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Em Minas Gerais, mutirão de cirurgias e exames vai reduzir tempo de espera no SUS

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No compromisso de ampliar a assistência em todo o Brasil e reduzir o tempo de espera por atendimento no SUS, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, cumpre agenda em Belo Horizonte, Minas Gerais, onde anunciou um mutirão de cirurgias, exames e diagnósticos em parceria com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares. No total, a meta do projeto “Ebserh em Ação” neste ano é ampliar em 40% a oferta de cirurgias eletivas. Neste sábado (29), o Hospital das Clínicas da UFMG realiza 40 procedimentos com foco na saúde da mulher, entre cirurgias ginecológicas de alta complexidade, mamografias e outros exames. Uma simulação de cirurgia torácica também será realizada, marcando a retomada dos transplantes de pulmão na unidade.

As mulheres beneficiadas com o mutirão deste sábado geralmente esperariam 47 dias por um procedimento, mas com a iniciativa terão acesso mais rápido ao tratamento necessário. “Nós vamos usar toda a força da saúde brasileira para reduzir o tempo de espera por atendimento especializado no SUS. Essa é a minha obsessão. O Hospital das Clínicas da UFMG é um dos hospitais que já integram esse esforço, inclusive com atendimento noturno e aos sábados, em que geralmente só se fazem cirurgias de urgência emergência, mas agora realizando também cirurgias eletivas, nesse esforço de reduzir o tempo de espera”, detalhou o ministro da Saúde.

Padilha explicou que, em março, mês das mulheres, o Ministério da Saúde deu o primeiro passo para “enterrar de vez a tabela SUS, buscando uma nova forma de remunerar, com valores maiores, desde que os procedimentos sejam feitos no prazo adequado”, em referência às ofertas de cuidado integrado (OCI) que estão sendo implementadas em todo o país.

“Dessa forma nós vamos reorganizar a estrutura da rede de saúde, não pagando mais por procedimentos isolados, mas garantindo um pacote com tudo que o paciente precisa, com prazo pré-estabelecido para realização, acabando, portanto, com a peregrinação daquela pessoa e superando a tabela SUS”, detalhou o ministro Padilha.

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O formato integra consultas e exames, permitindo que, em áreas de grande demanda, como cardiologia, otorrinolaringologia, ortopedia, oftalmologia e oncologia, o diagnóstico seja feito de forma mais rápida e eficiente. Nesse modelo, tudo acontece de maneira mais ágil: consultas, exames e diagnósticos são realizados em um único fluxo, garantindo maior efetividade no atendimento. Em Minas Gerais, o Ministério da Saúde garantiu adesão de todos os 853 municípios.

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Ebserh em Ação 2025

Os 45 hospitais da Rede Ebserh de todo o país participam da ação ao longo de 2025, incluindo as quatro unidades de Minas Gerais. Com o aumento de 40% nos procedimentos, mais de 75 mil cirurgias adicionais devem ser realizadas, totalizando 261 mil cirurgias na rede, um avanço significativo para garantir assistência eficaz e redução do tempo de espera.

Desse quantitativo, 12 mil cirurgias eletivas a mais serão realizadas nos quatro hospitais de Minas Gerais. Na edição de 2025, o projeto vai priorizar cirurgias oncológicas, ortopédicas, cardiológicas, urológicas, oftalmológicas, ginecológicas e de cirurgia geral. Em 2024, os hospitais da Ebserh realizaram mais de 186,9 mil cirurgias eletivas em todo o Brasil, sendo quase 73% em mulheres (136,5 mil).

Retomada dos transplantes de pulmão

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No início do ano, 23 profissionais do Hospital das Clínicas da UFMG, ligados à cirurgia do tórax e que vão atuar com a retomada dos transplantes de pulmão no estado mineiro, participaram de um treinamento prático ofertado pela Faculdade de Medicina da universidade. Neste sábado (29), um simulado acontece na unidade, já prevendo a retomada definitiva dos transplantes de pulmão. A previsão é os procedimentos desse tipo sejam retomados integralmente no segundo semestre.

O Brasil possui o maior programa público de transplante de órgãos, tecidos e células do mundo, que é garantido a toda a população por meio do SUS. Ano passado, 93 transplantes de pulmão foram realizados em todo o país, um procedimento raro e complexo. A partir do avanço anunciado hoje, o estado de Minas Gerais terá garantida estrutura para realização desse tipo de transplante.

