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Suíça oficializa nova doação de R$ 33 milhões ao Fundo Amazônia na COP30

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A Suíça anunciou, neste domingo (9/11), às vésperas da COP30, em Belém (PA), uma nova doação de 5 milhões de francos suíços, o equivalente a R$ 33 milhões, ao Fundo Amazônia, mecanismo gerido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Com esse novo aporte, o país dobra o valor total de suas contribuições, que agora ultrapassam R$ 60 milhões, reforçando a cooperação com o Brasil na agenda de conservação da floresta e de transição ecológica global.

O anúncio foi realizado no Museu Paraense Emílio Goeldi durante o evento “Presença Suíça na COP30”, organizado pela Embaixada da Suíça no Brasil, pela Swissnex e pela Agência Suíça de Cooperação. Estiveram presentes a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva; o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante; a vice-governadora do Pará, Hana Ghassan; o secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco; a diretora socioambiental do BNDES, Tereza Campello; a presidente da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Joenia Wapichana; o embaixador da Suíça no Brasil, Hanspeter Mock; o embaixador suíço para o Meio Ambiente e chefe da delegação do país na COP30, Felix Wertli; o diretor do Museu Paraense Emílio Goeldi, Nilson Gabas; e secretário-geral da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), Martin von Hildebrand.

A nova contribuição da Suíça fortalece o Fundo Amazônia como o principal instrumento mundial de financiamento para ações de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+). A parceria entre o Brasil e a Suíça no Fundo foi inaugurada em 2023, quando o país europeu realizou sua primeira doação, também no valor de 5 milhões de francos suíços.

Marina Silva celebrou o novo aporte ao Fundo Amazônia e pontuou que as doações ao mecanismo representam pagamentos por resultados alcançados no combate ao desmatamento. Ela destacou que neste ano, em comparação a 2022, o governo brasileiro obteve queda de 50% da supressão vegetal na Amazônia. “Toda vez que atingimos um bom resultado, conseguimos fazer a captação de recursos. Nestes três primeiros anos de governo do presidente Lula, evitamos lançar mais de 700 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera em função da redução do desmatamento na Amazônia e Cerrado”, afirmou. “Esses resultados são catalisadores de mais recursos, mas, sobretudo, de mais benefícios para os povos indígenas, comunidades tradicionais, a ciência, tecnologia e inovação e o desenvolvimento sustentável.”

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Ao comentar a renovação da contribuição suíça, Aloizio Mercadante declarou que o gesto reforça a confiança internacional no Brasil e na governança do Fundo Amazônia. De acordo com ele, a cooperação amplia a capacidade do país de consolidar um novo modelo de desenvolvimento para a região.

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“A nova contribuição da Suíça confirma que estamos no caminho certo. O Fundo Amazônia atingiu um patamar inédito: passamos de cerca de R$ 300 milhões anuais para mais de R$ 1,2 bilhão por ano em financiamentos, apoiando 650 instituições em 75% dos municípios da Amazônia. É uma prova de que resultados concretos geram confiança. Agora, o nosso desafio é transformar o arco do desmatamento no arco da restauração, com ciência, tecnologia, inclusão social e cooperação internacional. Proteger a Amazônia é proteger o futuro do planeta — e fazemos isso junto com quem acredita nessa agenda”, disse.

“Por meio dessa parceria, apoiamos os esforços do governo federal para fortalecer a capacidade dos órgãos ambientais responsáveis pelo monitoramento, pela prevenção e pelo combate ao desmatamento ilegal, à degradação ambiental e aos incêndios florestais”, frisou o embaixador Hanspeter Mock. Ele reforçou ainda que “o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima anunciou recentemente resultados impressionantes na redução do desmatamento na Amazônia, alcançando, no último ano, o terceiro menor índice já registrado na história da região. Sentimo-nos honrados em contribuir para esse avanço e em caminhar ao lado do Brasil nesse trabalho.”

Desde 2008, o Fundo atua como referência em cooperação internacional para o clima, combinando proteção ambiental, desenvolvimento sustentável e melhoria da qualidade de vida na região amazônica. A partir da retomada das doações, em 2023 – após quatro anos paralisado –, o Fundo chegou a R$ 1,6 bilhão adicionais contratados e o número de doadores passou de três para nove. Nos seus 17 anos, o Fundo beneficiou cerca de 260 mil pessoas, por meio de mais 600 organizações comunitárias e apoiando 144 projetos.

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Coordenado pelo MMA e operacionalizado pelo BNDES, o Fundo Amazônia, representa uma estratégia essencial para o alcance das metas climáticas brasileiras, contribuindo para os compromissos assumidos no Acordo de Paris e para atingir os objetivos do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm).

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A Suíça se soma a um grupo de países doadores que inclui Alemanha, Noruega, Reino Unido, Dinamarca, Estados Unidos, Japão, Irlanda e União Europeia. Com a renovação do apoio suíço, o Fundo Amazônia reforça sua posição como modelo global de governança, transparência e resultados mensuráveis. Todos os dados sobre doações, contratos e desembolsos estão disponíveis publicamente na plataforma do Fundo, assegurando a rastreabilidade dos recursos e a credibilidade do mecanismo perante a comunidade internacional.

Fundo Amazônia em números

Ano de criação: 2008

Gestão: BNDES, sob coordenação do MMA

Doações totais contratadas: cerca de R$ 5 bilhões até 2025

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Principais doadores: Noruega, Alemanha, Reino Unido, Estados Unidos, Dinamarca, Suíça, Irlanda, Japão e União Europeia.   

