrados na ponta, proporcionada pela missão, também podemos aprimorar projetos e iniciativas para que se tornem cada vez mais replicáveis e escalonáveis”, completa. A CI-Brasil é a agência executora do ASL Brasil na Fase 1 e organizadora da missão. 

Com apoio do MMA, por meio do projeto ASL Brasil, o estado também avançou na capacidade de análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR), segundo dados da Secretaria do Desenvolvimento Ambiental de Rondônia (Sedam/RO).

O projeto foi responsável por 51% das aprovações relacionadas à regularização ambiental de imóveis rurais em 2024. Esses resultados formam alcançados, em grande parte, por meio do apoio à realização de mutirões de regularização ambiental, que incluem a recuperação da vegetação nativa, conforme previsto em lei. 

Saberes tradicionais e bioeconomia  

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A missão também visitou iniciativas que valorizam o conhecimento tradicional e promovem a inclusão produtiva. Na Terra Indígena Karitiana, parte das sementes utilizadas na restauração é coletada por sete aldeias com apoio da Rede de Sementes da Bioeconomia da Amazônia (Reseba), fortalecendo a relação entre cultura, floresta e geração de renda.  

“[Com o projeto] agora a gente adentra mais a mata, ele levou a gente para mais longe. Estamos conhecendo melhor a nossa terra, então isso é gratificante”, declarou a coletora de sementes e artesã Evanilse Karitiana, moradora da Aldeia Beijarana.  

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Em Cacoal, a cerca de 400 quilômetros de Porto Velho, agricultores familiares relataram os benefícios da restauração de Áreas de Preservação Permanente (APPs), como a melhoria no abastecimento de água e a preparação para períodos de estiagem.  

“Minha propriedade era toda desmatada e a gente reflorestou e hoje temos água para irrigar a lavoura. Apareceu esse projeto e a gente acatou para ampliar cada vez mais essa recuperação, porque água é vida e faz enfrentar a estiagem”, comentou o produtor João da Luz.  

A missão acompanhou ainda um dos mutirões de regularização ambiental realizados pela Sedam/RO e pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater). Com o apoio do projeto, os proprietários podem cadastrar ou retificar seus imóveis e acessar assistência técnica para ingresso ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) do estado. 

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Em Machadinho D’Oeste, a missão encerrou as atividades com visita à Reserva Extrativista Castanheira, onde o projeto apoia a revisão do plano de manejo e o fortalecimento da cadeia do látex, principal fonte de renda da comunidade local.  

Para o extrativista Antonio Fernandes Silva, um dos beneficiados pelo projeto com kits para extração das seringueiras, morar em uma área protegida com qualidade de vida é sinônimo de liberdade. “E o futuro é garantido pelos mais jovens, por preservar a natureza e restaurar o que foi destruído”, comentou.  

ASL Brasil  

O ASL Brasil é uma iniciativa do governo federal em parceria com governos estaduais e municipais, coordenada pelo MMA. A execução é realizada pela Conservação Internacional (CI-Brasil), pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e pela Fundação Getulio Vargas (FGV Europe), em colaboração com órgãos ambientais federais, estaduais e municipais nos estados do Acre, do Amazonas, do Pará e de Rondônia.  

O projeto integra o Programa Regional ASL, implementado pelo Banco Mundial e financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF). As ações contribuem para 12 das 23 metas da Convenção sobre a Diversidade Biológica (CDB).

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Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051

Acesse o Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Ministro Wellington Lima apresenta ações do MJSP à Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado na Câmara dos Deputados

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Brasília, 9/6/2026 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, participou, nesta terça-feira (9), de audiência na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados para apresentar iniciativas da pasta e responder a questionamentos de parlamentares sobre segurança pública.

A audiência contou com a presença de outros integrantes da gestão do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), entre os quais o secretário nacional de Segurança Pública (Senasp), Chico Lucas; o secretário nacional de Assuntos Legislativos, Paulo Modesto; o secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes; a secretária nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, Marta Machado; e o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia.

Na reunião, o ministro mencionou a atuação integrada entre União, estados, municípios, Poder Judiciário, Ministério Público (MP) e forças de segurança para o enfrentamento da criminalidade organizada.

Segundo Wellington Lima, a formulação de políticas públicas eficazes depende da cooperação institucional e do diálogo permanente com as Casas Legislativas. “Não há segurança pública sem o Congresso Nacional. A construção de políticas públicas eficazes exige diálogo permanente com o Parlamento, com o Judiciário, com o Ministério Público e com os profissionais que estão na ponta do sistema de segurança”, afirmou.

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Entre os temas abordados estiveram as estratégias de combate ao crime organizado, as ações de fortalecimento do sistema prisional, as medidas de combate ao tráfico ilícito de armas e as iniciativas voltadas à descapitalização financeira de organizações criminosas.

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Ao tratar das medidas de enfrentamento às facções criminosas, Wellington Lima ressaltou a importância do enfraquecimento financeiro desses grupos.

“O primeiro eixo é exatamente a reprodução e o aperfeiçoamento dos mecanismos de asfixia financeira. É preciso tirar o oxigênio do crime organizado.”

O ministro também apresentou iniciativas voltadas ao aprimoramento da inteligência e da investigação criminal, com foco na ampliação da capacidade de esclarecimento de homicídios e das operações de repressão às organizações criminosas.

Ao abordar o sistema penitenciário, defendeu investimentos em tecnologia, inteligência e protocolos de segurança para impedir a comunicação de lideranças criminosas com grupos que atuam fora das unidades prisionais. “Esse é um problema que não poderia ser adiado de modo algum”, enfatizou.

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Operações em unidades prisionais

Durante a audiência, Wellington Lima anunciou que o MJSP realizará, até o final de 2026, uma operação nacional e duas regionais por mês em unidades prisionais de todo o País.

A medida busca reforçar o controle do sistema penitenciário, combater a atuação de organizações criminosas e ampliar a integração entre as forças de segurança e as administrações penitenciárias estaduais.

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Plataformas digitais

Sobre plataformas digitais, parlamentares também questionaram os decretos relacionados à atuação das plataformas digitais e às medidas de enfrentamento de crimes praticados no ambiente virtual.

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O ministro explicou que as normas foram elaboradas com base em análises técnicas e dados relacionados ao crescimento de ilícitos praticados pela internet, como fraudes eletrônicas, exploração sexual de crianças e adolescentes e divulgação não autorizada de conteúdo íntimo.

“Os decretos foram elaborados a partir de evidências concretas sobre a crescente centralidade da internet na vida dos brasileiros e sobre a urgência de enfrentar o aumento de crimes, atos ilícitos e condutas abusivas que vêm se multiplicando no ambiente digital”, disse.

De acordo com Wellington Lima, as medidas buscam ampliar a capacidade de resposta do Estado diante desses crimes, sem afastar o papel do Congresso Nacional na discussão e eventual definição de regras permanentes para o setor.

“O Parlamento é sempre quem melhor legisla, mas muitas vezes a sociedade clama por alguma providência mais imediata”, completou.

A audiência integra as atividades de fiscalização e de acompanhamento das políticas públicas conduzidas pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados.

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Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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