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Telessaúde

O ministro Alexandre Padilha também visitou, neste sábado (29), o Núcleo da Rede Brasileira de Telessaúde do Hospital das Clínicas da UFMG, referência em inovação tecnológica e que atende mais de 1.400 municípios, alcançado 45 milhões de brasileiros, especialmente em regiões remotas e vulneráveis. Essa é uma das maiores e mais bem-sucedidas iniciativas públicas de telessaúde do mundo. Os resultados são expressivos: mais de 10,4 milhões de eletrocardiogramas foram interpretados remotamente nos últimos anos, com impacto direto na redução de tempo diagnóstico e detecção precoce de infartos e arritmias.

“A força e o impacto desse núcleo estão comprovados. O Ministério da Saúde tem investido em modelos como esse em Minas Gerais e em todo o país, para ampliação da telessaúde, essencial na nossa obsessão pela redução do tempo de espera”, disse o ministro. O núcleo adota um modelo inovador de implementação em telessaúde, baseado em ciclos estruturados que envolvem: identificação de necessidades locais, desenvolvimento e teste de soluções tecnológicas no âmbito da pesquisa, incorporação de intervenções bem-sucedidas ao sistema público de saúde e expansão com sustentabilidade. Esse processo garante intervenções baseadas em evidências científicas.

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Os três núcleos de telessaúde de Minas Gerais – Faculdade de Medicina da UFMG, Hospital das Clínicas da UFMG e Fundação Educacional Lucas Machado – operacionalizam o projeto do Ministério da Saúde para incorporação de teleconsultorias no fluxo do atendimento especializado no estado. Em Belo Horizonte, três filas de especialidades estão sendo enfrentadas com a teleconsultoria antes do encaminhamento presencial dos pacientes para o atendimento especializado: endocrinologia, gastroenterologia e pneumologia. Como resultado, os municípios já registram diminuição das filas em cerca de 70%. No projeto piloto no município de Betim, a fila de espera para primeira consulta nessas especialidades registrou diminuição de 81,9%.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Ministério da Saúde amplia articulação com gestores no Congresso Norte e Nordeste de Gestão Municipal do SUS, em São Luís

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O Ministério da Saúde iniciou, na segunda-feira, 11 de maio, uma ampla agenda de participação no 11º Congresso Norte e Nordeste de Gestão Municipal do SUS, realizado em São Luís (MA). Considerado um dos principais encontros voltados ao fortalecimento da gestão pública de saúde nas duas regiões, o evento reúne participantes entre gestores, trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS), pesquisadores e representantes institucionais, com foco no debate sobre equidade e organização do cuidado nos territórios.

Promovido pelo Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Maranhão (Cosems-MA), em parceria com o Ministério da Saúde e os Cosems dos demais estados do Norte e Nordeste, o congresso tem como tema “Pluralidade, especificidade e equidade no cuidado à saúde nos territórios Norte e Nordeste”. Ao longo dos três dias de programação, o ministério participa de 23 das 24 atividades oficiais previstas, mobilizando cerca de 300 profissionais entre secretários, diretores e equipes técnicas em mesas, oficinas e atendimentos especializados.

A abertura do congresso contou com a presença de autoridades federais, estaduais e municipais. A secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Lucinha Tremembé, representou o ministro Alexandre Padilha na solenidade. Na ocasião, destacou o congresso como um espaço que, além de agregar relevantes debates técnicos, se apresenta como “espaço de defesa pela vida, da democracia, do SUS público, universal e gratuito”.

“É um espaço onde reafirmamos que saúde não é mercadoria. Saúde é direito do povo brasileiro e os municípios são a porta de entrada do SUS. Este congresso também simboliza a importância do diálogo entre União, Estado e Município, pois nenhuma política de saúde se sustenta sem cooperação federativa e planejamento regional. Que seja um espaço de escuta, pactuação e construção coletiva”, afirmou.