Projetos aprovados: 144

Municípios: mais de 300 em todos os 9 estados na Amazônia legal (+70 % dos municípios)

Pessoas beneficiadas: cerca de 260 mil

Organizações apoiadas: mais de 600, direta e indiretamente 

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Recursos contratados desde 2023: R$ 1,6 bilhão 

Eixos de atuação: prevenção e combate ao desmatamento; bioeconomia e manejo florestal; ordenamento territorial e fortalecimento de comunidades tradicionais

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o 
Flickr do MMA

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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BRASIL

É falso que o Ministério do Turismo vai monitorar dados pessoais de turistas; confira tudo sobre a Ficha Digital de Hóspedes

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Meios de hospedagem de todo o Brasil, como hotéis, pousadas, hostels e resorts, vêm implementando a nova Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNHR). O que antes era feito no papel, tomando tempo de turistas e gerando custos ao setor, agora é feito em formato 100% digital, que agiliza a identificação de clientes cumprindo rigorosamente a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Inspirada nos check-ins de aeroportos, a plataforma passou a ser exigida desde segunda-feira (20). A ficha digital é preenchida pelo hóspede, que pode digitar as informações ou optar pelo preenchimento automático pelo Gov.br.

A FNRH Digital foi desenvolvida pelo Ministério do Turismo em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e pode ser preenchida antes da chegada no hotel, por link enviado pela hospedagem, ou direto no balcão da recepção, por meio de um QRCode. Pessoas sem celular podem fazer pelo serviço próprio da hospedagem.

A nova Ficha Digital de Hóspedes foi aprovada pelo Congresso Nacional (deputados[a] e senadores[a]) e sancionada em 2024 pela Presidência da República, e foi apoiada pelo setor. O processo de adesão da hotelaria à ferramenta – iniciado ainda em novembro do ano passado, com a permanente orientação do Ministério ao setor – marca o fim da era do papel e da burocracia desnecessária no balcão dos empreendimentos de norte a sul do país.

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Aos viajantes, o benefício é imediato: rapidez. Com o sistema, o check-in agora pode ser concluído em segundos. Já para os meios de hospedagem, a plataforma representa redução de custos, eliminando a necessidade de se manter arquivos físicos por longos períodos.

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, reforça a segurança do novo sistema e incentiva a adequação da hotelaria.

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“Todo o sistema foi construído sob o rigor da LGPD, com dados criptografados e total respeito à privacidade. O que estamos fazendo é usar a tecnologia para facilitar a vida do hóspede e profissionalizar o setor, garantindo que ele esteja preparado para oferecer as melhores experiências possíveis aos seus clientes. Especialmente no momento em que o turismo brasileiro vem alcançando recordes históricos de desempenho”, destaca o ministro.

A VERDADE SOBRE A FICHA – Para que hóspedes e hoteleiros possam aproveitar as vantagens da nova ficha digital de registro, o Ministério do Turismo esclarece alguns dos principais pontos da ferramenta e desmente falsas informações sobre a plataforma. Confira!

– A coleta de dados de hóspedes começou com a nova FNRH Digital?

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Não. A Lei Geral do Turismo de 2008 definiu o envio de dados ao Ministério do Turismo, e a portaria nº 41 do Ministério do Turismo, de 14 de novembro de 2025, apenas estabeleceu a digitalização do processo, tornando-o mais rápido e seguro.

– O sistema permite a apropriação indevida de dados?

Não. O Gov.br funciona somente como um validador de identidade. O sistema apenas confirma o CPF do hóspede para evitar fraudes e erros de preenchimento, garantindo que o cliente é quem diz ser.

– As informações recolhidas pelo sistema ficam expostas?

Não. Os registros são criptografados e armazenados no banco de dados do Serpro. O Ministério do Turismo acessa apenas dados macro (quantitativos); dados individuais só são acessados por ordem judicial ou policial, como já ocorre hoje.

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– A ferramenta colhe informações sobre gastos dos hóspedes?

Não. A FNRH Digital não coleta dados a respeito de despesas dos hóspedes. Ela serve exclusivamente para estatísticas oficiais de fluxo turístico e apoio à segurança pública.

– O check-in vai ficar mais difícil com a nova ficha digital?

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Não. Quem utiliza a conta Gov.br finaliza o registro em segundos. O processo é antecipado via sistema Gov.br e concluído por meio da leitura de QR Code, link compartilhado ou dispositivo oferecido pelo próprio estabelecimento.

– É obrigatório fazer o check-in antes de chegar ao meio de hospedagem?

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Não. O check-in pode ser feito previamente ou, caso o hóspede prefira, é possível optar pelo preenchimento digital já no hotel, com auxílio do atendente diretamente no balcão do estabelecimento.

– O novo sistema é pago pelo meio de hospedagem?

Não. O sistema oficial é gratuito, o Ministério do Turismo não cobra pelo acesso. Eventuais custos dependem apenas do contrato do hotel com seus fornecedores de softwares de gestão (PMS).

– Hoteleiros ainda podem aderir ao sistema da FNRH Digital?

Sim, empreendimentos não adequados ainda podem fazê-lo. O Ministério do Turismo reforça que está à disposição da hotelaria de todo o país para orientar o processo de transição.

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– Como o Ministério do Turismo vem acompanhando a transição?

O foco inicial é sensibilizar o setor quanto à necessidade de adaptação, conscientizando quanto aos benefícios da utilização do sistema para seus hóspedes e a gestão dos próprios negócios.

ORIENTAÇÕES – O Ministério reitera que o processo de transição para a nova FNRH Digital exige adaptações por parte dos 19.231 meios de hospedagem regularmente inscritos no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur), independentemente de usarem sistemas de gestão próprios.

A Pasta disponibiliza uma página eletrônica com todo o passo a passo da ferramenta para hóspedes e hoteleiros. (Acesse AQUI)

Por André Martins

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Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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