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Governo de MT convoca 53 novos policiais militares para reforçar a segurança pública

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O Governo de Mato Grosso convocou 53 candidatos aprovados em concursos públicos para reforçar os quadros da Polícia Militar (PMMT). As nomeações, publicadas em edição extra do Diário Oficial do Estado na quarta-feira (29.4), contemplam 41 para o cargo efetivo de aluno-soldado e 12 para o cargo efetivo de aluno-oficial, todos do cadastro de reserva dos concursos realizados em 2022.

Os atos de convocação são referentes aos editais nº 003 e nº 004, organizados pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) e pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).

Desde o início da atual gestão, em 2019, o governo já convocou 1.285 profissionais para cargos efetivos na Polícia Militar. O investimento faz parte da estratégia do Programa Tolerância Zero para o fortalecimento da segurança pública em Mato Grosso, aumentando a presença policial e a eficiência no combate à criminalidade em todas as regiões do Estado.

Para o secretário de Planejamento e Gestão (Seplag), Basílio Bezerra, a convocação reforça o compromisso do governo com a segurança da população. “A convocação desses novos alunos significa mais policiamento nas ruas e uma resposta rápida à criminalidade”, destacou.

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“As nomeações reforçam a política contínua do Governo do Estado de fortalecimento das forças de segurança pública. Para além dos investimentos em infraestrutura e da modernização tecnológica, a ampliação do efetivo é medida estratégica para qualificar o policiamento ostensivo e potencializar a capacidade investigativa, com foco na repressão qualificada à criminalidade, na produção de provas e na efetiva aplicação da lei”, acrescentou a secretária de Estado de Segurança Pública, coronel Susane Tamanho.

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Conforme o edital, os candidatos deverão realizar a entrega de documentos para análise de matrícula no Curso de Formação. O comparecimento deve ocorrer na Escola Superior de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Esfap), em Cuiabá, para os alunos-soldados. Já os alunos-oficiais deverão se apresentar na Academia de Polícia Militar Costa Verde (APMCV), em Várzea Grande, nas datas e horários definidos no cronograma oficial.

“Essa nova convocação é mais uma oportunidade para aqueles que tanto sonham em ingressar na nossa gloriosa Polícia Militar, além de reforçar o compromisso do Governo do Estado em continuar aumentando o nosso efetivo e o combate à criminalidade”, afirma o comandante-geral da PMMT, coronel Claudio Fernando Carneiro Tinoco.

Além da entrega dos documentos, os convocados irão passar por inspeção de saúde, realizada pela Diretoria de Gestão de Saúde e Segurança do Trabalho Militar (DGSSTM), como etapa obrigatória para ingresso.

O ingresso na corporação ocorrerá inicialmente de forma provisória, na condição de aluno, sendo efetivado apenas após a conclusão do curso de formação, conforme previsto na legislação estadual.

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A lista completa dos convocados com mais informações está disponível no anexo abaixo.

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Fonte: PM MT – MT

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POLÍCIA

Polícia Civil leva debate sobre bullying, ciberbullying e radicalização misógina às escolas de Cuiabá

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A violência contra a mulher não começa com um feminicídio. Ela nasce silenciosa, muitas vezes nos corredores das escolas, nas salas de bate-papo de jogos online, nos comentários anônimos das redes sociais e nos discursos de ódio que se infiltram como verdadeiros “coaches” da masculinidade tóxica.

Para enfrentar essa realidade, a Polícia Judiciária Civil, por meio da Coordenadoria de Polícia Comunitária e dos projetos sociais intensificou palestras nas unidades de ensino, lança um olhar atento e preventivo sobre o fenômeno da intimidação sistemática (bullying), do ciberbullying e da radicalização online em perfis da manosfera e machosfera.

A ação, que integra a campanha de prevenção à violência virtual nas escolas da capital, leva às salas de aula um diálogo franco e desarmado com alunos do ensino fundamental e médio. O objetivo não é apenas punir, mas impedir a formação de novos agressores, desconstruindo a ideia de que “brincadeira de mau gosto” é algo natural ou inofensivo.

“Não é brincadeira”: Investigador alerta para os crimes por trás da tela

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Palestrante frequente nas ações da Polícia Civil em Cuiabá, o investigador Ademar Torres de Almeida, tem se dedicado a levar às escolas uma mensagem clara: o bullying e o ciberbullying são violações graves, com consequências jurídicas e emocionais reais. Em suas apresentações, ele utiliza recursos audiovisuais e exposição dialogada para mostrar como apelidos, xingamentos repetitivos, exclusão social e humilhações digitais não se trata de “mera diversão”.

