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MATUPÁ

Motorista de aplicativo é preso após manter mulher em cárcere privado em Matupá

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Um motorista de aplicativo foi preso pela Polícia Militar na manhã desta terça-feira (4), em Matupá, após ser acusado de manter uma mulher em cárcere privado dentro de sua residência e ameaçá-la com uma faca. A vítima teria permanecido no local desde o fim de semana e conseguiu pedir ajuda de forma discreta somente na manhã da ocorrência.

Segundo o relato da Polícia Militar, a equipe recebeu a informação por volta das 9h de que uma mulher estaria sendo mantida contra a vontade dentro de uma casa e sofrendo ameaças de morte.

Conforme as informações repassadas aos policiais, a vítima seria moradora das proximidades de Itabaporã e teria conhecido o suspeito após ele realizar um transporte como motorista de aplicativo. Depois de buscá-la, o homem teria levado a mulher para sua residência e, segundo o relato, passou a impedi-la de sair ou manter contato com outras pessoas.

Ainda de acordo com a PM, a mulher estava com o suspeito desde o final de semana. Com muito esforço, ela conseguiu ter acesso ao celular na manhã de terça-feira e enviou uma mensagem para uma amiga, pedindo que acionasse a polícia e informasse onde estava. Ela teria relatado que o homem a ameaçava de morte.

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Ao chegar ao endereço indicado, a equipe policial tentou diversas vezes conversar com o suspeito e convencê-lo a sair da residência. Ele, porém, permaneceu dentro do imóvel, inicialmente afirmando que se tratava apenas de um desentendimento entre o casal.

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Os policiais também tentaram conversar diretamente com a vítima. Durante o contato, ela demonstrava estar muito nervosa e com medo. Segundo a equipe, era possível perceber que ela olhava constantemente para as mãos do homem e apresentava respostas aparentemente influenciadas pela presença dele.

Depois de um longo período de negociação, o suspeito permitiu que os policiais se aproximassem da residência. Quando a equipe conseguiu entrar na área externa do imóvel, encontrou o homem ao lado da vítima portando uma faca.

A PM determinou que ele largasse a arma. Após repetidas ordens, o suspeito deixou a faca, mas se recusou a acompanhar os policiais até a delegacia e passou a resistir à prisão.

Segundo o relato policial, foi tentado o uso de dispositivo elétrico incapacitante, mas o equipamento apresentou falha. Diante da resistência, os policiais utilizaram spray de pimenta para conseguir contê-lo e realizar o algemamento.

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A mulher, conforme a PM, estava muito trêmula e transtornada, demonstrando intenso medo em razão do que havia passado e temendo pela própria vida.

A ocorrência contou com a atuação da equipe de serviço e da Patrulha Maria da Penha. O suspeito foi preso em flagrante e encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil de Matupá.

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Vítima teme novos contatos

Após a prisão, a mulher relatou aos policiais que havia sido mantida em cárcere privado e que o suspeito permanecia próximo a ela com uma faca, inclusive empunhando o objeto na direção de suas costas. Ela também afirmou que era impedida de deixar a residência.

A vítima foi orientada a solicitar uma medida protetiva de urgência. A Polícia Militar também explicou que, caso a medida seja concedida e o homem tente novamente entrar em contato com ela por mensagens, ligações ou pessoalmente, a vítima deverá comunicar imediatamente a polícia.

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A orientação foi reforçada porque a mulher demonstrou temor de que o suspeito volte a procurá-la quando deixar a prisão. O eventual descumprimento de uma medida protetiva poderá resultar em nova prisão, conforme as circunstâncias do caso.

Fonte: Angela Fogaça/Nortão Online

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MATUPÁ

Trilha de cabelos leva polícia a corpo de mulher com marcas de tortura em Peixoto de Azevedo

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O desfecho trágico do desaparecimento de Jéssica Brígida de Almeida, de 35 anos, mobilizou as forças de segurança do norte de Mato Grosso. Desaparecida desde o dia 27 de julho, a mulher foi localizada morta às margens do Rio Peixotinho, em Matupá, após uma pista incomum guiar os agentes até o local: uma “trilha de cabelos” espalhada pela vegetação.

Segundo o delegado Thiago Barros, responsável pelo atendimento da ocorrência, a equipe policial percebeu os fios presos ao matagal e decidiu seguir o rastro. Ao final do percurso, os agentes encontraram o cadáver de Jéssica em avançado estado de decomposição e com severas marcas de crueldade. A vítima apresentava diversos cortes pelo corpo, braços visivelmente inchados e lesões profundas em uma das pernas, que já atingiam o osso.

Moradora do bairro Pedra 90, em Cuiabá, Jéssica havia viajado para a região de Peixoto de Azevedo a trabalho. De acordo com os levantamentos iniciais, ela costumava prestar serviços em casas noturnas de diferentes municípios do interior, sem permanecer por muito tempo em uma mesma localidade.

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Linhas de investigação

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A Polícia Civil descartou a hipótese de feminicídio em um primeiro momento. Pela forma como o cadáver foi ocultado e pelas circunstâncias da cena do crime, as autoridades trabalham com a forte suspeita de que Jéssica tenha sido executada por integrantes de uma facção criminosa com atuação na região. A motivação exata do homicídio ainda depende do avanço das diligências.

Outro elemento chave para a investigação é o paradeiro do telefone celular da vítima, que não estava junto ao corpo. Conforme revelado pelo delegado, o aparelho permanecia ligado em outro ponto da cidade, dado técnico que pode ajudar a reconstituir os últimos passos da vítima e identificar os responsáveis pelo assassinato.

O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exames de necropsia, que indicarão a causa exata da morte e fornecerão mais detalhes sobre as agressões. O caso segue sob sob responsabilidade da Polícia Civil de Mato Grosso.

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