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SAÚDE

“Mais Acesso a Especialistas é eficiência no serviço e, sobretudo, tempo de vida para paciente”, diz ministra

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Em sequência de agendas em São Paulo, nesta segunda-feira (17), a ministra da Saúde, Nísia Trindade, aproveitou a oportunidade para destacar avanços no Programa Mais Acesso a Especialistas (PMAE). Na visita, ela conheceu a estratégia de implantação do programa no Hospital São Paulo – que teve sua Emergência Referenciada inaugurada hoje.

“O Mais Acesso a Especialistas é eficiência no serviço e, sobretudo, tempo de vida para paciente”, disse Trindade, em reunião com a diretoria do hospital.

No encontro, a ministra também destacou a realização de um mutirão nacional para reduzir ainda mais as filas de cirurgias eletivas, a partir de março.

“O presidente Lula e eu temos o compromisso de reduzir o tempo de espera por cirurgias no Sistema Único de Saúde (SUS)”, reforçou.

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Entenda o Programa de Redução das Filas

O Programa Nacional de Redução das Filas foi instituído em 2023 pela ministra Nísia Trindade. Em 2023, o programa contou com uma vigência inicial de um ano e orçamento de R$ 600 milhões. Para fortalecer e dar continuidade ao programa em 2024, foram destinados R$ 1,2 bilhão aos estados e ao Distrito Federal.

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Para 2025, uma novidade: o programa foi incorporado ao Programa Mais Acesso a Especialistas (PMAE), no componente de cirurgias.

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Visita ao Ambulatório de Especialidades do Hospital de Clínicas, em São Bernardo do Campo (Foto: Taysa Barros/MS)

Agendas em São Paulo

Ao longo desta segunda, a ministra também conheceu as instalações do Hospital do Rim, em São Paulo. A unidade possui 151 leitos – 97% SUS.

Em seguida, a ministra foi a São Bernardo do Campo (SP), onde vistoriou o Ambulatório de Especialidades do Hospital de Clínicas e reuniu-se com o prefeito do município, Marcelo Lima.

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Ministra Nísia Trindade e o prefeito de Mauá (SP), Marcelo Oliveira (Foto: Taysa Barros/MS)

Já em Mauá, também no interior paulista, a ministra Nísia Trindade encontrou o prefeito, Marcelo Oliveira, onde discutiu investimentos na saúde do município.

Nísia Trindade também visitou o Hospital de Clínicas Dr. Radames Nardini, que possui 231 leitos 100% SUS. Os leitos de especialidades cirúrgica SUS são 60, os leitos clínicos SUS são 48, leitos pediátricos são 20.

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Nathan Victor
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Ministério da Saúde detalha processo de transição de insulina glargina para secretários municipais

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O processo de nacionalização da insulina análoga de ação prolongada, a glargina, no Sistema Único de Saúde (SUS) foi destacado pelo Ministério da Saúde(MS) nesta segunda-feira (13/7), durante o 39º Congresso Nacional do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), na capital gaúcha. O tema foi apresentado no seminário que abordou estratégias para organizar fluxos assistenciais, logística, dispensação e acompanhamento clínico a partir da perspectiva da regionalização da saúde pública.

Inicialmente, a nacionalização da glargina atenderá crianças e adolescentes de 2 a menores de 18 anos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com os tipos 1 e 2, explicou a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do (MS), Fernanda De Negri. “A gente começou separando por faixa etária justamente para poder fazer essa migração gradual. À medida que todos esses pacientes tiverem acesso à glargina, a gente ampliará o público-alvo”, informou.

A secretária ressaltou que a inclusão do medicamento foi necessária para mitigar o cenário de desabastecimento global da insulina NPH por parte dos fabricantes, já que a NPH ainda representa 90% da insulina utilizada no SUS.

Nesse cenário, o acesso à glargina em escala foi viabilizado por meio de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), instrumento do Ministério da Saúde que aproxima instituições públicas e empresas privadas para fomentar a produção pública nacional de tecnologias consideradas estratégicas para o SUS.

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“Essa janela de oportunidade da PDP veio justamente no momento em que nos possibilitou ter mais segurança para fazer essa migração de forma previsível e gradual, de modo a não deixar o paciente do SUS sem medicamento e, ao mesmo tempo, começar a oferecer uma insulina de maior qualidade”, reforçou.

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Em sua fala, Fernanda De Negri pontuou que a transição estabeleceu ainda ações de treinamento voltadas às equipes de Atenção Primária à Saúde (APS) e de Assistência Farmacêutica locais. Para apoiar esses processos, o Ministério da Saúde disponibilizou materiais técnicos e ofertou cerca de 130 oficinas em conjunto com o Conasems. 

Distribuição

O envio da insulina aos estados e municípios tem sido realizado com base no planejamento e nas solicitações periódicas das secretarias de saúde estaduais e municipais. Após o recebimento dos lotes em cada região, o medicamento estará disponível para a população nas farmácias da Atenção Primária, como as das Unidades Básicas de Saúde (UBS), de acordo com a organização de cada município.

Benefícios

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Os benefícios da glargina também foram destacados, entre eles está o maior tempo de ação, que garante cobertura de até 24 horas para a maioria dos pacientes. Além disso, o medicamento oferece mais segurança ao reduzir o risco de episódios de hipoglicemia, especialmente durante o período noturno. Outro diferencial é a estabilidade e a praticidade que proporciona: ela promove menor oscilação nos níveis de glicose no sangue e dispensa preparação prévia, diferentemente da insulina NPH, que exige agitação antes do uso.

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Projeto-piloto

A secretária ressaltou que a transição foi estruturada por um grupo de trabalho específico, composto por representantes de diversos setores. O planejamento incluiu a implementação de um projeto-piloto, iniciado em março deste ano no Amapá, Distrito Federal, Paraíba e Paraná, voltado a crianças e adolescentes (de 2 a 17 anos) com diabetes tipo 1, além de idosos com 80 anos ou mais que convivem com o tipo 1 e 2.

A iniciativa permitiu acompanhar a utilização da insulina glargina em condições reais de atendimento, avaliar aspectos operacionais, identificar gargalos logísticos e subsidiar os ajustes necessários para a implementação em todo o país.

Rodrigo Eneas
Roberta Paola
Ministério da Saúde

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Fonte: Ministério da Saúde

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