“Precisamos desmontar essa ideia de que colocar apelido ofensivo, isolar o colega ou espalhar um boato é brincadeira. Isso é violência. E quando essa violência ganha as redes ou os chats dos jogos online, ela se multiplica. A Lei nº 14.811/2024 tipificou o cyberbullying como ‘intimidação sistemática virtual’, e os adolescentes precisam saber que responderão por atos infracionais por essas condutas”, alerta o investigador.

Segundo Ademar Torres, um dos pontos mais críticos observados nos diálogos com os jovens é a adesão velada a discursos de ódio contra meninas e mulheres, propagados em comunidades como a manosfera – um ecossistema digital misógino – e seu núcleo mais radical, a machosfera. Termos como Incel, Redpill, Blackpill e MGTOW (Homens Seguindo seu Próprio Caminho) têm sido identificados por pesquisas como mecanismos de radicalização que transformam frustrações em rancor e, em casos extremos, em violência.

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“Quando um aluno começa a reproduzir frases de ódio contra as colegas, a defender que ‘mulher merece sofrer’ ou a consumir conteúdos de influenciadores que pregam a dominação masculina, isso é um sinal de alerta. Estamos falando de um processo de radicalização que começa online e pode terminar em violência real. A escola é o lugar ideal para interromper esse ciclo”, explicou o investigador.

Psicóloga reforça: parceria com a Polícia Civil transforma a escola

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A atuação da Polícia Civil nas escolas não acontece de forma isolada. No Colégio Tiradentes da Polícia Militar, em Cuiabá, a psicóloga Renata, da equipe psicossocial da unidade, tem acompanhado de perto os resultados das palestras e rodas de conversa promovidas pelos investigadores. Para ela, a presença da Polícia Civil no ambiente escolar é fundamental para desmistificar o tema e dar segurança jurídica e emocional a alunos e educadores.

“A expressão ‘bullying’ é usada para qualificar comportamentos agressivos no ambiente escolar, praticados de forma intencional e repetitiva, deixando a vítima impossibilitada de se defender. Mas, na prática, muitas crianças e adolescentes não sabem identificar quando estão sendo vítimas ou, pior, quando estão sendo agressores. O trabalho da Polícia Civil, com uma linguagem acessível e exemplos concretos, ajuda a desnaturalizar essa violência. Eles explicam desde o bullying físico até o cyberbullying, incluindo a falsificação de fotos, a disseminação de boatos e a violação de intimidade”, detalha a psicóloga.

Renata destaca que um dos maiores ganhos dessa parceria é a prevenção baseada no diálogo e no acolhimento, e não apenas na repressão. “Quando o investigador entra na sala e fala sobre como os jogos online podem se tornar espaços tóxicos, ou como um comentário misógino em uma rede social não é ‘só uma opinião’, os alunos se sentem provocados a refletir. A escola sozinha não dá conta desse fenômeno digital. Precisamos do Estado, da segurança pública, atuando de forma coordenada. A Polícia Civil tem sido essencial nesse sentido”, afirmou.

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O que diz a lei e o papel da escola

O coordenador da Polícia Comunitária, delegado Mario Dermeval, ressalta que as ações da Polícia Civil nas escolas de Cuiabá estão amparadas em um robusto arcabouço legal. A Lei Estadual nº 9.724/2012 determina a inclusão de medidas de conscientização e combate ao bullying nos projetos pedagógicos de Mato Grosso. Já a Lei Federal nº 13.185/2015 instituiu o Programa de Combate à Intimidação Sistemática, e a Lei nº 13.663/2018 alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para obrigar as escolas a promoverem ações de prevenção à violência e cultura de paz.

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De acordo com o material utilizado nas palestras, as formas mais comuns de bullying vão além do físico e incluem o bullying psicológico (amedrontar, perseguir), moral (difamar, caluniar), verbal (insultos, apelidos humilhantes), sexual (assediar), social (isolar, excluir), material (furtar ou destruir pertences) e o virtual ou cyberbullying (humilhações online, invasão de perfis, envio de mensagens ofensivas).

Prevenção como projeto de Estado

Segundo o gerente de Polícia Comunitária, investigador Nilton César Cardoso, as ações da Polícia Civil na capital têm por referência os projetos sociais de prevenção e o Programa Escola Segura que visa a prevenção eficaz aliada a educação transformadora, integrada no território escolar. Ao final das palestras, fica a mensagem central: os algoritmos das redes sociais e os chats dos jogos online não podem ditar o que é certo ou errado. A responsabilidade é coletiva. Como bem sintetizou o Investigador.

Serviço

Escolas públicas e privadas de Cuiabá que desejarem agendar palestras sobre bullying, ciberbullying, prevenção à violência virtual e enfrentamento à radicalização misógina podem entrar em contato com a Polícia Civil. As ações são gratuitas e voltadas a alunos do ensino fundamental e médio.

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Fonte: Policia Civil MT – MT

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