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Aos dirigentes locais, a secretária ressaltou ainda as especificidades das regiões e reforçou que políticas públicas federais contribuem tanto para o fortalecimento da atenção primária, quanto para a ampliação da saúde especializada: “Falar de gestão municipal nessas regiões é falar de distâncias geográficas, desigualdades históricas, mudanças climáticas. Mas, ao mesmo tempo, reconhecemos a enorme potência dos nossos territórios. O Norte e o Nordeste produzem inovações, participação social, acolhimento, ciência, cuidado e experiências exitosas que fortalecem o SUS em todo o Brasil”, destacou.

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 MS presente nos debates técnicos

A participação do ministério também se destaca nas atividades técnicas voltadas à organização da rede pública de saúde. Ainda no primeiro dia, uma das agendas centrais foi a oficina “Aspectos estratégicos de uma agenda de apoio à construção da Política Nacional de Regionalização”, reunindo representantes de diferentes secretarias da pasta, gestores estaduais e organismo internacional. A atividade discutiu estratégias para fortalecer a integração entre atenção primária, especializada, vigilância em saúde e saúde indígena, com foco nas especificidades dos territórios Norte e Nordeste.

A oficina foi coordenada por André Luis Bonifácio de Carvalho, diretor de Gestão Interfederativa e Participativa (DGIP) da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde (SE/MS), que destacou a regionalização como eixo estruturante para a consolidação do SUS. “Não se constrói política pública de forma isolada. A regionalização precisa ser pensada com quem está na ponta, nos territórios e nos serviços. Por isso, esse diálogo é essencial”.

A discussão contou ainda com a participação de representantes das secretarias de Saúde Indígena, de Vigilância em Saúde e Ambiente, de Atenção Primária à Saúde, e de Atenção Especializada do Ministério da Saúde; além de integrantes da Secretaria de Estado da Saúde do Amazonas e da Organização Pan-Americana da Saúde.

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Entre os fatores apontados no debate, está a necessidade de reconhecimento das especificidades dos territórios indígenas e a incorporação da saúde indígena como componente estratégico da organização das redes regionais de atenção. “Fortalecer a integração entre o SasiSUS e o SUS significa garantir continuidade do cuidado, equidade no acesso e respeito às diversidades territoriais e culturais dos povos indígenas. A consolidação dessa agenda exige cooperação interfederativa e fortalecimento da governança regional”, afirmou a secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé.

O diretor do DGIP, André Luis Bonifácio de Carvalho, reforçou que o congresso é uma oportunidade estratégica para aproximar as políticas nacionais da realidade dos municípios e fortalecer a cooperação entre os entes federativos. A agenda do ministério inclui debates sobre financiamento, saúde digital, mudanças climáticas, vigilância em saúde, atenção primária, saúde indígena e estratégias para ampliação do acesso à atenção especializada.

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As atividades voltadas à operacionalização do piso da enfermagem e à certificação dos hospitais de ensino mobilizaram gestores, trabalhadores e representantes de instituições de saúde durante a programação. A reunião sobre o piso da enfermagem superou as expectativas de público, reunindo cerca de 60 participantes — mais que o dobro do previsto — e exigindo a realização de um novo encontro no dia seguinte para atender à alta demanda. O debate concentrou-se na elegibilidade dos estabelecimentos, especialmente os privados, além de questões operacionais relacionadas à homologação de dados, uso de saldo em conta e funcionamento dos repasses mensais. Já a oficina sobre certificação dos hospitais de ensino destacou os desafios enfrentados por municípios de pequeno porte e, durante a atividade, o Contrato Organizativo de Ação Pública ensino-Saúde (COAPES) foi apontado como ferramenta estratégica para fortalecer a articulação entre municípios e instituições de ensino vinculadas ao SUS, apoiando a organização dos processos formativos e das contrapartidas locais.

Atendimento local no estande

Além da programação técnica, o Ministério da Saúde mantém um estande de atendimento durante todo o evento, com espaços dedicados ao diálogo direto com gestores municipais e estaduais. O local reúne equipes de diferentes secretarias para orientar sobre programas prioritários, esclarecer dúvidas técnicas e apresentar iniciativas em andamento, como ações do Fundo Nacional de Saúde, Rede Alyne, manejo pós-Covid, assistência farmacêutica, mudanças climáticas e saúde digital.

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A participação no congresso também reforça o compromisso da pasta com a ampliação da infraestrutura e da capacidade assistencial nos municípios.

Thamirys Santos
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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